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domingo, 22 de julho de 2012

TRANSPLANTES DE RIM

Hospitais habilitados para o procedimento recebem autorização para usar medicamento contra rejeição 


Portaria publicada no último dia 20 no Diário Oficial da União autoriza, em todos os hospitais habilitados para transplante de rim, o uso do medicamento imunoglobulina em pacientes que apresentarem rejeição do órgão transplantado.


Em nota, o Ministério da Saúde informou que o remédio possibilita rápida recuperação do paciente e auxilia na melhora da qualidade de vida dele. A imunoglobulina deverá estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de agosto.


Outra medida anunciada trata da incorporação, na tabela de procedimentos, do exame C4d, que possibilita a identificação de rejeição aguda provocada por anticorpo no organismo do transplantado. A detecção aumenta as chances de o órgão se adaptar ao organismo do paciente.


A pasta informou que vai destinar, anualmente, R$ 10 milhões a mais para aquisição do medicamento e para realização do exame. A estimativa é que cerca de 30% dos transplantes de rim realizados possam apresentar rejeição.


A previsão do ministério é que sejam realizados este ano 5.236 transplantes de rim pelo SUS – 15% a mais que os 4.553 registrados no ano passado. O cálculo é que 1.571 pacientes possam apresentar rejeição aguda ao órgão recebido.


FONTE: SIS SAÚDE

terça-feira, 3 de julho de 2012

PESQUISADORES DESCOBREM QUE VÍRUS DO RESFRIADO PODE CURAR CÂNCER


Pesquisadores na Inglaterra revelaram que o vírus do resfriado comum pode curar o câncer. Durante as pesquisas, os estudiosos descobriram que o vírus, quando injetado no sangue, é capaz de eliminar tumores malignos.


O tratamento está em fase de testes e contou com pacientes que receberam cinco injeções com doses da vacina feita a partir do vírus do resfriado que atravessa o corpo junto com a corrente sanguínea e ataca as células cancerígenas.



Ao chegar nas células doentes, o vírus se multiplica até destruir o tumor. Segundo os pesquisadores, o vírus é “inteligente” e não afeta as células saudáveis do organismo.



A expectativa dos médicos é de que esse tratamento esteja disponível dentro de dois anos.




FONTE: R7

quinta-feira, 17 de maio de 2012

MAIORIA DOS ESTUDOS CLÍNICOS É FEITA COM NÚMERO PEQUENO DE PESSOAS


Artigo publicado "Jornal da Associação Médica Americana" questiona a capacidade dos testes clínicos realizados nos EUA de fornecer recomendações médicas confiáveis. O estudo constatou que, entre 2007 e 2010, testes envolvendo menos de cem pacientes representaram 62% do total (e apenas 4% previam mais de 1.000 voluntários). A média de participantes foi de 58 nos testes concluídos e de 70 naqueles registrados mas não concluídos.

A pesquisa, coordenada por Robert Califf, diretor do Instituto de Medicina Translacional da Universidade Duke, de Durham, Carolina do Norte, examinou os 96.346 testes clínicos registrados no banco de dados governamental em 27 de setembro de 2010, referentes a três especialidades médicas (cardiovascular, saúde mental e oncologia).

Os pesquisadores reconhecem que testes envolvendo menos pacientes podem ser apropriados em muitos casos; porém, ressaltam ser menos provável que forneçam informações para muitas outras situações, "como para determinar a eficácia de tratamentos com efeitos modestos e para comparar tratamentos eficazes e permitir decisões práticas melhores."

O pequeno número de pacientes envolvidos não foi a única deficiência apontada. Os autores relembram que menos de 15% das principais diretrizes médicas são baseadas em evidência de alta qualidade, isto é, evidência que decorre de testes com planejamento apropriado, número suficiente de pessoas, métodos apropriados para medir resultados e supervisão de conselhos de ética que protejam os participantes e assegurem a integridade do teste.

Para o médico Marcelo Derbli Schafranski, especialista em medicina interna pela Universidade Federal do Paraná e autor do livro "Medicina - fragilidades de um modelo ainda imperfeito", o problema não é apenas o baixo número de pacientes envolvidos nos testes, mas o fato de a maior parte deles ser interrompida antes do fim, sem justificativa.

Para Schafranski, chama a atenção também a ausência de comitês de monitoramento de dados em um percentual elevado de testes, comprometendo a verificação independente dos resultados.

Em função disso, para o especialista, "o estudo mostra como a medicina se alicerça sobre bases frágeis. Sobram poucos estudos de credibilidade em que os consensos possam se apoiar"

FONTE: FOLHA