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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

PLANO DE SAÚDE TERÁ 48 H PARA EXPLICAR EXAME NEGADO


O convênio que negar a autorização para que o cliente realize exames ou outros procedimentos médicos deverá explicar, em até 48 horas, o motivo da negativa, ou pagará uma multa de R$ 30 mil.

A normativa deverá começar a valer em janeiro, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

De acordo com o órgão, até outubro, a regra ficará em consulta pública, período no qual clientes, empresas e especialistas podem dar opiniões e sugerir mudanças. Depois, a agência analisará as sugestões e aprovará a regra, possivelmente em janeiro.

Segundo a ANS, a decisão de estabelecer prazos para a operadora justificar a negativa foi um pedido feito pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em julho deste ano.

Como é habitual um cliente recorrer à Justiça quando tem um procedimento negado pelo convênio, o CNJ quer tornar mais fácil e mais rápido identificar os motivos da negativa e se ela é irregular.

POR ESCRITO
A advogada especialista em planos de saúde Tarcilla Campanella diz que, com a justificativa da operadora, o cliente que recorrer à Justiça poderá acelerar o processo.

"Hoje é complicado, porque o usuário dificilmente tem algum documento que comprove a negativa, além do protocolo de atendimento."

Se a regra entrar em vigor, o cliente terá, por escrito, o motivo da negativa. O documento deverá ser enviado por e-mail ou por carta, de acordo com a escolha do usuário. Nos casos de urgência e emergência, a comunicação deverá ser feita imediatamente.

As operadoras costumam negar exames complexos (como o pet-scan, que detecta câncer) e procedimentos que não estão na lista de cobertura obrigatória da ANS --e que a Justiça costuma garantir "em caso de necessidade".

A reportagem não conseguiu ouvir ninguém da FenaSaúde (federação que reúne as maiores operadoras).



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MÉDICOS DE SP SUSPENDEM CONSULTAS E EXAMES AMANHÃ


Médicos suspenderão nesta quinta-feira (6) o atendimento aos usuários de planos de saúde em todo o estado de São Paulo. Segundo o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, o ato pretende chamar a atenção da sociedade para o tratamento dispensado pelas empresas aos profissionais credenciados e consequentemente aos pacientes.
Serão suspensas as consultas, os exames e cirurgias marcadas. As emergências e urgências serão atendidas, conforme orientação dada aos profissionais. “Nós estamos recomendando aos médicos que, mesmo aqueles casos que não sejam urgências mas que um retardo no atendimento possa agravar a condição de saúde das pessoas, façam o atendimento. Nosso interesse é preservar ao máximo o usuário e protestar contra o tratamento dispensado pelas empresas de plano de saúde.”
Ainda que a orientação seja reagendar as consultas, é válido entrar em contato com o médico para verificar se ele participará da paralisação. A reportagem do UOL apurou que diversos médicos ainda estão marcando consultas para amanhã, mesmo com a paralisação.
Após anunciarem o protesto, cerca de 90 profissionais saíram em passeata até a Câmara Municipal de Vereadores para entrega de documento com as reivindicações da categoria e pedir apoio aos vereadores.
FONTE: UOL

quinta-feira, 26 de julho de 2012

ESTRESSE E EXCESSO DE PESO PODEM PROVOCAR INFERTILIDADE


A dificuldade para ter filhos pode acontecer por uma série de motivos. Segundo estimativas dos médicos, na metade das vezes o problema é com a mulher. Em 35% dos casos, é o homem que apresenta alguma dificuldade. Nos outros casos, ou não há um motivo aparente ou aparece alguma causa mais rara.
A endometriose é considerada hoje a principal causa de infertilidade, não só entre as mulheres. O endométrio é a mucosa que reveste a camada interna do útero. Na endometriose, essa mucosa se forma em outras partes do corpo.
A doença causa uma alteração hormonal, o que faz com que a mulher ovule menos. As trompas, que ligam o ovário ao útero, tendem a grudar em outros órgãos e ficar estáticas, o que dificulta a chegada dos óvulos. Por fim, mesmo quando o óvulo é fecundado e chega ao útero, ele tem dificuldade para se fixar na parede do útero. A soma desses fatores faz da endometriose um potencial empecilho à fertilidade.
O exame que identifica a doença é chamado de histeroscopia. Ele permite ver dentro do útero e identificar também problemas como o pólipo e o mioma.
Em muitos casos, a endometriose pode ser resolvida por uma cirurgia chamada laparoscopia. Ela também é indicada para quem tem as trompas obstruídas ou aderências intestinais que atrapalhem a fecundação.
Nas mulheres que não têm a doença, em que o endométrio é formado dentro do útero, ele é naturalmente expelido a cada vez que não ocorre a gravidez – isso é a menstruação. Esse processo de eliminação pode ser acompanhado de dor, a famosa cólica.
A cólica deixa de ser normal quando impossibilita a mulher de exercer suas atividades normais do cotidiano ou quando dura mais de três dias. Nesses casos, é melhor procurar um médico, pois ela pode ser o sinal de algum problema – como a própria endometriose.
Estresse e excesso de peso
O estresse e o excesso de peso, dois problemas que refletem em quase todas as funções do corpo humano, também têm seu efeito sobre a fertilidade. Tanto nos homens quanto nas mulheres, o excesso de peso altera as taxas de hormônios ligados à reprodução.

