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quarta-feira, 25 de julho de 2012

BEBÊS PERCEBEM AS INTENÇÕES DAS PESSOAS POR TRÁS DA FALA

Bebês de 1 ano de idade já são capazes de detectar como a fala comunica também as intenções das pessoas, segundo aponta um novo estudo feito nas universidades de Nova York, nos EUA, e McGill, em Montreal, no Canadá. O trabalho aparece na edição desta semana da revista científica americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).


A pesquisa demonstra, portanto, que adquirimos logo cedo um conhecimento que vai além da experiência individual. Essas informações nos chegam por meio da observação indireta, pela conversação, por livros e pelo acesso aos meios de comunicação.
Trabalhos anteriores já haviam comprovado que as crianças são capazes de compreender que o discurso pode ser usado para comunicar e categorizar pessoas e objetos. Mas esse é o primeiro a ir além, com base em representações teatrais propostas pelos cientistas aos menores participantes.
Segundo a professora e uma das autoras Athena Vouloumanos, as crianças aprendem através da linguagem e da descrição oral de fenômenos que ainda não presenciaram diretamente. Assim, ganham discernimento e podem desenvolver suas habilidades sociais.
De acordo com a coautora Kristine Onishi, da mesma forma que os adultos, mesmo sem entenderem determinado idioma, têm a intuição de que duas pessoas fornecem informações entre si durante uma conversa, os pequenos podem não compreender o significado de palavras específicas, mas captam a mensagem principal.
FONTE: G1

segunda-feira, 9 de julho de 2012

CACHORRO PROTEGE BEBÊS CONTRA INFECÇÕES

Os bebês que convivem com cães têm menos chances de apresentar alguns tipos de infecções nos ouvidos ou problemas respiratórios do que aquelas que não têm bichos de estimação, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (9).


O estudo, publicado na revista americana "Pediatrics", não especifica os motivos do resultado, mas sugere que ficar perto de um cachorro fortaleceria o sistema imunológico da criança em seu primeiro ano de vida.
Os gatos também ofereceriam este tipo de proteção para os bebês, mas o efeito seria menor do que com os cães.
O estudo incluiu 397 crianças, com idade entre entre dois meses e um ano, na Finlândia. Durante um ano, elas foram levadas pelos pais para análises de sua saúde.
A conclusão dos médicos foi de que os bebês que convivem com gatos ou cães têm 30% menos chances de apresentar sintomas de infecções respiratórias -- que incluem tosse, rinite e febre --, enquanto quase metade provavelmente não sofrerá infecções de ouvido.
"As crianças que tiveram contato com cães e gatos em casa ficaram significativamente mais saudáveis durante o período de estudo", destacam os médicos do Hospital Universitário Kuopio na Finlândia.
A diferença mais notória foi observada entre as crianças que convivem com um cachorro dentro de casa por seis horas ao dia, contra aquelas que não têm bichos de estimação ou os colocam para fora de casa.
"Apresentamos uma evidência preliminar de que ter um cão pode ser benéfico contra infecções no trato respiratório durante o primeiro ano de vida", destaca o estudo.
"Consideramos que o contato com animais ajudaria a amadurecer o sistema imunológico, levando a uma resposta imunológica mais tranquila e a uma breve duração das infecções", destaca.
Outros fatores descartados
O resultado foi significativo, inclusive depois que os cientistas descartaram outros fatores influentes, como não ter sido amamentado, ficar em creche, ser criado por fumantes ou por pais com asma, ou conviver com outras crianças.

