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terça-feira, 31 de julho de 2012

ESTUDO LIGA STRESS DOS FILHOS À DIETA DA MÃE DURANTE A GRAVIDEZ


Se você sofre de stress, a culpa pode ser da sua mãe ou, mais especificamente, do que ela comeu durante a gravidez. É o que diz uma pesquisa publicada no periódico Faseb, da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental. O estudo mostra que a ingestão de alimentos que contém colina – substância presente na lecitina de soja, bife de fígado ou gema de ovo, por exemplo – durante a gravidez afeta o modo como o filho vai reagir ao stress durante toda a vida.
Os pesquisadores encontraram uma ligação entre a ingestão de colina e alterações chamadas de marcas epigênicas – um mecanismo que pode “ligar” ou “desligar” uma função do gene, deixando-a ativa ou não. A colina ativa as marcas epigênicas ligadas aos níveis de cortisol, mantendo-o baixo. No organismo, altas taxas de cortisol estão relacionadas a diversas desordens, desde problemas mentais, até metabólicos e cardiovasculares.
Para chegar a este dado, os pesquisadores acompanharam o terceiro trimestre de gravidez de um grupo de mulheres submetidas a uma dieta repleta de alimentos que continham colina. Metade ingeriu a quantidade recomendada da substância, ou seja, 480 mg ao dia. A outra metade ingeriu quase o dobro da quantidade sugerida: 930 mg ao dia.
Para acompanhar o que acontecia no corpo das mães e dos bebês, eles coletaram sangue materno, sangue do cordão umbilical e da placenta. O objetivo era mensurar o nível de cortisol e a quantidade de genes que expressam o controle do cortisol. A conclusão foi que aqueles cujas mães consumiram grandes quantidades de colina mostraram níveis reduzidos de cortisol. “Esperamos que nosso dado contribua para o aumento da recomendação de ingestão de colina durante a gravidez, para reduzir o risco de doenças relacionadas ao stress durante a vida da criança”, disse Marie A. Caudill, pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
FONTE: VEJA

quarta-feira, 11 de julho de 2012

DIARIAMENTE, 800 MULHERES MORREM DURANTE O PARTO EM TODO O MUNDO


Nesta quarta-feira, 11 de julho, é comemorado o Dia Mundial da População — data criada em 1987 para marcar o momento em que a população da Terra atingiu a marca de 5 bilhões de pessoas. Hoje, esse número já ultrapassou os 7,5 bilhões, e, até 2050, devemos ser 9 bilhões de pessoas em todo o mundo.
Para o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), um dos grandes desafios dessa população crescente é diminuir a taxa de mortalidade durante o parto e possibilitar aos casais um planejamento familiar.
Todos os dias, 800 mulheres morrem devido a complicações da gravidez. De acordo com o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotilmehin, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com planejamento familiar e assistência médica.
Entre as adolescentes, a situação também é preocupante. Hoje, as complicações durante a gravidez e o pós-parto são a maior causa de mortes entre jovens de 10 a 19 anos, na maior parte dos países em desenvolvimento. Cerca de 1,8 bilhão de jovens estão entrando em idade reprodutiva sem a devida assistência e sem saber como se proteger.
“Garantir a sobrevivência e a qualidade de vida das mulheres e meninas é um direito imperativo”, afirmou Osotilmehin, em um comunicado. Para o diretor, a comunidade internacional tem que tornar o acesso à saúde reprodutiva uma prioridade.
— [Muitas mulheres] continuam sem acesso a métodos contraceptivos e sem informação. Temos que ajudar as 222 milhões de mulheres que querem evitar ou adiar a gravidez, mas não têm acesso a métodos contraceptivos modernos. [...] Podemos ajudar a prevenir 21 milhões de partos não planejados e evitar 79 mil mortes maternas.
FONTE: R7

