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quarta-feira, 11 de julho de 2012

DIARIAMENTE, 800 MULHERES MORREM DURANTE O PARTO EM TODO O MUNDO


Nesta quarta-feira, 11 de julho, é comemorado o Dia Mundial da População — data criada em 1987 para marcar o momento em que a população da Terra atingiu a marca de 5 bilhões de pessoas. Hoje, esse número já ultrapassou os 7,5 bilhões, e, até 2050, devemos ser 9 bilhões de pessoas em todo o mundo.
Para o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), um dos grandes desafios dessa população crescente é diminuir a taxa de mortalidade durante o parto e possibilitar aos casais um planejamento familiar.
Todos os dias, 800 mulheres morrem devido a complicações da gravidez. De acordo com o diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotilmehin, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com planejamento familiar e assistência médica.
Entre as adolescentes, a situação também é preocupante. Hoje, as complicações durante a gravidez e o pós-parto são a maior causa de mortes entre jovens de 10 a 19 anos, na maior parte dos países em desenvolvimento. Cerca de 1,8 bilhão de jovens estão entrando em idade reprodutiva sem a devida assistência e sem saber como se proteger.
“Garantir a sobrevivência e a qualidade de vida das mulheres e meninas é um direito imperativo”, afirmou Osotilmehin, em um comunicado. Para o diretor, a comunidade internacional tem que tornar o acesso à saúde reprodutiva uma prioridade.
— [Muitas mulheres] continuam sem acesso a métodos contraceptivos e sem informação. Temos que ajudar as 222 milhões de mulheres que querem evitar ou adiar a gravidez, mas não têm acesso a métodos contraceptivos modernos. [...] Podemos ajudar a prevenir 21 milhões de partos não planejados e evitar 79 mil mortes maternas.
FONTE: R7

segunda-feira, 18 de junho de 2012

NOS EUA, CRIANÇAS E ADOLESCENTES ESTÃO TOMANDO MENOS ANTIBIÓTICOS E MAIS MEDICAMENTOS PARA TDAH

Segundo um levantamento feito pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula alimentos e medicamentos, o número de prescrições de antibióticos destinadas a crianças e adolescentes é menor do que há oito anos, nos Estados Unidos. Por outro lado, são cada vez mais prescritas drogas para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e asma. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira no Pediatrics, periódico oficial da Associação Americana de Pediatria.
Esses dados foram baseados nas prescrições médicas preenchidas no país entre os anos de 2002 e 2010 para jovens com até 17 anos de idade. De acordo com o estudo, em 2010 foram registradas 263,6 milhões de prescrições de medicamentos em geral a pessoas dessa faixa etária — 7% a menos do que em 2002. As prescrições para pacientes adultos, porém, aumentaram em 22% nesse mesmo período.
O levantamento indicou que, nesses oito anos, as prescrições de antibióticos a bebês, crianças e adolescentes caiu 14%, embora esse tipo de remédio ainda seja o mais frequentemente fornecido para pacientes pediátricos no país. Além dos antibióticos, também foram menos prescritos medicamentos para alergia (-61%), tosse e resfriados (-42%), dor (-14%) e depressão (-5%). Por outro lado, aumentou o número de prescrições para anticoncepcionais (+93%) e remédios para tratar TDAH (+46%) e asma (+14%).
TDAH — Para Alessandra Cavalcante, pediatra do Hospital São Luiz, em São Paulo, a razão do aumento da prescrição de medicamentos para TDAH não está relacionada a um excesso de diagnósticos, mas sim a um maior nível de informação de pais e médicos. "Isto é uma coisa boa, já que o transtorno, quanto mais cedo for tratado, menos problemas causará no futuro", diz a médica.
De fato, ao menos nos Estados Unidos, onde o levantamento foi feito, mais jovens estão sendo diagnosticados com TDAH e cada vez mais cedo. Um trabalho feito na Universidade de Nortwestern e publicado em março deste ano também na revista Pediatrics mostrou que, em dez anos, o número de pessoas menores do que 18 anos diagnosticadas com o transtorno aumentou 66% no país. Além disso, em outubro de 2011, a Academia Americana de Pediatria reduziu a idade mínima para diagnóstico e tratamento de TDAH de seis para quatro anos.
Brasil — Embora um levantamento como esse não tenha sido feito no Brasil, Alessandra Cavalcante também percebeu na prática clínica o aumento dos tratamentos destinados a crianças com TDAH. Da mesma forma, ela acredita que os jovens brasileiros estão tomando mais remédios para asma e mais anticoncepcionais. "O aumento da incidência de asma é visível, especialmente em São Paulo, onde a poluição é forte. Além disso, como os jovens entram na vida sexual cada vez mais cedo, os contraceptivos estão se tornando mais comuns."
No entanto, a médica acredita que não tenha acontecido uma redução significativa nas prescrições de antibióticos a pacientes infantis. "Ainda temos um grande número de prescrições de antibióticos sem necessidade. Precisamos acabar com o culto ao pronto-socorro. As famílias devem, sempre que possível, procurar o pediatra que acompanha a criança e conheça o seu histórico", afirmou.
FONTE: VEJA

