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segunda-feira, 23 de julho de 2012

ALIMENTO PODE ESTAR CONTAMINADO MESMO SE APRESENTAR CHEIRO BOM


Os cuidados com alimentos em casa não incluem apenas aqueles guardados na geladeira ou no freezer, mas também os produtos secos, como farinha, feijão e café. No último caso, o recipiente pode ficar na geladeira, para preservar o aroma, mas deve permanecer bem vedado.
Segundo a infectologista Rosana Richtmann e a nutricionista Adriane Antunes, é importante observar sempre os prazos de validade e colocar os alimentos na embalagem adequada para evitar contaminações por fungos, bactérias e toxinas.
As dicas servem também para os cereais, frutos secos, castanhas, amendoim e temperos. Mesmo que o alimenta cheire bem, já pode estar estragado.
Nas ruas de São Paulo, a repórter Marina Araújo foi conferir como se devem higienizar as frutas, verduras e legumes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda muito cuidado nessa situação, principalmente com as frutas abertas para degustação, como abacaxi, manga e tangerina. Antes de comê-las, lave-as com hipoclorito de sódio e depois corte-as em pedaços.
Uma das categorias de bactérias que costumam atingir os alimentos é a Escherichia coli, encontrada nas fezes de animais e humanos. Suas principais manifestações no corpo são diarreia e vômito.
A E. coli é transmitida por meio de alimentos contaminados, como carne mal passada, leite e sucos não pasteurizados, verduras, legumes e frutas cruas, e água. Mãos sujas ou mal lavadas são responsáveis pela transmissão de pessoa para pessoa.
Nos locais onde há surtos dessas bactérias, é fundamental evitar alimentos crus e consumir apenas os bem cozidos.
O principal exame que permite saber qual bactéria causou uma doença é o exame de fezes. Essa identificação é de extrema importância para a saúde pública, especialmente na ocorrência de surtos.
Em geral, a E. coli permanece nas fezes até o término da diarreia, mas em alguns casos, principalmente em crianças menores de 1 ano, pode durar semanas ou meses, mesmo depois de cessarem os sintomas. Assim, boas práticas de higiene representam uma medida importante para evitar a propagação da doença no ambiente familiar e em outros espaços.

FONTE: G1

quarta-feira, 4 de abril de 2012

LEGUMES MELHORAM SOBREVIDA DE VÍTIMAS DE CÂNCER DE MAMA



As chinesas que comem repolho, brocoli e legumes folhosos têm taxas de sobrevida após o câncer de mama superiores às daquelas que não ingerem estes crucíferos, destacou um estudo publicado na última terça-feira (3).
As descobertas foram feitas a partir de dados coletados sobre 4.886 chinesas com idades entre 20 e 75 anos que sobreviveram ao câncer de mama e foram diagnosticadas com a doença nos estágios de um a quatro entre 2002 e 2006, participantes do estudo Sobrevivência de Câncer de Mama de Xangai.
As mulheres que ingeriram mais legumes crucíferos durante 36 meses após seu diagnóstico tiveram reduzido de 27% a 62% o risco de morrer por qualquer causa em comparação com aquelas que reportaram comer pouco ou nenhum destes legumes.
O risco de morrer de câncer de mama caiu de 22% para 62% entre as que disseram comer estes legumes e o risco de vivenciar uma recorrência de câncer de mama caiu de 21% a 35% entre elas.
Sarah Nechuta, aluno de pós-doutorado da Universidade Vanderbilt, em Nashville, Tennessee, disse que as descobertas sugerem que as sobreviventes de câncer de mama "podem considerar o aumento da ingestão de legumes crucíferos, como os folhosos, o repolho, a couve-flor e o brocoli, como parte de uma dieta saudável".
Nechuta, que apresentou o estudo durante encontro da Associação Americana para a Pesquisa sobre o Câncer, em Chicago, destacou que as dietas costumam variar entre as chinesas e as ocidentais.
"Os legumes crucíferos comumente consumidos na China incluem nabo, repolho chinês e folhosos, enquanto o brocoli e a couve de Bruxelas são os crucíferos mais comumente consumidos nos Estados Unidos e em outros países ocidentais", afirmou.
"Em segundo lugar, a quantidade ingerida entre as chinesas é muito maior do que a consumida pelas mulheres americanas", continuou.
Nechuta afirmou que mais pesquisas precisam ser feitas com foco no papel dos compostos bioativos encontrados em legumes crucíferos - isocianato e indol - e como variar as doses pode influenciar no câncer.