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sexta-feira, 29 de junho de 2012

GRÁVIDAS QUE FICAM EM PÉ POR MUITO TEMPO PODEM PREJUDICAR O DESENVOLVIMENTO DO BEBÊ

Pesquisadores do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, na Holanda, concluíram que grávidas que permanecem em pé durante muito tempo prejudicam o desenvolvimento de seus bebês. Após acompanharem mais de 4.000 gestantes, eles observaram que o hábito pode diminuir o tamanho da circunferência da cabeça dos bebês, o que implica em uma taxa de crescimento mais lenta durante a infância. No entanto, o estudo, que foi publicado nesta quarta-feira no periódico Occupational & Environmental Medicine, uma publicação do British Medical Journal(BMJ), não encontrou efeitos negativos entre filhos de mulheres que trabalharam até o último mês de gravidez.


Participaram da pesquisa 4.680 grávidas. Os autores do estudo mediram a taxa de crescimento fetal ao longo da gestação das participantes, além de medirem os bebês logo após eles nascerem. As mulheres responderam a questionários sobre rotina, condições e exigências físicas do trabalho.
Os resultados indicaram que as mulheres que trabalhavam em pé durante muito tempo no dia tinham bebês com um tamanho de circunferência da cabeça 3% menor do que a média do restante das crianças. Essa diferença de tamanho também foi observada quando comparadas grávidas que trabalhavam 40 horas por semana às que trabalhavam 25 horas. Essas mulheres também tiveram bebês com um menor peso.
Os autores do estudo descrevem alguns mecanismos que podem explicar essa associação. "Algumas evidências indicam que esforços físicos intensos podem reduzir o fluxo de sangue ao útero e à placenta, reduzindo a disponibilidade de oxigênio e nutrientes levados ao feto", afirmou ao site de VEJA o coordenador da pesquisa, Alex Burdorf. Segundo o autor, esse é o motivo mais considerado pela equipe, mas também há explicações baseadas no fato de que certos movimentos podem aumentar a pressão abdominal, o que pode levar a um parto prematuro.
Segundo os autores do estudo, isso não quer dizer, porém, que o trabalho seja prejudicial à saúde das grávidas e dos bebês, mas sim que alguns aspectos, como a carga horária e os períodos em que elas permanecem de pé, devem receber atenção.
FONTE: VEJA

segunda-feira, 7 de maio de 2012

EXPOSIÇÃO AO BISFENOL A EM GRÁVIDAS ELEVA RISCO DE CÂNCER DE MAMA

Uma nova pesquisa mostrou que grávidas expostas ao bisfenol A (BPA), composto químico frequentemente usado na fabricação de produtos de plástico e de latas de alumínio, podem passar a desenvolver glândulas mamárias alteradas e apresentar um maior risco de câncer de mama. O estudo, que foi feito com fêmeas de macacos rhesus, foi publicado nesta segunda-feira no periódico PNAS.


O bisfenol A é um desregulador endócrino, ou seja, uma vez no organismo, imita a ação de hormônios, elevando problemas de saúde como obesidade e puberdade precoce. Estudos anteriores já haviam mostrado que camundongos expostos a pequenas quantidades de BPA tiveram alterada a estrutura de suas glândulas mamárias e foram levados a lesões pré-cancerosas.
Nessa pesquisa, parte das fêmeas grávidas selecionadas para o estudo foi exposta ao BPA. Para isso, elas recebiam diariamente um pedaço de fruta que continha a substância quando estavam no período da gestação equivalente ao terceiro trimestre em humanos. Depois, os pesquisadores compararam suas glândulas mamárias logo após seus filhotes terem nascido às glândulas dos animais que não haviam entrado em contato com o composto. A equipe observou que as fêmeas expostas ao BPA apresentaram alterações no desenvolvimento e na estrutura das glândulas mamárias que são associadas a um maior risco de câncer de mama.

