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segunda-feira, 9 de julho de 2012

TAXA DE DIABETES EM CRIANÇAS JÁ É 4 VEZES MAIOR NA CHINA QUE NOS EUA


Alçada à condição de superpotência entre os emergentes, a China vem enfrentando problemas decorrentes de seu enriquecimento. Um dos principais, apontam especialistas, é o elevado índice de obesidade entre as crianças do país.
Um estudo publicado recentemente na revista americana Obesity Reviews, principal publicação da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade, apontou que os jovens chineses têm taxas de diabetes quatro vezes maiores do que as de seus pares americanos.
Entre os principais fatores que explicam a saúde precária dos adolescentes do país estão a mudança drástica no estilo de vida e nutrição, além da elevação nos índices de sobrepeso e obesidade que o gigante asiático tem registrado nas últimas décadas.
De acordo com o estudo, os jovens chineses também estão mais suscetíveis a doenças cardiovasculares.
Nos últimos anos, a China tem experimentado um crescimento econômico sem precedentes. Mas, em contrapartida, o país passou por dramáticas transformações no padrão de dieta, peso, e atividade física da população.
Para investigar o fenômeno, cientistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, acompanharam durante duas décadas 29 mil pessoas em 300 comunidades na China.
A cada dois anos, os cientistas atualizavam os dados de mudanças de peso, hábitos alimentares e níveis de atividade física dos pacientes.
Ao fim do estudo, eles constataram 'um grande aumento nos fatores de risco cardiometabólico e de sobrepeso' dos chineses.
Risco
Os cientistas também observaram uma incidência de diabetes e pré-diabetes de 1,9% e 14,9% respectivamente em crianças de entre 7 e 17 anos. De acordo com a pesquisa, na China, 1,7 milhões de crianças entre 7 e 18 anos têm diabetes e outras 27,7 milhões são consideradas pré-diabéticas.
Segundo eles, as altas taxas aumentavam os riscos de doenças cardiovasculares.
Quando compararam os dados colhidos com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) dos Estados Unidos, os pesquisadores descobriram que as taxas de diabetes e fatores de risco cardiovascular são quatro vezes maiores entre a população jovem chinesa do que entre crianças e adolescentes americanos.
— Além disso, mais de 35% das crianças menores de 18 anos têm níveis elevados de, pelo menos, um fator de risco cardiometabólico, afirma o professor Barry Popkin, responsável pelo estudo.
Segundo ele, se nada for feito urgentemente para reverter essas tendências, o sistema de saúde pública na China terá de enfrentar um enorme desafio nos próximos anos.
— O que é inédito é a mudança na dieta, peso e risco cardiovascular em crianças de 7 anos ou mais. Esses números mostram o enorme fardo que o sistema de saúde da China terá de enfrentar se nada mudar.
Os cientistas também observaram altos níveis de risco tanto em indivíduos de comunidades urbanas quanto rurais, independentemente da classe social.
Para os autores, "os iminentes custos de saúde e suas implicações são imensos."
FONTE: R7

segunda-feira, 11 de junho de 2012

AÇÚCAR EM EXCESSO É CONSUMIDO POR 80% DAS CRIANÇAS


Os números são alarmantes. Durante o 8º Fórum Nacional de Alimentação Escolar, que acaba de ser realizado em São Paulo, pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 80% das crianças brasileiras ingerem açúcar acima do nível recomendado pelos nutricionistas. E mais: enquanto isso, 89% consomem gordura além dos padrões considerados saudáveis.

O estudo foi apresentado pelo pesquisador Edilson Nascimento Silva, que também mostrou que a ingestão de fibras é 82% abaixo do recomendável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para os nutricionistas que participaram do evento, esses números explicam o aumento verificado na obesidade da população brasileira, principalmente entre crianças e jovens.

Epidemia

“Estes dados só confirmam que a obesidade infantil tornou- se uma epidemia devido às mudanças nos hábitos alimentares das crianças e da população em geral. A genética é um fator importante na obesidade das crianças, porém não existe obesidade se não houver um desequilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto energético”, afirma a pediatra Lilian G. Zaboto, membro do Departamento de Obesidade Infantil da ABESO.

A Dra. Lilian explica que o consumo elevado de açúcar e gordura aumenta muito o número decalorias ingeridas em cada refeição. “A dica é que os pais evitem doces e guloseimas no dia a dia das crianças, restringindo a duas ou, no máximo, três vezes na semana”, comenta.

De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), o excesso de peso entre meninos de 5 a 9 anos subiu de 10,9%, em 1974, para 34,8%, em 2009. Entre as meninas da mesma faixa etária, o sobrepeso aumentou de 8,6%, em 1974, para 32% em 2009.

Além de provocar obesidade, o consumo excessivo de açúcar pode acarretar doenças, como infecções, cáries, osteoporose, arteriosclerose, baixa imunidade, periodontites, aumento de glicemia e triglicérides e até mesmo o câncer. 

FONTE: ABESO

quinta-feira, 24 de maio de 2012

RELAÇÃO ENTRE PARTO CESÁREA E OBESIDADE INFANTIL


Pesquisadores americanos reafirmaram que crianças nascidas por cesárea têm mais possibilidades de sofrer de obesidade.

