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terça-feira, 26 de junho de 2012

ANTIDEPRESSIVOS PARA CACHORROS


Nos últimos anos, a indústria farmacêutica ganhou novos consumidores. Mais de 6,4 milhões de cachorros recebem remédios para tratar problemas de comportamento no Reino Unido, de acordo com o tabloide “The Sun”.
Os cachorros foram medicados com produtos similares a antidepressivos receitados a humanos, como o Prozac.
Alguns dos sintomas apresentados por esses animais são problemas para dormir, ansiedade, anorexia, “auto-mutilação”, estresse e depressão. O problema mais comum é a hiperatividade – 60% apresentam esse sintoma “frequentemente”, “algumas vezes” ou “a todo momento”. 
Um levantamento realizado pela Companion Animal Behaviour Therapy Study Group (algo como Associação de Estudos Comportamentais em Animais Domésticos) mostrou que 30% dos cachorros têm medos ou fobias, enquanto 22,5% possuem TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo).
O levantamento foi feito com donos de mais de 1.300 cachorros. “Temos uma vida muito agitada, então muitas vezes os gatos e cachorros passam menos tempo com seus donos e têm menos tempo para se socializarem”, afirmou Claire Corridan, um dos responsáveis pelo estudo. Corridan alerta ainda que os riscos de dependência de medicamentos em animais não foram abordados.
O mercado reúne três remédios utilizados em animais para esses fins, de acordo com o “The Sun”. Um deles é o Reconcile – fabricado pela Eli Lilly, a mesma empresa que fabrica o famoso antidepressivo Prozac. Ele é usado nos Estados Unidos e espera licença para ser vendido no Reino Unido neste ano.

FONTE: DIKAJOB

domingo, 6 de maio de 2012

EMAGRECEDORES E PROZAC SÃO USADOS JUNTOS NO PAÍS


A análise do consumo de redutores de apetite e do antidepressivo fluoxetina (princípio ativo do Prozac) sugere que as duas substâncias vinham sendo usadas de forma combinada, conduta que não é recomendada se o objetivo é só emagrecer.

A associação das drogas é defendida por alguns médicos para pacientes obesos e com depressão ou compulsão por comida. Por outro lado, a combinação dos remédios pode indicar um uso abusivo com foco na redução do peso, explicam especialistas.

Problemas com esse tipo de associação foram objeto de pesquisa realizada pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) há três anos.

Agora, a união entre os moduladores de apetite anfepramona, mazindol e femproporex (banidos pelo governo no ano passado) e da sibutramina (mantida com novas regras) com o antidepressivo fluoxetina foi medida em estudo publicado na edição de fevereiro da "Revista da Associação Médica Brasileira".

A pesquisa, que mediu as vendas dos remédios no país, dá fortes indícios de que o consumo casado vinha sendo prática corrente. No entanto, o trabalho não verificou as receitas em si.

Foram analisadas várias situações que poderiam estar relacionadas ao uso dos emagrecedores em 2009, ano de coleta dos dados, como ser do sexo feminino, ter maior renda e escolaridade ou consumir certas substâncias.

"Para nossa surpresa, a variável mais significativa foi a relação entre a fluoxetina e os moduladores de apetite, o que não é recomendado nem pelo Conselho Federal de Medicina nem pela Anvisa", explica Daniel Mota, técnico especializado em regulação e vigilância sanitária da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e autor da pesquisa -feita de forma independente da agência.

O estudo, feito com um modelo econométrico que agrega a venda nacional dos medicamentos e a população adulta brasileira, conclui que cada 1 mg/per capita de aumento no consumo do antidepressivo produz a elevação do consumo de moduladores em 1,66 mg/per capita.

Walmir Coutinho, do departamento de obesidade da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), diz que não recomenda o uso associado dos remédios por faltarem estudos que atestem sua segurança.

Ele explica que o consumo isolado da fluoxetina leva à perda de peso, mas esse efeito acaba sendo revertido depois. Por isso o antidepressivo não é usado como emagrecedor. 

Para Coutinho, a mistura de vários elementos em fórmulas para emagrecer é a venda de uma "ilusão".

Cláudia Cozer, uma das diretoras da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade), afirma que a combinação das drogas pode causar letargia e apatia, mas relativiza os danos quando o uso é por tempo limitado com acompanhamento médico.

Um dos usos benéficos da combinação, diz Cozer, é no controle da ansiedade e da compulsão alimentar.

Para o endocrinologista Alfredo Halpern, o problema está no uso casado em fórmulas para emagrecer. "Vi fórmulas absurdas, que juntam não só anfepramona e femproporex com fluoxetina mas diurético, hormônio de tireoide. É condenável. Por outro lado, o indivíduo pode precisar de uma fluoxetina porque é ansioso ou deprimido, não há por que proibir."

FONTE: FOLHA