quinta-feira, 24 de maio de 2012

VACINAR CONTRA GRIPE DURANTE GRAVIDEZ PODE AJUDAR O BEBÊ


A vacinação de mulheres grávidas contra a gripe também ajuda a proteger a saúde dos bebês antes e após o parto, revela um estudo publicado no American Journal of Public Health.
Baseado em dados estatísticos da província canadense de Ontario, o estudo comparou grupos de mulheres grávidas que receberam ou não a vacina contra a gripe H1N1 durante a pandemia de 2009-2010, que matou mais de 14 mil pessoas no mundo.
"Nossos resultados sugerem que a vacinação contra a gripe H1N1 no segundo e terceiro trimestres de gravidez está associada a uma melhoria nos resultados fetais e neonatais durante a recente pandemia", revelam os pesquisadores, que destacam a necessidade de confirmar a conclusão com outros estudos.
No início do mês, outro grupo de pesquisadores canadenses descobriu que a vacina contra o H1N1 gerou uma série de anticorpos que protegem contra muitos tipos de gripe, incluindo a altamente letal cepa H5N1 da gripe aviária.
FONTE: R7

domingo, 29 de abril de 2012

ESTRESSE NA GRAVIDEZ PODE AFETAR A FORMAÇÃO DO BEBÊ

O estresse durante os primeiros meses de gravidez pode afetar o desenvolvimento do bebê. Uma pesquisa apresentada neste domingo em um congresso das Sociedades Acadêmicas Pediátricas mostra que os filhos de mães que se estressaram no primeiro trimestre de gestação têm menor nível de ferro no sangue.


O ferro é importante para o desenvolvimento de vários órgãos, principalmente do cérebro. Problemas como a diabetes gestacional, o fumo durante a gravidez e o nascimento prematuro estão entre as principais causas da baixa de ferro no sangue dos bebês.
O acréscimo do estresse a esta lista foi sugerido por um estudo israelense. A equipe de Rinat Armony-Sivan, da Faculdade Acadêmica de Ashkelon, fez as medições com mulheres que passaram por uma situação de alto estresse. Ashkelon fica perto da fronteira com a Faixa de Gaza, e as mulheres que participaram da pesquisa viviam em uma área que sofreu mais de 600 ataques com foguetes.
Os médicos excluíram todos os demais fatores que pudessem baixar a quantidade de ferro no sangue e compararam estas mulheres a um grupo controle. Os filhos destas 63 mães estressadas tinham menor quantidade de ferro do que os outros 77 bebês que participaram da análise.
Os autores da pesquisa sugerem, então, que as mulheres controlem o nível de estresse para evitar problemas aos bebês. Se isso não for possível, é importante monitorar a saúde da criança com exames de sangue e, em caso de deficiência de ferro, tratar o problema desde cedo.
FONTE: GLOBO

terça-feira, 17 de abril de 2012

CAFEÍNA DURANTE A GRAVIDEZ E AMAMENTAÇÃO NÃO PREJUDICA O SONO DO BEBÊ

Um estudo conduzido na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, concluiu que o consumo de cafeína por gestantes ou mulheres que estão amamentando não interfere no sono dos bebês. Porém, de acordo com os pesquisadores, o consumo deve moderado  — em quantidade equivalente a pouco mais de uma xícara de café ao dia. O trabalho foi publicado na edição deste mês da revista Pediatrics.

Estudos menores feitos anteriormente tiveram resultados conflitantes, e alguns sugeriram uma relação entre a cafeína e o aumento do risco de partos prematuros ou abortos. No entanto, segundo os pesquisadores, trabalhos mais extensos não indicaram essa associação e mostraram que cerca de 200 miligramas de cafeína ao dia — aproximadamente de 300 gramas de café, ou pouco mais de uma xícara da bebida — é uma quantidade segura de ser ingerida por grávidas.

Durante esta nova pesquisa, a equipe entrevistou 855 mulheres que haviam acabado de dar à luz e que responderam a perguntas sobre ingestão de cafeína e hábitos de sono de seus bebês de até três meses de vida. Exceto uma participante, todas as demais disseram ter bebido cafeína durante a gravidez, sendo que 20% delas consumiam em grande quantidade (ao menos 300 miligramas ao dia). Pouco mais de 14% dessas mulheres relataram problemas de sono em seus bebês (acordavam ao menos três vezes durante a noite).

Os pesquisadores, no entanto, não encontraram relação significativa entre maior consumo de cafeína e relatos de problemas de sono dos bebês. Para eles, esses resultados acrescentam informações a outros estudos que afirmam que a cafeína, em consumo moderado, é segura durante a gravidez. Eles lembram, no entanto, que isso vale para gestações normais e saudáveis, já que bebês prematuros, por exemplo, podem ser mais sensíveis aos efeitos da cafeína consumida por mulheres que estão amamentando.

FONTE: VEJA