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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

FDA APROVA CHIPS COMESTÍVEIS QUE MONITORIZAM INGESTÃO DE MEDICAMENTOS




A FDA (U.S. Food and Drug Administration – entidade que regula os medicamentos nos EUA) aprovou na passada segunda-feira o projecto de criação de pílulas electrónicas comestíveis que são capazes de monitorizar com eficiência a ingestão de medicamentos por doentes que precisam de fármacos regularmente.
Desenvolvido pela Proteus Digital Health, o pequeno chip comestível é capaz de monitorizar e enviar informações a um aplicativo móvel sobre a ingestão de medicamentos e, claro, sobre os seus efeitos no organismo do paciente em tratamento.
Segundo o Digital Trends, esses mecanismos podem ser facilmente integrados a qualquer tipo de pílulas. Uma vez que a pílula é ingerida, o sensor atinge os fluidos estomacais e a transmissão de dados é activada para determinar o tempo de ingestão do medicamento.
Para isso, os pacientes deverão utilizar um outro sensor em sua pele que fará a comunicação entre o chip comestível e o aplicativo móvel. O sensor na pele ainda é capaz de monitorar os batimentos cardíacos do paciente, posição corporal e actividade física.
As informações podem ser enviadas directamente para o médico, garantindo assim que a medicação seja controlada diariamente e que ele não esqueça de tomar os seus medicamentos no horário certo.
“A validação da FDA representa um grande marco na medicina digital. Digitalizar comprimidos, pela primeira vez, em conjunto com a nossa infra-estrutura sem fio, pode vir a ser o novo padrão para influenciar a adesão dos pacientes à medicação e ajudar na gestão de doenças crónicas”, afirmou Eric Topol, professor de genoma no Scripps Research Institute.

Os investigadores ainda afirmam que cada microchip é feito com a combinação de silício, cobre e magnésio, ou seja, depois de ingeridos, os pacientes ainda receberão uma dose extra de nutrientes em seus organismos.
Por enquanto, ainda não há nenhuma previsão sobre quando o sistema de monitorização digital de medicações estará disponível no mercado.




terça-feira, 17 de julho de 2012

INTERIOR PAULISTA TEM MAIS CINCO MORTES DE GRIPE A


A gripe suína continua matando e se espalhando pelo interior paulista. Mais cinco mortes foram confirmadas nos últimos dias, nas cidades de Tupã, Marília, Garça e Bauru (2), além de novos casos em São José do Rio Preto, Votuporanga, Botucatu, Jaú e outras cidades, como na região de Campinas, onde foram registrados 21 casos. Com isso, sobe para 19 o número de mortos e para 143 o número de casos confirmados de gripe suína em 2012 no Estado de São Paulo.
Os números são bem superiores ao anunciado pela Secretaria de Estado da Saúde, que seriam de 14 mortes e 66 doentes. De acordo com a Secretaria, os números oficiais são do dia 25 de junho e novo boletim com a situação só será divulgado em 25 de julho, isso porque a contagem dos casos é feita apenas uma vez por mês. Segundo a Secretaria, não há motivo para divulgar os casos em um período menor de tempo.
Em Bauru, a segunda morte da doença foi divulgada nesta terça-feira, de um bebê prematuro afetado indiretamente pela gripe, que estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade Santa Isabel. Filho de uma mãe contaminada pela gripe H1N1, o bebê morreu no domingo. Os médicos anteciparam a cesariana para tentar salvar o bebê, uma vez que a mãe, de 28 anos, infectada pelo vírus, está debilitada, internada em estado grave, respirando por aparelhos e não tinha nutrientes para alimentar a criança. A primeira morte foi anunciada no sábado, de um taxista de 51 anos.
Na região de Marília a gripe se espalhou para cidades próximas, como Vera Cruz e Garça, onde uma morte, de uma mulher de 43 anos, foi confirmada e há outros 28 casos esperando confirmação. Em Tupã, uma mulher morreu cinco dias depois de dar à luz e ainda há oito casos suspeitos. Na região de Campinas há pelo menos 21 casos confirmados.
O aumento dos casos de gripe leva a população a correr para postos de vacinação e a se prevenir comprando álcool em gel nas farmácias. Em Rio Preto, onde foram registradas duas mortes, a Saúde decidiu ampliar a vacinação para crianças até cinco anos; o normal é até dois anos de idade. Nas clínicas particulares da cidade, as doses de vacina se esgotaram e o município espera ampliar a cobertura entre os idosos e crianças.
A ampliação da faixa etária para crianças foi autorizada pelo Ministério da Saúde e realizada porque houve sobra de vacinas, mesmo com a meta da faixa etária cumprida. Em Marília, o estoque de álcool gel acabou nas farmácias e em Bauru, a procura pela vacina aumentou 30% após a confirmação da primeira morte, no último sábado.

FONTE: ESTADÃO