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quarta-feira, 25 de julho de 2012

HORMÔNIO PRODUZIDO PELO CORPO PODE AUXILIAR NO TRATAMENTO DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS


A descoberta do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP (Universidade de São Paulo) pode representar possibilidade de avanço no tratamento de doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer. Um estudo aponta que o hormônio ouabaína, utilizado no tratamento de doenças cardiovasculares, possui também efeito de proteção dos neurônios.
Atualmente não existe medicamento capaz de impedir a morte dos neurônios, somente remédios que agem paliativamente. As investigações desenvolvidas pelo ICB podem abrir uma nova área de estudo, com a perspectiva de produção medicamentos mais eficientes.
Duas pesquisas estão sendo realizadas na USP e mostram a atividade da ouabaína, hormônio extraído da planta Strophantus gratus e também encontrado no organismo humano, na proteção das células cerebrais. Em uma delas, os cientistas injetaram o hormônio na região do hipocampo (ligada à perda de memória) do cérebro de ratos e perceberam que houve aumento na quantidade de proteína capaz de modelar a expressão de genes importantes para a proteção dos neurônios.
Outro estudo, também conduzido com testes em ratos, foi realizado com culturas mistas de células primárias de neurônios e glia, conjunto de células que envolvem os neurônios. Os resultados também indicaram que a ouabaína modula genes ligados à resposta inflamatória e a fatores neurotróficos — proteínas que favorecem a sobrevivência dos neurônios.
Embora esteja comprovada a capacidade de proteger os neurônios, ainda serão feitos estudos para conhecer a ação do hormônio contra os males de Parkinson e Alzheimer.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

RELAXAMENTO FAZ BEM À MEMÓRIA

Permanecer acordado e em estado de relaxamento pode melhorar o processo de aprendizado e a tomada de decisões. Cientistas descobriram que picos curtíssimos de atividade neural no hipocampo, parte do cérebro responsável pela memória, podem ser responsáveis pelo aprendizado de novas tarefas e pelo resgate das lembranças que nos ajudam a tomar decisões. Essa atividade é mais precisa e prevalente quando se está acordado, mas sem prestar muita atenção a estímulos externos. O estudo foi publicado nesta quinta-feira na revista Science.


Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, prepararam um experimento em que ratos precisavam aprender a atravessar um labirinto em forma de "W". De tempos em tempos, os ratinhos eram colocados em uma "caixa de descanso".
Enquanto os animais descansavam, os pesquisadores mediram a atividade cerebral nos ratos. Nesse momento em que os bichinhos estavam calmos e sem prestar muita atenção a estímulos externos, picos curtíssimos de atividade neural ocorriam junto com a ativação dos mesmos neurônios, e na mesma ordem que haviam sido registrados durante o percurso. Isso quer dizer que os ratinhos estavam dando um "replay" mental na experiência que tiveram dentro do labirinto em forma de "W".
Esses picos curtíssimos de atividade neural são os mesmos que ocorrem quando se dorme. Eles ajudam a consolidar a memória. "Parece que são esses picos no hipocampo que nos permitem tomar uma decisão baseada em experiências passadas", disse o neurocientista Loren Frank
HIPOCAMPO
O hipocampo (em vermelho) é responsável pela memória espacial, navegação e lembranças de curto e longo prazo. A região também está associada à lembrança de eventos a partir de cheiros. No Alzheimer, o hipocampo é uma das primeiras regiões do cérebro a sofrer danos.


FONTE: VEJA