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domingo, 17 de junho de 2012

MÉDICO FAZ TRANSPLANTE RARO DAS DUAS CÓRNEAS EM BEBÊ DE 5 MESES


Uma equipe médica do Hospital Oftalmológico de Anápolis (HOA) fez um transplante de córneas em um bebê de cinco meses, filho de uma mulher que usou crack durante a gestação. O procedimento é considerado raro e, segundo especialistas, não foram encontrados registros sobre o caso na literatura médica mundial. Duas coisas chamam a atenção para esse caso, o fato de as duas córneas terem sido substituídas ao mesmo tempo e a pouca idade do paciente.

De acordo com o oftalmologista responsável pelo transplante, André Pena Corrêa Bittencourt, aos quatro meses, a criança foi diagnosticada com leucoma corneano, que é uma opacidade nas córneas. Um mês depois ela foi submetida a uma cirurgia de transplante de córnea bilateral, quando as duas córneas são transplantadas ao mesmo tempo.

O caso é muito raro, acredita a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria (Soblec), Tania Schaefer, que é de Curitiba (PR). “Não tenho conhecimento de que esse procedimento já tenha sido realizado antes”, disse, em entrevista.
O oftalmologista com subespecialização em cirurgia de córnea, Arthur Schaefer também garante nunca ter visto registro de transplante bilateral nessa circunstância no mundo. “Pelo que eu já observei, não há relatos de trabalhos científicos ou publicação em revista sobre um caso assim no mundo. Possivelmente, esse é o primeiro e, provavelmente deverá ser publicado”, observa. Para o especialista, a conduta dos médicos em relação ao bebê foi assertiva.
Segundo André Bittencourt, a opção de fazer a operação nos dois olhos durante a mesma cirurgia teve a finalidade de reduzir riscos para o paciente. Normalmente, o procedimento é feito primeiro em um olho e depois de um tempo de recuperação, no outro. Assim como os outros especialistas, Bittencourt afirmou não ter encontrado registros médicos sobre essa dupla intervenção em um paciente tão pequeno.
Recuperação
Três meses após a operação, a criança - que agora está com oito meses - começa a apresentar os primeiros sinais de recuperação. "Antes, o bebê ficava sempre com os olhos fechados, não piscava. Agora, ele já abre o olho e já pisca, mas ainda não é possível quantificar o quanto de visão ele tem. O que estamos fazendo agora é tentar evitar que ele perca a visão", afirma Bittencourt. O médico disse ainda que houve também uma melhora no aspecto social da criança, que antes se irritava com frequência e chorava com facilidade.

Segundo o médico, o leucoma pode ter surgido em consequência ao histórico de saúde da mãe da criança, que usou crack durante a gravidez. Apesar do otimismo em relação ao caso, André Bittencourt faz um alerta sobre os riscos das drogas. “O uso de drogas como crack e cocaína por gestantes favorece também o surgimento de outras doenças, como infecções congênitas, desnutrição e até problemas psicológicos que podem influenciar o desenvolvimento da criança”, diz Bittencourt.

A mãe da criança também tem outro filho. Ela confessa que os dois foram gerados em meio a uma vida tumultuada por causa do vício. “Eu não sabia que iria fazer tanto mal para ele”, disse, em entrevista à TV Anhanguera.
Uso de drogas
Ainda é cedo para saber quais serão os reflexos da droga na vida da criança e quanto da visão ele vai recuperar. Enquanto isso não acontece, o bebê depende dos cuidados de uma vizinha, que ajudou a mãe a conseguir o transplante, feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela prefere não ser identificada, mas foi quem buscou ajuda dos médicos para que a criança voltasse a enxergar. “Eu pensava se o bebezinho nunca iria ver e isso me comoveu muito. Essa foi a única maneira que eu encontrei de ajudar”, conta.