Além de ter menos infecções nos ouvidos e nas vias respiratórias, os bebês que vivem com cães tendem a precisar de menos tratamentos com antibióticos, na comparação com aqueles que vivem em casas sem os animais.
Estudos anteriores demonstraram resultados diversos, desde aqueles que apontaram que ter bichos de estimação não representa nenhum benefício às crianças até os que afirmam que o contato com animais ofereceria proteção contra resfriados e doenças estomacais.
Mas os autores do estudo na Finlândia destacam que sua análise se diferencia por ter concentrado exclusivamente o primeiro ano de vida e não inclui a presença de outras crianças.
FONTE: G1

segunda-feira, 2 de julho de 2012

NASCIDOS POR REPRODUÇÃO ASSISTIDA CHEGAM A 5 MILHÕES


O número de bebês nascidos por reprodução assistida chegou a 5 milhões desde 1978, quando nasceu o primeiro bebê de proveta, a inglesa Louise Brown. Os dados do levantamento mundial serão apresentados nesta semana durante o Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, sigla em inglês), que teve início neste domingo em Istambul, na Turquia.
Os dados foram calculados para uma apresentação do Comitê Internacional para Monitoramento de Tecnologias de Reprodução Assistida (ICMART). Os dados finais têm como base os números de fertilização in vitro (IVF, sigla em inglês) e de ciclos de tratamento de microinjeção intracitoplasmática (ICSI, sigla em inglês, é a injeção de um espermatozoide dentro do óvulo) registrados no mundo até 2008 — com estimativa também para os três anos posteriores a essa data.

"Isso significa que a tecnologia tem sido muito bem sucedida no tratamento de pacientes inférteis", diz David Adamson, presidente do ICMART. De acordo com o especialista, a tecnologia para fertilização in vitro melhorou muito nos últimos anos. “As maiores barreiras de acesso às técnicas são econômicas ou sociais", diz Adamson.
Segundo os dados, os dois países mais ativos são Estados Unidos e Japão, mas a região mais ativa, de longe, é a Europa. Atualmente, nascem a cada ano cerca de 350.000 bebês por reprodução assistida.
Europa — O dado europeu mais recente que será apresentado no Congresso é de 2009, e mostra que a demanda por tratamento continua a crescer — de 532.260 em 2008 para 537.287 em 2009. A média de disponibilidade de tecnologia para reprodução assistida na Europa está perto de 1.000 ciclos por milhão de habitantes. Isso varia, no entanto, entre os países e depende muito das políticas de financiamento locais. A disponibilidade na Europa é maior do que nos EUA, mas menor do que na Austrália.
Anna Pia Ferraretti, presidente do Consórcio para Monitoramento de IVF do Congresso, disse que a necessidade global de tecnologias para a reprodução assistida está estimada para ser de, ao menos, 1.500 ciclos por milhão de habitantes por ano. Isso é visto na Dinamarca (2.726 ciclos/milhão), Bélgica (2.562), República Tcheca (1.851), Eslovênia (1.840), Suécia (1.800), Finlândia (1.701) e Noruega (1.780).
As taxas de sucesso de um único ciclo de tratamento de IVF e ICSI — dados relativos a 2008 — aparentam ter estabilizado num índice de gravidez de cerca de 30% por embrião transferido. De acordo com Ferraretti, houve uma redução significativa no número de embriões transferidos. "A tendência geral na Europa de transferir menos embriões continua. Descobrimos que, em 2009, comparado com anos anteriores, foram realizados mais procedimentos com menos de três embriões ou com apenas um. Como resultado, os casos de trigêmeos caíram para menos de 1% e, pela primeira vez, os índices de gêmeos ficaram abaixo de 20% (19,6%)."

FONTE: VEJA


sexta-feira, 29 de junho de 2012

MORRE NONO BEBÊ EM MENOS DE UM MÊS EM HOSPITAL DE SÃO GONÇALO


A Prefeitura de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, confirmou que mais um bebê morreu no Hospital da Mulher, que integra e rede de saúde do município. Já são nove bebês mortos na unidade, apenas no mês de junho.

Segundo a Secretaria de Saúde da cidade, depois do nascimento, o menino Jorge Miguel, de pouco mais de dois meses de vida, ficou internado por dez dias, no berçário, para tratar de uma sífilis congênita. O bebê teve alta e foi levado para casa. No início do mês, voltou a ser internado com pneumonia aguda, na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) Neonatal. Jorge Miguel morreu às 23h de quinta-feira (28). Segundo a nota, o “bebê tinha peso baixo” e a causa da morte foi uma “bronquiolite”, que é um agravamento da pneumonia.