Mulheres magras demais também podem apresentar dificuldades para engravidar. A falta de gordura no corpo inibe a produção de hormônios essenciais na reprodução, como o estrógeno.
Nos homens, a preocupação estética exagerada também pode causar infertilidade – o uso de anabolizantes prejudica o funcionamento dos testículos, resultando em uma produção de espermatozoides com baixa quantidade e capacidade de fecundação.
Já o estresse causa infertilidade porque bloqueia a comunicação hormonal e interfere no processo de ovulação das mulheres. Nos homens, causa problemas de impotência, dificuldades de ejaculação e alterações na qualidade dos espermatozoides.
Exames
Há uma série de exames disponíveis para testar a fertilidade do casal. Veja a lista abaixo:

Mulheres
- Exame de sangue: verifica os hormônios, a sorologia e doenças imunológicas.
- Cariótipo (exame de sangue): avalia se há alterações cromossômicas, que podem causar problemas reprodutivos do casal, como infertilidade, abortamentos de repetição e má-formação do bebê. Caso sejam diagnosticadas alterações cromossômicas, é possível programar um tratamento específico.
- Avaliação dos órgãos reprodutores: vagina, colo do útero, endométrio e trompas.
- Histerossalpingografia: este exame normalmente é solicitado após um ano de tentativa de engravidar. Ele avalia a cavidade uterina para verificar se há pólipos, miomas e aderências e também se as trompas estão obstruídas ou com alguma inflamação.
- Histeroscopia: este exame só é realizado quando o médico identifica alterações na cavidade uterina, como infecções, más-formações, aderências, pólipos e miomas.
- Culturas vaginais: pesquisa se há alguma infecção vaginal, pois algumas bactérias impedem a gravidez.
- Ressonância, videolaparoscipia e ultrassom específico: esses exames só são solicitados quando a mulher tem endometriose.

Homens
- Espermograma: exame feito em laboratório que detecta a quantidade, qualidade e morfologia do esperma liberado pelo homem durante a ejaculação.
- Cariótipo (exame de sangue): avalia se há alterações cromossômicas que possam causar problemas reprodutivos do casal, como infertilidade, abortamentos de repetição e má-formação do bebê. Caso sejam diagnosticadas alterações cromossômicas, é possível programar um tratamento específico.

Nas principais cidades brasileiras, hospitais públicos oferecem tratamento de fertilidade. Separamos alguns exemplos de hospitais que fazem isso, mas esses não são os únicos:
- Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), antigo HMIB, em Brasília, vinculado à secretaria de saúde do DF;
- Centro de Referência em Saúde da Mulher, antigo Hospital Pérola Byington, em São Paulo, vinculado à secretaria de saúde do Estado de São Paulo;
- Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIPE), em Recife, uma instituição filantrópica de caráter público;
- Hospital Universitário de Ribeirão Preto/USP/SP;
- Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp);
- Hospital das Clínicas de São Paulo.

FONTE: G1



terça-feira, 3 de julho de 2012

ANS AVALIA SUSPENDER 40 PLANOS DE SAÚDE DO PAÍS APÓS RECEBER QUEIXAS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta terça-feira (3) o resultado de uma pesquisa feita entre 19 de março e 18 de junho para acompanhar o cumprimento dos prazos máximos de atendimento pelos planos de saúde do país. Quarenta operadoras se encaixam no critério de suspensão das atividades, o que já está sendo analisado pela ANS.


Essa garantia, estabelecida em dezembro do ano passado, deve abranger consultas, exames e cirurgias. A agência faz esse monitoramento a cada três meses, e desta vez se baseou em 4.682 reclamações feitas por usuários.
Das 1.016 empresas médico-hospitalares em atividade no Brasil, 162 receberam pelo menos uma queixa. Destas, 82 ficaram acima da média de reclamações, considerando o porte e o tipo de atenção prestada. Entre as 370 operadoras odontológicas, duas tiveram problemas.
Nesse acompanhamento, a ANS constatou que 105 planos apresentaram queixas em dois períodos de avaliação. Assim que efetivadas as suspensões, as medidas administrativas serão divulgadas para as operadoras e, em seguida, para o público em geral.
Multas e medidas administrativas
As operadoras de saúde que não cumprem os prazos definidos pela ANS estão sujeitas a multas de R$ 80 mil ou R$ 100 mil, para situações de urgência e emergência.

