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sábado, 21 de julho de 2012

CIENTISTAS TEMEM AUMENTO DE MERCÚRIO NA AMAZÔNIA


Uma medida do governo do Amazonas para regulamentar os garimpos de ouro no estado está sendo questionada pela comunidade científica local, que teme o agravamento dos altos níveis de mercúrio nos rios da Amazônia. Usada na extração do minério, a substância tóxica é manejada pela crescente leva de pequenos garimpeiros que chega à região.
Publicada em 15 de junho, a resolução 011/2012 tem o objetivo de combater os garimpos clandestinos, estabelecendo normas para as cooperativas locais. Segundo os pesquisadores, porém, a normativa - feita sem que os estudiosos sobre os impactos ambientais fossem consultados - legitima o uso do mercúrio com uma fiscalização pouco eficiente.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o nível máximo aceitável para o ser humano é de 50 partes por milhão (ppm) de mercúrio no organismo. Os pesquisadores lembram que em regiões amazônicas como o Alto do Rio Negro, com alto grau da substância naturalmente presente no solo, a concentração média em populações ribeirinhas chega a 70 ppm.
"Correr o risco de aumentar esse nível é uma temeridade, especialmente em áreas de alto consumo de peixe", afirma o diretor-geral do Museu da Amazônia, Ennio Candotti, que enviou ao governo estadual uma carta aberta de protesto.
A resolução propõe a fiscalização do uso obrigatório do cadinho, ferramenta que auxilia na extração do ouro e recupera o mercúrio queimado para evitar a contaminação. "Não há notícia de fiscalização eficaz no estado, o que torna pouco razoável acreditar que isso vá ocorrer. É preciso dizer qual o efetivo e com que frequência será feita a vigilância", afirma Candotti.
Hoje, segundo o Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, apenas no Rio Madeira cerca de 3 mil famílias dependem da atividade garimpeira. Pesquisadores da região alertam que a forte alta no preço internacional do ouro pode causar um aumento drástico na extração clandestina, que pode se refletir em maior contaminação de mercúrio.
FONTE: VEJA

segunda-feira, 25 de junho de 2012

METAIS TÓXICOS NOS ALIMENTOS

Nem todos sabem mas não é só o açúcar, o sódio e a gordura os únicos vilões dos alimentos industrializados, os metais tóxicos também estão presentes nesse tipo de comida, o que não é nada bom para o organismo uma vez que essas substâncias maléficas podem acarretar em doenças com sintomas físicos e mentais. Estamos expostos diariamente a inúmeras toxinas: da poluição, dos produtos químicos, dos herbicidas, dos cosméticos e, não é só isso, ainda temos que nos preocupar com os aditivos alimentares que ingerimos, pois eles são fontes de metais pesados, como o alumínio, cádmio, chumbo e mercúrio.


De acordo com a nutróloga especialista em medicina ortomolecular e autora do livro "Dieta Ortomolecular - dieta natural para emagrecimento saudável e evitar definitivamente o efeito sanfona", Sylvana Braga, a intoxicação por esses metais se desenvolve de modo lento e pode causar danos ao metabolismo celular e comprometer as funções fisiológicas do corpo. Mas, muita calma, isso não quer dizer que você vai comer um salgadinho e passar mal, aqui o malefício está ligado ao acúmulo dessas substâncias no organismo e não na ingestão casual desses alimentos.
Ainda segundo a especialista, uma dieta alimentar saudável pode contribuir para a eliminação de metais de alto peso molecular. "Quando se expele algum metal, logo os demais são estimulados a serem eliminados por semelhança", explica.
Tem se alimentado basicamente de comidas industrializadas nesses últimos tempos? A nutróloga lista onde esses metais tóxicos podem ser encontrados e saiba mais sobre os seus riscos e efeitos:
Alumínio - Onde encontrar: água potável, queijo, sal, latas de conservas, embalagens e panelas de alumínio, filtro de cigarros, utensílios de cozinha (facas, garfos e colheres), perfumes, desodorantes, cremes e pastas de dente. Partes afetadas: estômago, ossos e cérebro. Efeitos: dor de cabeça, prisão de ventre, falta de energia, cólicas abdominais, fraqueza geral, pele e boca seca, confusão mental e irritabilidade.
Cádmio - Onde encontrar: peixes, farinhas refinadas, chás, café, cigarro e baterias elétricas. Partes afetadas: córtex renal, sistema nervoso, vasos sanguíneos, rins e coração. Efeitos: aumenta o risco de câncer e depressão, hipertensão, hipotensão, danos nos rins, perda de apetite e de olfato.
Chumbo - Onde encontrar: leite, vinho, uísque, gasolina, cigarro, bateria, tintas de parede e brinquedo, cosméticos (tinta de cabelo) e alimentos: fígado e vegetais (cultivados em áreas industriais). Partes afetadas: ossos, fígado, rins, pâncreas, coração, cérebro e sistema nervoso. Efeitos: fraqueza, apatia, perda de memória, prisão de ventre, queda de cabelo, zumbidos, depressão, hipertensão arterial, inflamação nos rins e tendência a aborto espontâneo.
Mercúrio - Onde encontrar: água, alimentos (peixes e frutos do mar), açúcar, tomate, fungicidas, pesticidas, filtros de ar-condicionado e creme clareador da pele. Partes afetadas: membranas celulares, sistema nervoso e centros de dor e apetite. Efeitos: conjuntivite, diarreia, depressão, memória fraca, hepatite, convulsões e perda de apetite e peso.
A médica também explica que em algumas ocasiões, esses metais pesados tem o poder de deslocar os minerais essenciais. "O chumbo, por exemplo, desloca o cálcio, ferro, cobre e zinco, fazendo com que eles fiquem em déficit no organismo. Já o cádmio, desloca o zinco e afeta a absorção de cobre", aponta.
É importante salientar que, muitas vezes, estamos contaminados por mais de um metal tóxico e os sintomas podem se sobrepor ou serem intensificados. Por isso, é essencial o acompanhamento médico.
FONTE: CYBERDIET