quarta-feira, 18 de abril de 2012

TESTE DE SANGUE PODE REVELAR DEPRESSÃO EM ADOLESCENTESS


Cientistas podem ter desenvolvido um teste de sangue capaz diagnosticar depressão em adolescentes e jovens. O teste, que ainda está nos seus estágios iniciais de desenvolvimento, encontrou 11 marcadores que podem ser sinais da doença. A pesquisa foi publicada na revistaTranslational Psychiatry, nesta terça-feira.


A depressão atinge 1% da população com menos de 12 anos, e de 17 % a 25% da população de adolescentes e jovens adultos. O transtorno é ainda mais sério quando atinge pessoas com menos de 25 anos, pois pode atrapalhar seu desenvolvimento, levar ao abuso de substâncias de drogas e ao aparecimento de graves doenças físicas e de ordem psiquiátrica. 
Atualmente, os médicos só conseguem diagnosticar o distúrbio por meio de seus sintomas. Segundo Eva Reid, psiquiatra da Northwestern University nos Estados Unidos e responsável pelo estudo, os cientistas precisavam de um meio mais seguro de fazer esse diagnóstico. Para isso, sua equipe buscou marcadores que diferenciassem o sangue de adolescentes depressivos e saudáveis, e mostrassem a ativação de genes específicos. 
Na primeira etapa da pesquisa, eles analisaram o sangue de uma linhagem de ratos selecionada com características da depressão adolescente, e encontraram 26 marcadores que os diferenciavam de ratos saudáveis. A hipótese do estudo é que esses mesmos marcadores poderiam ser encontrados nos humanos. 
Num segundo momento, a equipe analisou o sangue de 28 adolescentes de 15 a 19 anos, dos quais metade era depressiva. Dos 26 marcadores analisados, 11 também serviram para diferenciar os humanos portadores do transtorno. Esses marcadores mostravam a ativação de genes envolvidos na transcrição do DNA, no neurodesenvolvimento e na neurodegeneração. Além disso, os cientistas encontraram 18 marcadores que separavam os pacientes que sofriam apenas de depressão daqueles que sofriam de depressão e ansiedade. 
O estudo tem algumas limitações, como o pequeno número de voluntários e de marcadores pesquisados. No entanto, seu resultado deve levar ao desenvolvimento de pesquisas maiores e talvez, no futuro, de um exame confiável para diagnosticar o distúrbio.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Discovery of blood transcriptomic markers for depression in animal models and pilot validation in subjects with early-onset major depression

Onde foi divulgada: revista Translational Psychiatry

Quem fez: Eva Redei e equipe

Instituição: Universidade Northwestern, EUA

Dados de amostragem: 28 adolescentes de 15 a 19 anos

Resultado: Os cientistas encontraram 11 marcadores que podem servir para diagnosticar a depressão entre adolescentes. Eles também descobriram 18 marcadores que estavam presentes entre os pacientes com depressão e ansiedade, mas ausentes daqueles que só sofriam de depressão.

FONTE: VEJA