De acordo com os pesquisadores, é possível concluir que a exposição ao BPA durante a gestação pode ser prejudicial para o desenvolvimento das glândulas mamárias e pode desencadear lesões capazes de levar a um câncer de mama.
DOENÇAS MAMÁRIAS
Podem ser benignas, ou seja, não cancerosas, ou malignas. As doenças benignas são a maioria dos casos, não colocam a vida da mulher em risco e muitas vezes não exigem tratamento. Podem ser cistos mamários, fibroadenomas (pequenos nódulos nas glândulas mamárias) ou doença fibrocística, por exemplo. Casos malignos, ou seja, de câncer de mama, colocam a vida da paciente em risco e podem até acarretar a perda de uma mama. No entanto, é possível detectar o câncer em fase inicial e tratá-lo adequadamente.
FONTE: VEJA

terça-feira, 17 de abril de 2012

GRÁVIDAS EXPOSTAS À POLUIÇÃO DO AR PODEM DOBRAR RISCO DE SEUS FILHOS SEREM OBESOS

Mulheres grávidas expostas a altas concentrações de poluentes do ar podem dobrar as chances de seus filhos desenvolverem obesidade até os sete anos de idade em comparação com gestantes menos sujeitas ao contato com a poluição. Essa é a conclusão de um estudo desenvolvido na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e publicado na edição deste mês do periódico American Journal of Epidemiology. O trabalhou associou o risco principalmente a uma determinada classe de poluentes, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP), compostos que são liberados especialmente com a combustão incompleta de diesel, gasolina e tabaco.

“A obesidade é uma doença complexa e envolve vários fatores de risco que não somente aqueles relacionados às nossas escolhas individuais, como dieta e exercícios físicos”, afirma o coordenador do estudo, Andrew Rundle. “Para muitas pessoas, a exposição pré-natal à poluição do ar pode interferir na balança e torná-las ainda mais suscetíveis à obesidade”, diz.


A pesquisa — Foram selecionadas 702 mulheres grávidas e não fumantes para o estudo. Elas tinham entre 18 e 25 anos e viviam na cidade de Nova York. No terceiro trimestre da gestação e ao longo de dois dias inteiros, elas usaram uma mochila equipada para calcular os níveis de poluição atmosférica dos ambientes onde estavam. Mais tarde, os pesquisadores acompanharam seus filhos até eles terem sete anos de idade.
Os resultados indicaram que, em comparação com os filhos das mulheres que foram menos expostas ao HAP, as crianças cujas mães mais tiveram contato com os poluentes apresentaram 1,7 mais chances de serem obesos aos cinco anos de idade e 2,2 mais chances, aos sete anos. Nessa idade, essas crianças tinham, em média, 1,5 quilo a mais de gordura do que as outras. Não foi encontrada associação entre obesidade infantil com níveis socioeconômicos e cigarros em casa.
De acordo com os autores do estudo, essa é uma das primeiras evidências de que a poluição do ar pode contribuir para a obesidade em seres humanos. Pesquisas anteriores feitas em ratos mostraram que a exposição pré-natal ao HAP pode provocar aumento da massa de gordura. Além disso, um trabalho feito em laboratório com células humanas indicou que os poluentes podem impedir o processo normal pelo qual a célula de uma pessoa quebra as moléculas de gordura.

HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS POLICÍCLICOS (HAP)

Os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos são uma classe de compostos orgânicos. Dos hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, 16 são indicados pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos como sendo poluentes prioritários, que têm sido cuidadosamente estudados devido à sua toxicidade, persistência e predominância no meio ambiente. Os HAP podem causar efeitos toxicológicos no crescimento, metabolismo e reprodução de todos os componentes do meio ambiente.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Association of Childhood Obesity With Maternal Exposure to Ambient Air Polycyclic Aromatic Hydrocarbons During Pregnancy

Onde foi divulgada: periódico American Journal of Epidemiology

Quem fez: Andrew Rundle, Lori Hoepner, Abeer Hassoun, Sharon Oberfield, Greg Freyer e outros

Instituição: Universidade de Columbia, Estados Unidos

Dados de amostragem: 702 grávidas de 18 a 35 anos, não fumantes e que moravam em Nova York

Resultado: Mulheres mais expostas ao HAP podem dobrar o risco de seus filhos desenvolverem obesidade até os sete anos de idade

FONTE: VEJA