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quinta-feira, 12 de julho de 2012

PROBLEMA SEXUAL CAUSADO POR DROGA CONTRA CALVÍCIE PODE DURAR ANOS APÓS INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO


Estudo mostra que a finasterida, medicamento utilizado no combate à calvície, pode causar disfunções sexuais por meses ou até anos após a interrupção do tratamento.
A pesquisa, publicada nesta quinta-feira (12) no Journal of Sexual Medicine, foi feita pelo médico Michael S. Irwig, da Universidade George Washington.
Participaram do estudo 54 ex-usuários da droga, com cerca de 40 anos e saudáveis. A maioria dos participantes foi recrutada pela internet, por meio de um fórum chamado Propeciahelp.com.
Para 96% deles, problemas como baixa libido, dificuldade de ereção ou de chegar ao orgasmo permaneciam após um ano sem tomar o remédio. Nenhum outro problema de saúde ou psiquiátrico parecia justificar os sintomas.
Ainda segundo o levantamento, cerca de 20% dos pacientes continuavam com os sintomas até seis anos depois da interrupção do tratamento. Para Irwig, isso leva a crer que os efeitos podem ser permanentes.
De acordo com o médico, o número de usuários com esse tipo de efeito colateral é pequeno e representa cerca de 3% dos usuários da droga. Mesmo assim, os resultados indicam que os médicos precisam alertar seus pacientes antes de prescrever o medicamento.
FONTE: UOL

quarta-feira, 18 de abril de 2012

CIENTISTA FAZEM NASCER CABELO HUMANO EM CAMUNDONGO



Cientistas japoneses conseguiram fazer com que fios de cabelo humanos nascessem nas costas de um camundongo sem pelos. Além de ser uma esperança para o tratamento da calvície, o resultado representa um avanço importante nas terapias com células-tronco.
Os pesquisadores criaram um folículo – parte da pele onde os pelos nascem – a partir de células-tronco obtidas da pele de humanos adultos. Depois, eles transplantaram estes folículos nas costas do camundongo, conectando-os com as fibras nervosas e musculares do animal, e os pelos nasceram normalmente.
FONTE: GLOBO

sábado, 14 de abril de 2012

MERCK INCLUIRÁ PROBLEMAS SEXUAIS EM BULA DE REMÉDIO PARA CALVÍCIE



O laboratório farmacêutico Merck ampliará as bulas de dois medicamentos para o tratamento da calvície masculina e problemas na próstata para incluir os efeitos sexuais colaterais.

As mudanças serão feitas nas bulas dos remédios Propecia e Proscar, depois que os resultados de testes clínicos mostraram mais efeitos colaterais que não haviam sido incluídos no momento da aprovação, informou a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos, na tradução do inglês). Eles contêm o princípio ativo finasterida.

A nova bula do Propecia, que trata a calvície masculina, incluirá o seguinte trecho: "transtornos da libido, transtornos da ejaculação e transtornos de orgasmo que continuaram depois do abandono do remédio".

Já o Proscar, usado no tratamento dos sintomas do crescimento da próstata, agora terá a frase em sua bula: "diminuição da libido, que continua depois de abandonar o remédio".

Além disso, as duas marcas estão sendo revisadas para "incluir uma descrição dos relatórios de infertilidade masculina e/ou baixa qualidade do sêmen, que normalizou ou melhorou depois de abandonar a droga".

A porta-voz da FDA, Stephanie Yao, explicou que já era conhecido que os remédios haviam provocado previamente efeitos sexuais colaterais em um pequeno número de pacientes, e que parte desta informação foi incluída na bula no momento da aprovação.

"A alteração da bula amplia a lista dos efeitos sexuais adversos reportados à FDA depois da comercialização", declarou Yao.

REVISÕES ANTERIORES
A entrada do Proscar no mercado americano foi aprovada em 1992, enquanto a do Propecia aconteceu em 1997. Em 2011, as bulas dos dois remédios foram revisadas para incluir a disfunção erétil que continuava depois do fim do uso do medicamento, explicou a agência americana.

A FDA destacou que, apesar de não terem sido estabelecidos vínculos claros entre a finasterida e efeitos sexuais adversos, os casos sugerem uma "gama mais ampla de efeitos contrários do que se informou previamente em pacientes que tomaram os medicamentos".

Os testes clínicos mostraram que 3,8% dos homens que tomaram o Propecia notificaram um ou mais efeitos sexuais colaterais, contra 2,1% dos que tomaram um placebo.

"Propecia e Proscar são geralmente bem tolerados e efetivos para seus respectivos usos de acordo com a bula do produto aprovado", afirmou a Merck em um comunicado.

FONTE: FOLHA