Em caso de descumprimentos constantes, os planos podem sofrer medidas administrativas, como a suspensão da comercialização de parte ou de todos os seus produtos e até a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.
Por isso, o consumidor deve prestar atenção. Após tentar agendar o atendimento com os profissionais ou estabelecimentos de saúde credenciados e não obter sucesso dentro do prazo máximo previsto, deve entrar em contato com a operadora para uma alternativa. Nesse contato, a pessoa deve anotar o número de protocolo, que servirá como comprovante da solicitação.
Se a operadora não oferecer solução, o consumidor deverá, tendo em mãos o número do protocolo, fazer a denúncia à ANS por meio de um dos canais de atendimento: Disque ANS (0800 701 9656), Central de Relacionamento no site da agência ou ainda, presencialmente, em um dos 12 núcleos da ANS nas principais capitais brasileiras.
FONTE: G1

terça-feira, 1 de maio de 2012

DIAGNÓSTICO TARDIO AUMENTA FATALIDADE POR INFARTO ENTRE MULHERES


Um dos maiores responsáveis pelo índice de fatalidade por infartos entre as mulheres é o diagnóstico tardio. "Quando sente a típica dor apertando o peito, o homem já corre para o pronto-socorro", diz a cardiologista Elizabeth Alexandre, diretora científica do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
 
"Já a mulher não valoriza essa dor, supõe que é angústia, mau jeito na coluna e demora a procurar auxílio. Ao chegar à emergência, como predomina a cultura de que infarto é doença de homem, muitas vezes o médico também não reconhece os sintomas, custa a pedir exames e iniciar o tratamento."
 
Quanto mais rápida for a intervenção (com medicamentos que dissolvem o coágulo ou angioplastia - um balão é levado para dentro da artéria e inflado no local da obstrução, que ainda pode receber um stent, pequena mola de aço inox), maiores as chances de sobreviver sem sequelas.
 
Para complicar o quadro para o nosso lado, enquanto no homem os sintomas são claros e intensos - dor no peito irradiando para o braço esquerdo e sudorese -, as mulheres apresentam sintomas de baixa intensidade que podem ser confundidos com os de outras doenças comuns: dores nas costas, queimação no estômago, enjoo, náuseas e cansaço inexplicável.
 
Confira seus números
Para proteger o coração é essencial manter o check-up médico em dia. Veja abaixo quais são os números saudáveis:
 
Dose as gorduras do sangue: o colesterol total deve ficar abaixo de 200 mg/dl, o bom colesterol (HDL) exceder 50 mg/dl e o mau colesterol (LDL) não chegar a 100 mg/dl. Os triglicérides devem estar abaixo de 150 mg/dl. Veja com o médico quando repetir o exame.
 
Verifique a pressão arterial ao menos uma vez por ano. Índices até 12/8 mm Hg são considerados normais.
 
Monitore a dose o açúcar no sangue a partir dos 35 anos - ou antes, se houver suspeita de diabetes ou antecedente familiar. Em caso de resultado normal, abaixo de 100 mg/dl na glicemia de jejum ou 7 na hemoglobina glicada, repita o teste a cada dois anos.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

TESTE DE SANGUE PODE REVELAR DEPRESSÃO EM ADOLESCENTESS


Cientistas podem ter desenvolvido um teste de sangue capaz diagnosticar depressão em adolescentes e jovens. O teste, que ainda está nos seus estágios iniciais de desenvolvimento, encontrou 11 marcadores que podem ser sinais da doença. A pesquisa foi publicada na revistaTranslational Psychiatry, nesta terça-feira.