Apesar das nove mortes de bebês no mesmo mês, a prefeitura informou, em nota oficial, que “a direção do Hospital da Mulher afirma que não existe um surto de infecção hospitalar na UTI Neonatal”. A prefeitura informou ainda que as mortes das nove crianças foram por “causas diferentes”.
De acordo com a prefeitura, o Hospital da Mulher atende a casos de alto risco. A prefeitura também informou que, de acordo com a direção da unidade, grande parte das mães que procuram a maternidade não fez acompanhamento pré-natal, e chegam com problemas de saúde, que acabam sendo transferidos para os bebês.
Delegado abre inquérito
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o delegado Oscar de Sá Alves, titular da 72ª DP (São Gonçalo), instaurou inquérito para apurar a morte de dois bebês que morreram no Hospital da Mulher. Segundo Sá Alves, um caso é de um bebê prematuro que nasceu morto e outro de um bebê prematuro que foi encaminhado para casa e voltou para o hospital, morrendo na UTI Neonatal.

O delegado afirmou ainda que está ouvindo todos os envolvidos no caso: médicos, administradores do hospital e os pais da crianças. A investigação apura se houve alguma irregularidade que causou as mortes. Ele ainda aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) que vão apontar a causa morte dos bebês. Sá Alves ainda solicitou a fiscalização do Conselho Regional de Medicina e do Conselho Regional de Enfermagem para aquela unidade hospitalar.
De acordo com a prefeitura, nenhum dos dois conselhos realizou fiscalização no Hospital da Mulher nesta semana.
FONTE: G1

quinta-feira, 10 de maio de 2012

PÍLULA FEITA COM BEBÊS HUMANOS MORTOS É USADA CONTRA IMPOTÊNCIA NA CHINA


A Coreia do Sul intensificou a luta contra o contrabando de pílulas, procedentes da China, que contêm pó de carne humana, supostamente para curar doenças e melhorar o desempenho sexual.
Nos últimos nove meses, a alfândega de Seul interceptou mais de 17 mil cápsulas com as chamadas “pílulas de anjos”, contendo pó de carne seca retirada de fetos ou bebês natimortos. Estas cápsulas foram descobertas em pacotes enviados pelo correio ou durante apreensões nos aeroportos.
De acordo com reportagem do jornal inglês Daily Mail, os envolvidos no esquema levam os corpos dos bebês e os armazenam nas geladeiras de suas casas.
Depois, os cadáveres são removidos e transladados para clínicas e colocados em um micro-ondas de secagem, instrumento usado na indústria farmacêutica.
Segundo um documentário sul-coreano, as clínicas de aborto na China repassam os corpos dos bebês para as companhias, que fazem a substância. Cada pílula contêm 99,7% de carne humana em sua composição.
“Introduzir estas drogas no país viola a lei que proíbe produtos que ferem a dignidade humana e os valores”, declarou à agência France Presse Kim Soo-Yeon, um funcionário da alfândega de Seul. Cada comprimido custa o equivalente a cerca de R$120.
A maioria das pílulas veio de cidades do nordeste da China, como Jilin e Yanji. Elas foram destinadas a clientes sul-coreanos. Várias estavam escondidas em pacotes contendo medicamentos “regulares”, disse Kim.
As autoridades da Coreia do Sul aumentaram o controle dos voos provenientes de “certas regiões chinesas” e realizam análises mais rigorosas das bagagens.
Por enquanto, as pessoas detidas não parecem pertencer a uma rede estabelecida. Muitos dos presos asseguraram desconhecer a composição desses “medicamentos”.
Além do aspecto ético, a alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar nas pílulas.
A descoberta da droga foi feita em agosto do ano passado, mas só foi divulgada recentemente. As autoridades chinesas dizem ter reforçado a fiscalização desde então.
Historicamente, algumas pessoas na China consomem placenta humana para aumentar a quantidade de sangue no corpo e melhorar a circulação. Existe uma grande demanda por medicina alternativa chinesa e os remédios incluem até chifre de rinoceronte.
FONTE: ESTADÃO

