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domingo, 1 de julho de 2012

CURATIVO À BASE DE MELAÇO DE CANA


Pesquisadores das Universidades Federal e Rural de Pernambuco desenvolveram um novo tipo de curativo à base de melaço da cana-de-açúcar. O produto, que já está em fase de testes, promete revolucionar o processo de cicatrização da pele já que, além de não ser rejeitado pelo organismo, também não precisa ser trocado.
"O curativo age como se fosse aquela casquinha que se cria no ferimento. Assim que o corte cicatriza, o curativo cai, sem precisar ficar trocando", disse um dos pesquisadores do projeto, o médico José Lamartine.

De acordo com outro pesquisador, o oftalmologista Francisco Cordeiro, o polímero é resultado de uma fusão entre uma bactéria e o melaço. "Isolamos a bactéria Zooglea sp e adicionamos ao mel de engenho, que resultou nesse polímero totalmente puro e natural, nem nenhum vestígio de fármaco ou toxinas", explicou.

Por ser feito com materiais orgânicos, o polímero não é rejeitado pelo corpo. Um teste realizado em 40 pacientes da unidade de urologia de um hospital de Pernambuco, foi, segundo Cordeiro, "um sucesso".

"Foram mais de dez anos de pesquisa para criar esse material biodegradável, que, além do curativo, poderá ser usado para fabricar próteses oculares, e quem sabe até substituir o silicone em alguns tipos de próteses", comemora.

O produto já foi patenteado pela equipe de médicos, químicos e farmacêuticos que trabalham no projeto. Agora, é só passar por uma análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, se aprovado, poderá ser comercializado no mercado farmacêutico.

FONTE: UOL
 

terça-feira, 29 de maio de 2012

PESQUISADORES DO BUTANTAN DESCOBREM PROTEÍNA DE LAGARTA QUE PODE AJUDAR NA CICATRIZAÇÃO



Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, descobriram uma proteína, encontrada em lagartas, que pode ajudar na cicatrização e regenerar tecidos do corpo humano. A pesquisa foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do instituto e, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, pode ajudar no tratamento de diversas doenças degenerativas, além da asma, do diabetes e de queimaduras.
Em entrevista à Agência Brasil, a diretora do laboratório, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, disse que a descoberta sobre essa proteína ocorreu após anos de estudos da lagarta Lonomia. “No Sul do Brasil, essa lagarta é o motivo de acidentes em pessoas e esses acidentes geram problema de coagulação e hemorragias, podendo até ocasionar hemorragia cerebral e levar ao óbito”. Foi por essa razão que os pesquisadores começaram a estudá-la, tentando descobrir qual era o mecanismo de ação de seu veneno.
Na segunda etapa do estudo, os pesquisadores começaram a verificar outros componentes do veneno. Eles notaram que essa proteína, encontrada inicialmente nos extratos dos espinhos dessas lagartas, protege as células da morte e estimula a produção de moléculas importantes na regeneração. “Ela [proteína] também aumenta a capacidade metabólica da célula, ou seja, sua energia, fazendo com que o processo seja mais rápido”, explicou.
Durante o estudo, os pesquisadores perceberam que, ao usar a proteína, a cicatrização em animais ocorreu de forma 40% mais rápida, sem a formação de queloides (espécie de calombo ou ranhuras) na cicatrização. “A forma de cicatrização é muito perfeita”, disse. Outra aplicação dessa proteína seria no combate às rugas. “Acreditamos que ela [proteína] também possa ser utilizada como um dermocosmético, ajudando como um antienvelhecimento”, disse a diretora.
Até o momento, a substância foi aplicada em animais portadores de asma e úlceras diabéticas, e os primeiros resultados demonstraram a eficiência do medicamento na cicatrização do local afetado. O medicamento ainda será testado em humanos. “Acreditamos que, se bem trabalhado, em um ano devemos ter resultados suficientes de segurança para depois podermos começar testes clínicos”, disse. Segundo ela, a indústria farmacêutica estima que, no máximo em quatro anos, esse medicamento possa ser comercializado e usado em humanos.
FONTE: UOL