Para o diretor-técnico do HOA, o médico oftalmologista Augusto Pereira, a única certeza é de que dessas mães, o crack arranca tudo, até o instinto de proteção. “Precisamos arregimentar forças e nos unir para lutar contra isso [o crack]. Você já imaginou vencer o sentimento de amor de uma mãe por um filho, que é provavelmente o sentimento mais poderoso que nós, seres humanos, conhecemos”, ressalta.
FONTE: G1

sábado, 19 de maio de 2012

BEBÊ GORDINHO NÃO É SINAL DE SAÚDE



Um bebê roliço, de bochechas rosadas, dobrinhas por todo o corpo e pezinhos como pãezinhos enche os olhos da mamãe e é o orgulho do papai. Pois é... Apesar de tudo o que já foi dito e escrito sobre os perigos da obesidade infantil, para a maior parte dos pais, criança gorda é criança saudável. Em um artigo publicado na mais recente edição da revista científica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, revelam quão enganadas estão as mães quando o assunto é o peso de seus rebentos. Foram acompanhadas 281 mulheres, com filhos entre 12 e 32 meses. Para começar, a maioria teve dificuldade para definir quanto os bebês pesavam. As que mais erraram foram justamente as mães das crianças obesas. E, pior, 81,7% delas estavam satisfeitas com a compleição física dos pequenos — como se o acúmulo de tecido adiposo fosse uma espécie de atestado de saúde e bons tratos. Não é assim. Lê-se na conclusão do trabalho de Maryland: "Os hábitos alimentares são influenciados pela percepção materna do tamanho das crianças. Impressões equivocadas podem levar a comportamentos inapropriados em relação à alimentação".


O excesso de peso antes dos 5 anos tende a se estender pela adolescência. E o risco de uma criança gorda se tornar um adulto obeso aumenta exponencialmente quanto maior for a demora para controlar o problema. Aos 10 anos, esse perigo chega a 80% (veja o quadro ao lado). Atualmente, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos brasileiros com idade entre 5 e 9 anos e 11,8% das meninas na mesma faixa etária. Em meados da década de 70, os índices eram, respectivamente, 2,9% e 1,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Tornam-se frequentes nos consultórios dos pediatras crianças vítimas de problemas típicos dos adultos, como colesterol alto, hipertensão e diabetes tipo 2", diz Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, em São Paulo. A obesidade infantil pode antecipar em dez a vinte anos a manifestação de doenças cardiovasculares.
A maioria das crianças obesas está nessa situação em decorrência de um estilo de vida totalmente inadequado. Elas comem de mais, especialmente gordura saturada e açúcar, e se exercitam de menos. A obesidade infantil se faz em casa — e começa a se desenhar na gravidez, com os hábitos alimentares da mãe. O ser humano tem um apreço natural pelos sabores adocicados. Com 24 semanas de gestação, os fetos já conseguem distinguir diferenças de sabor no líquido amniótico — e dão preferência aos mais docinhos. Um dos estudos mais fascinantes sobre o assunto foi feito no início dos anos 2000 por pesquisadores da Universidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Eles dividiram 46 grávidas em três grupos. O primeiro tomou suco de cenoura durante a gestação. O segundo, somente na amamentação e o terceiro não recebeu o líquido. Quando chegaram à idade de receber alimentos sólidos, os filhos das mulheres dos dois primeiros grupos foram mais receptivos a um cereal com sabor de cenoura. Conclusão: o paladar infantil começa a se formar bem cedo. "A partir dos 2 anos, quando o apetite dos pequenos naturalmente diminui, os pais devem incentivá-los a experimentar novos sabores", diz Virgínia Weffort, presidente do departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Afinal, como defendem os nutricionistas, em um adágio clássico, come melhor quem come de tudo, com variedade.
FONTE: VEJA

quinta-feira, 17 de maio de 2012

MÃE DÁ À LUZ BEBÊ COM 70 CM E 6 KG



A dona de casa Maria das Graças dos Santos deu à luz, no Distrito Federal, a menina Kézia Santos, de 6,010 kg e 70 cm. A cesariana foi realizada no dia 26 de abril, no Hospital Regional do Gama. A menina, que nasceu com as medidas de um bebê de quatro meses, passou nove dias internada na UTI neonatal, mas já está no quarto com a mãe.
O pediatra responsável pelo atendimento do bebê, Marcus César Fonseca, explicou que ela nasceu com macrossomia, motivada por diabetes gestacional, que pode ser tratada no pré-natal. Fonseca disse que o caso de Kézia não é considerado uma doença.
“O problema é que a mãe do bebê não ficou sabendo da doença durante a gestação, por isso não fez o tratamento adequado”, disse o médico. De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, de cada dez grávidas uma pode desenvolver a diabetes gestacional.
O pediatra informou que a criança ainda não recebeu alta porque precisa passar por exames cardiológicos. "O coração dela não suportou a massa corporal exagerada. A gente precisa verificar se ela tem cardiopatia e se desenvolveu alguma doença congênita ou não."
FONTE: G1