domingo, 29 de abril de 2012

ESTRESSE NA GRAVIDEZ PODE AFETAR A FORMAÇÃO DO BEBÊ

O estresse durante os primeiros meses de gravidez pode afetar o desenvolvimento do bebê. Uma pesquisa apresentada neste domingo em um congresso das Sociedades Acadêmicas Pediátricas mostra que os filhos de mães que se estressaram no primeiro trimestre de gestação têm menor nível de ferro no sangue.


O ferro é importante para o desenvolvimento de vários órgãos, principalmente do cérebro. Problemas como a diabetes gestacional, o fumo durante a gravidez e o nascimento prematuro estão entre as principais causas da baixa de ferro no sangue dos bebês.
O acréscimo do estresse a esta lista foi sugerido por um estudo israelense. A equipe de Rinat Armony-Sivan, da Faculdade Acadêmica de Ashkelon, fez as medições com mulheres que passaram por uma situação de alto estresse. Ashkelon fica perto da fronteira com a Faixa de Gaza, e as mulheres que participaram da pesquisa viviam em uma área que sofreu mais de 600 ataques com foguetes.
Os médicos excluíram todos os demais fatores que pudessem baixar a quantidade de ferro no sangue e compararam estas mulheres a um grupo controle. Os filhos destas 63 mães estressadas tinham menor quantidade de ferro do que os outros 77 bebês que participaram da análise.
Os autores da pesquisa sugerem, então, que as mulheres controlem o nível de estresse para evitar problemas aos bebês. Se isso não for possível, é importante monitorar a saúde da criança com exames de sangue e, em caso de deficiência de ferro, tratar o problema desde cedo.
FONTE: GLOBO

terça-feira, 17 de abril de 2012

CAFEÍNA DURANTE A GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO NÃO PREJUDICA O SONO DO BEBÊ

Um estudo conduzido na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, concluiu que o consumo de cafeína por gestantes ou mulheres que estão amamentando não interfere no sono dos bebês. Porém, de acordo com os pesquisadores, o consumo deve moderado  — em quantidade equivalente a pouco mais de uma xícara de café ao dia. O trabalho foi publicado na edição deste mês da revista Pediatrics.

Estudos menores feitos anteriormente tiveram resultados conflitantes, e alguns sugeriram uma relação entre a cafeína e o aumento do risco de partos prematuros ou abortos. No entanto, segundo os pesquisadores, trabalhos mais extensos não indicaram essa associação e mostraram que cerca de 200 miligramas de cafeína ao dia — aproximadamente de 300 gramas de café, ou pouco mais de uma xícara da bebida — é uma quantidade segura de ser ingerida por grávidas.

Durante esta nova pesquisa, a equipe entrevistou 855 mulheres que haviam acabado de dar à luz e que responderam a perguntas sobre ingestão de cafeína e hábitos de sono de seus bebês de até três meses de vida. Exceto uma participante, todas as demais disseram ter bebido cafeína durante a gravidez, sendo que 20% delas consumiam em grande quantidade (ao menos 300 miligramas ao dia). Pouco mais de 14% dessas mulheres relataram problemas de sono em seus bebês (acordavam ao menos três vezes durante a noite).

Os pesquisadores, no entanto, não encontraram relação significativa entre maior consumo de cafeína e relatos de problemas de sono dos bebês. Para eles, esses resultados acrescentam informações a outros estudos que afirmam que a cafeína, em consumo moderado, é segura durante a gravidez. Eles lembram, no entanto, que isso vale para gestações normais e saudáveis, já que bebês prematuros, por exemplo, podem ser mais sensíveis aos efeitos da cafeína consumida por mulheres que estão amamentando.

FONTE: VEJA