O dado é de uma pesquisa realizada por especialistas do Hospital da Infância de Boston (EUA), publicada nesta quinta-feira (24) na revista "Archives of Disease in Childhood".

O estudo retoma uma discussão sobre a relação entre partos por cesárea e sobrepeso infantil. Ele desaconselha este tipo de intervenção senão por razões estritamente clínicas, indica a publicação que pertence ao grupo "British Medical Journal".

Os cientistas analisaram 1.255 crianças nascidas no hospital de Boston entre 1999 e 2002, sendo 284 delas por cesárea, desde as 22 semanas de gestação até os três anos de idade.

Enquanto só 7,5% dos bebês nascidos de maneira natural sofriam obesidade aos três anos, esta percentagem chegava a 15,7% nos casos em que houve intervenção cirúrgica no parto.

Os autores do estudo atribuem esta relação às diferenças na composição da flora intestinal entre os nascidos por parto natural ou por cesárea.

No último grupo, os pesquisadores encontraram uma maior incidência de bactérias firmicutes que, segundo outros estudos, estão presentes nos intestinos de pessoas obesas e são um dos fatores que motivam a doença.

Além disso, foi apontado que os partos por cesárea são mais frequentes entre as mães obesas, o que também poderia favorecer o sobrepeso de seus filhos.

Os autores da pesquisa também analisaram outros fatores que poderiam influir na obesidade infantil como a duração do período de lactação ou o tempo de exposição à televisão, mas nenhum deles apresentou diferenças significativas.

Por fim, os pesquisadores destacaram a importância de evitar os partos por cesárea sem indicações médicas.

"As mulheres grávidas que escolhem um parto cirúrgico quando não haja motivos clínicos para fazê-lo deveriam saber que seus filhos serão mais propensos a ser obesos", alertaram.

FONTE: FOLHA

sábado, 19 de maio de 2012

BEBÊ GORDINHO NÃO É SINAL DE SAÚDE



Um bebê roliço, de bochechas rosadas, dobrinhas por todo o corpo e pezinhos como pãezinhos enche os olhos da mamãe e é o orgulho do papai. Pois é... Apesar de tudo o que já foi dito e escrito sobre os perigos da obesidade infantil, para a maior parte dos pais, criança gorda é criança saudável. Em um artigo publicado na mais recente edição da revista científica Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, revelam quão enganadas estão as mães quando o assunto é o peso de seus rebentos. Foram acompanhadas 281 mulheres, com filhos entre 12 e 32 meses. Para começar, a maioria teve dificuldade para definir quanto os bebês pesavam. As que mais erraram foram justamente as mães das crianças obesas. E, pior, 81,7% delas estavam satisfeitas com a compleição física dos pequenos — como se o acúmulo de tecido adiposo fosse uma espécie de atestado de saúde e bons tratos. Não é assim. Lê-se na conclusão do trabalho de Maryland: "Os hábitos alimentares são influenciados pela percepção materna do tamanho das crianças. Impressões equivocadas podem levar a comportamentos inapropriados em relação à alimentação".


O excesso de peso antes dos 5 anos tende a se estender pela adolescência. E o risco de uma criança gorda se tornar um adulto obeso aumenta exponencialmente quanto maior for a demora para controlar o problema. Aos 10 anos, esse perigo chega a 80% (veja o quadro ao lado). Atualmente, a obesidade infantil atinge 16,6% dos meninos brasileiros com idade entre 5 e 9 anos e 11,8% das meninas na mesma faixa etária. Em meados da década de 70, os índices eram, respectivamente, 2,9% e 1,8%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Tornam-se frequentes nos consultórios dos pediatras crianças vítimas de problemas típicos dos adultos, como colesterol alto, hipertensão e diabetes tipo 2", diz Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, em São Paulo. A obesidade infantil pode antecipar em dez a vinte anos a manifestação de doenças cardiovasculares.
A maioria das crianças obesas está nessa situação em decorrência de um estilo de vida totalmente inadequado. Elas comem de mais, especialmente gordura saturada e açúcar, e se exercitam de menos. A obesidade infantil se faz em casa — e começa a se desenhar na gravidez, com os hábitos alimentares da mãe. O ser humano tem um apreço natural pelos sabores adocicados. Com 24 semanas de gestação, os fetos já conseguem distinguir diferenças de sabor no líquido amniótico — e dão preferência aos mais docinhos. Um dos estudos mais fascinantes sobre o assunto foi feito no início dos anos 2000 por pesquisadores da Universidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Eles dividiram 46 grávidas em três grupos. O primeiro tomou suco de cenoura durante a gestação. O segundo, somente na amamentação e o terceiro não recebeu o líquido. Quando chegaram à idade de receber alimentos sólidos, os filhos das mulheres dos dois primeiros grupos foram mais receptivos a um cereal com sabor de cenoura. Conclusão: o paladar infantil começa a se formar bem cedo. "A partir dos 2 anos, quando o apetite dos pequenos naturalmente diminui, os pais devem incentivá-los a experimentar novos sabores", diz Virgínia Weffort, presidente do departamento de nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Afinal, como defendem os nutricionistas, em um adágio clássico, come melhor quem come de tudo, com variedade.
FONTE: VEJA