A depressão atinge 1% da população com menos de 12 anos, e de 17 % a 25% da população de adolescentes e jovens adultos. O transtorno é ainda mais sério quando atinge pessoas com menos de 25 anos, pois pode atrapalhar seu desenvolvimento, levar ao abuso de substâncias de drogas e ao aparecimento de graves doenças físicas e de ordem psiquiátrica. 
Atualmente, os médicos só conseguem diagnosticar o distúrbio por meio de seus sintomas. Segundo Eva Reid, psiquiatra da Northwestern University nos Estados Unidos e responsável pelo estudo, os cientistas precisavam de um meio mais seguro de fazer esse diagnóstico. Para isso, sua equipe buscou marcadores que diferenciassem o sangue de adolescentes depressivos e saudáveis, e mostrassem a ativação de genes específicos. 
Na primeira etapa da pesquisa, eles analisaram o sangue de uma linhagem de ratos selecionada com características da depressão adolescente, e encontraram 26 marcadores que os diferenciavam de ratos saudáveis. A hipótese do estudo é que esses mesmos marcadores poderiam ser encontrados nos humanos. 
Num segundo momento, a equipe analisou o sangue de 28 adolescentes de 15 a 19 anos, dos quais metade era depressiva. Dos 26 marcadores analisados, 11 também serviram para diferenciar os humanos portadores do transtorno. Esses marcadores mostravam a ativação de genes envolvidos na transcrição do DNA, no neurodesenvolvimento e na neurodegeneração. Além disso, os cientistas encontraram 18 marcadores que separavam os pacientes que sofriam apenas de depressão daqueles que sofriam de depressão e ansiedade. 
O estudo tem algumas limitações, como o pequeno número de voluntários e de marcadores pesquisados. No entanto, seu resultado deve levar ao desenvolvimento de pesquisas maiores e talvez, no futuro, de um exame confiável para diagnosticar o distúrbio.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Discovery of blood transcriptomic markers for depression in animal models and pilot validation in subjects with early-onset major depression

Onde foi divulgada: revista Translational Psychiatry

Quem fez: Eva Redei e equipe

Instituição: Universidade Northwestern, EUA

Dados de amostragem: 28 adolescentes de 15 a 19 anos

Resultado: Os cientistas encontraram 11 marcadores que podem servir para diagnosticar a depressão entre adolescentes. Eles também descobriram 18 marcadores que estavam presentes entre os pacientes com depressão e ansiedade, mas ausentes daqueles que só sofriam de depressão.

FONTE: VEJA

domingo, 8 de abril de 2012

MÉDICOS FAZEM CAMPANHA CONTRA EXCESSO DE EXAMES


Em um ato contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico, nove sociedades médicas americanas lançaram uma lista com 45 testes que deveriam ser pedidos com menor frequência. As recomendações são dirigidas também aos pacientes, para que questionem seus médicos.

Outras oito comissões de especialistas também se preparam para anunciar suas listas de procedimentos que devem ser menos frequentes.

A mudança representa um reconhecimento por parte dos médicos de que muitos testes e procedimentos rentáveis são realizados de forma desnecessária e podem prejudicar os pacientes.

Segundo Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, é importante que as pessoas saibam que o excesso de exames traz mais problemas do que benefícios.

"Muitos acabam descobrindo e tratando doenças desnecessariamente para que a redução da mortalidade seja só um pouquinho maior. Sem contar os falsos-positivos de câncer", afirma.

Essa mudança de opinião nos EUA também reflete alterações nos planos de de saúde, que estão tentando reduzir incentivos financeiros para os médicos pedirem mais exames e procedimentos.

GASTOS
Tratamentos desnecessários são uma importante fonte de gastos entre as despesas médicas nos EUA.

"Mas o sistema privado de lá não é muito diferente da situação no Brasil. Aqui também há excesso de especialistas e exagero de exames e intervenções", diz Gusso.

A campanha das sociedades médicas foi batizada de "Choosing Wisely" (escolhendo sabiamente).

A lista de exames inclui recomendações para procedimentos rotineiros, como eletrocardiogramas, hoje feitos mesmo quando não há sinal de problemas cardíacos, e ressonâncias magnéticas.

O American College of Radiology solicitou que os radiologistas não realizem exames de imagem em pacientes com uma simples dor de cabeça. Até os oncologistas estão recebendo a recomendação de pedir menos exames em pacientes com câncer de mama ou de próstata em estágio inicial com poucas chances de metástase.

"O uso excessivo de cuidados representa uma das mais sérias crises na medicina norte-americana", afirma Lawrence Smith, chefe do North Shore-Long Island Jewish Health System, em Nova York. "Muitos pensaram que as organizações mais resistentes seriam as sociedades de especialistas, então essa é uma mensagem importante."

DIFICULDADES
Em 2009, novas diretrizes para mamografias nos EUA recomendavam que as mulheres fizessem o exame com menos frequência, o que trouxe medo entre as pacientes sobre o aumento do controle do governo sobre decisões relacionadas à saúde e limitações ao tratamento.

"Infelizmente, as pessoas preferem o exagero, mesmo que tenham um prejuízo por causa de um tratamento sem necessidade", diz Gusso. "Não é por causa dos exames que elas vão viver mais. Alimentação saudável, atividade física e parar de fumar são mais importantes."

Os médicos, por sua vez, muitas vezes não seguem as diretrizes. Segundo Gusso, como o tempo das consultas é curto, o médico logo pede um exame e o paciente sai mais satisfeito.

"As pessoas acham que o dinheiro gasto com o convênio só vale a pena se usarem ao máximo. Mas deveriam pensar que é como um seguro de carro: ninguém quer um acidente para receber o dinheiro das mensalidades."


FONTE: FOLHA