Mostrando postagens com marcador O QUE É DIABETES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador O QUE É DIABETES. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de abril de 2012

PACIENTES DIABÉTICOS PODEM TER RESPOSTA INSATISFATÓRIA À QUIMIOTERAPIA


Estudos com camundongos diabéticos realizados por cientistas da Faculdae de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP sugerem que a atividade do agente antitumoral cisplatina pode ser reduzida em pacientes diabéticos. De acordo com o estudo, camundongos diabéticos portadores de tumor tratados com cisplatina apresentaram menor redução do tumor e menor sobrevida que animais não diabéticos portadores do mesmo tumor e tratados com a mesma dose do fármaco.
A bióloga Márcia Cristina da Silva Faria, que desenvolveu o estudo sob a orientação do professor Antônio Cardoso dos Santos, da FCFRP, expõe que a concentração da cisplatina no tecido tumoral dos animais diabéticos foi reduzida em mais de 50% em relação aos animais não diabéticos. "Este dado é inédito e sugere que o diabetes interfere na atividade antitumoral do fármaco, ou seja, inibe a função de combate ao tumor da cisplatina", reforça Márcia.
CISPLATINA E A GLICOSE
A cisplatina é muito utilizada no tratamento de vários tipos de tumores sólidos e hematológicos (relacionados ao sangue), incluindo câncer de fígado, pâncreas, rins, bexiga e testículo, dentre outros. Em contrapartida, seu uso é altamente limitado devido à sua toxicidade renal. "Cerca 20% dos pacientes tratados com cisplatina desenvolvem disfunção renal severa, mesmo com as medidas de proteção", diz.
Segundo a bióloga, estudos anteriores já indicavam que o diabetes diminuía o dano renal induzido pela cisplatina, o que, de fato, foi comprovado neste modelo com camundongos. Em função disso, foi iniciado um estudo mais profundo sobre a relação do diabetes com a cisplatina, que culminou nos resultados inéditos. "Demonstramos que ao mesmo tempo em que o diabetes protege os rins contra a toxicidade da cisplatina, ele também interfere na ação de combate ao tumor do fármaco".
Soma-se a este aspecto negativo do diabetes (doença causada por excesso de glicose no sangue) o fato de que os tumores dependem da glicose para crescer. "Há estudos que mostram que a taxa de desenvolvimento de tumor em pacientes diabéticos é maior do que em pacientes não diabéticos", alerta Márcia.

Diminuição da sobrevida e atividade antitumoral

Os camundongos diabéticos do estudo apresentaram uma sobrevida muito inferior em relação aos camundongos não diabéticos. A concentração da cisplatina no tumor e a diminuição da massa tumoral também foram menores. "Os resultados comprovam a interferência do diabetes na eficácia da atividade antitumoral da cisplatina e a consequente diminuição da expectativa de vida deste grupo em particular", afirma.
A pesquisa Avaliação da interferência do diabetes na biodistribuição e na atividade anti tumoral da cisplatina em camundongos, que durou dois anos, demonstra que o diabetes é capaz de alterar a distribuição do fármaco no tumor, nos rins e em vários órgãos. "Há estudos que indicam que o diabetes altera os mecanismos de transporte ativo da cisplatina nas células renais o que explica a proteção contra a toxicidade renal nos pacientes diabéticos. Nossos dados indicam que alterações importantes ocorrem também nos demais tecidos, inclusive no próprio tumor", adianta a bióloga.
Os resultados demonstram a necessidade de maior atenção no uso da cisplatina em pacientes diabéticos. "É preciso reavaliar o uso clínico da cisplatina neste grupo em particular, visto que ele apresenta dois graves problemas de saúde pública: o câncer e o diabetes e o uso de um importante aliado no tratamento pode estar comprometido. Porém estes dados foram obtidos em estudos com camundongos e testes clínicos são necessários para sua extrapolação para humanos", conclui.
A próxima etapa da pesquisa terá como foco alguns receptores que possivelmente possam estar relacionados à deficiência do transporte que favorece a entrada da cisplatina nas células.
FONTE: P-FARMA








sábado, 24 de março de 2012

BRASIL É O QUINTO PAÍS COM MAIOR NÚMERO DE DIABÉTICOS NO MUNDO


O Brasil é o quinto país com maior número absoluto de diabéticos no mundo e deve permanecer na mesma posição em 2030, segundo a Federação Internacional de Diabetes. Em 2010, 7,6 milhões de brasileiros tinham diabetes, número que deve aumentar para 12,7 mi em 20 anos.
Em vista do número alarmante, chamado de epidemia pelo presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduíno Tschiedel, a entidade começa a partir da próxima semana um trabalho de capacitação e parceira com as secretarias estaduais de saúde.
"É muito difícil ter números de diabetes no Brasil, estimativas apontam para 7,6 mi, mas este número pode chegar a 10 milhões. Por isso, vamos trabalhar com os Estados para um maior controle do número de diabéticos no país e da capacitação para melhorar o atendimento", disse o endocrinologista.
No mundo, 285 milhões de pessoas com diabetes, em 2010, mais 344 milhões com tolerância à glicose prejudicada. Em 2030, 439 milhões deverão ser diabéticos e outros 472 ter tolerância reduzida, o que seria um "pre-diabetes". Os campeões mundiais são Índia, China e Estados Unidos, respectivamente.
O médico explica que com a melhora de renda mundial, a sobrevida da população também tende a aumentar e junto o diabetes, principalmente na faixa dos 60 aos 79 anos. Para ele, só a mudança no estilo de vida pode combater a doença.
O diabetes tem dois tipos, o tipo 1, resultado de um processo auto-imune, e o tipo 2, que representa 90% dos casos e está ligado ao estilo de vida. Mais de 80% dos diabéticos tipo 2 tem sobrepeso ou obesidade. No Brasil, 40% da população tem sobrepeso e 10 a 15% tem obesidade.
A doença quando não tratada adequadamente leva a diversos problemas de saúde correlacionados como: aumenta de 2 a 4 vezes o risco de doenças cardíacas -- a principal causa de morte dos diabéticos, é a principal causa de cegueira dos 20 aos 74 anos e é a principal causa de doença renal terminal.
Tschiedel lembra, ainda, que 60% a 70% dos diabéticos apresentam alterações no sistema nervoso e 50% das amputações de membros inferiores por doença são causadas pelo diabetes.








 FONTE: UOL NOTÍCIAS