Mostrando postagens com marcador DIAGNÓSTICO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DIAGNÓSTICO. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de junho de 2012

SUS TERÁ DE TRATAR PACIENTE COM CÂNCER EM ATÉ 60 DIAS


A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (5) projeto de lei que prevê prazo máximo de 60 dias, a partir do diagnóstico, para o início do tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Como tem origem no Senado e sofreu alterações na Câmara, a proposta volta para análise dos senadores antes de ir à sanção presidencial.
“O paciente com neoplasia maligna (câncer) tem direito de se submeter ao primeiro tratamento junto ao Sistema Único de Saúde, no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrado no prontuário único”, diz o projeto aprovado pelos deputados.
O texto estabelece como início do tratamento a realização de cirurgia, início da quimioterapia ou da radioterapia, conforme o tratamento indicado para o tipo de câncer diagnosticado no paciente.
Segundo o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) uma paciente com câncer de mama pode levar, atualmente, até seis meses para iniciar o tratamento. "Nesse período, o que era um nódulo já avançou para uma fase mais grave, e a chance de cura cai de 80% para 10%", disse.
O projeto aprovado pelo plenário prevê ainda que os pacientes com câncer “acometidos por manifestações dolorosas” terão acesso “gratuito e privilegiado” a analgésicos derivados do ópio e “correlatos”, como a morfina.
O texto afirma também que os estados onde houver regiões sem serviços especializados em oncologia deverão produzir “planos regionais de instalação dos mesmos, para superar a situação”.
FONTE: G1

terça-feira, 29 de maio de 2012

NASA CRIA TESTE QUE DETECTA OSTEOPOROSE EM ESTÁGIO INICIAL

AUSTIN - Cientistas da Nasa acreditam ter encontrado uma maneira de diagnosticar osteoporose em seus estágios iniciais. Atualmente, a doença pode passar despercebida durante anos e muitas vezes só é diagnosticada em exames realizados depois que o enfraquecimento dos ossos levou a uma fratura.


O novo teste havia sido criado originalmente para astronautas, já que eles podem sofrer perda de estrutura óssea devido à microgravidade do espaço. O teste promove uma busca por vestígios de calcificação óssea na urina.
A técnica, desenvolvida por cientistas da Universidade Estadual do Arizona juntamente com especialistas da agência espacial americana analisou isótopos de cálcio - diferentes átomos do elemento cálcio, derivados do osso e cada um com seu próprio número específico de nêutrons.
O equilíbrio ou a abundância desses diferentes isótopos quando o osso é fraturado ou formado pode indicar alterações na densidade óssea nos seus estágios iniciais.
De cama por 30 dias 

Os pesquisadores analisaram os dados de 12 voluntários que não apresentavam sinais de osteoporose. Eles tiveram de ficar de cama por 30 dias, porque o repouso prolongado provoca a perda de massa óssea.

A técnica permite detectar a perda de massa óssea após uma semana de repouso - muito antes, portanto, de mudanças na densidade óssea terem sido detectadas por escaneamentos convencionais. E diferentemente de outros testes bioquímicos que visam detectar perda de massa óssea através de exames de sangue, o novo exame pode dar uma medida direta da perda óssea.
"O próximo passo é ver se o teste funcionará da forma esperada com pacientes que sofrem de doenças que provocam alterações ósseas. Isso abriria a porta para que ele possa ser colocado em prática", afirmou o pesquisador-sênior Ariel Anbar.
Além de ser útil para diagnosticar osteoporose, o teste poderia servir para monitorar outras doenças que afetam os ossos, inclusive câncer.
Anbar disse que a agência promoveu a pequisa porque "astronautas submetidos à microgravidade enfrentam perda de massa óssea". "É um dos principais problemas de voos espaciais tripulados e precisamos encontrar formas melhores de monitorá-lo e encontrar formas de combatê-lo."
FONTE: ESTADÃO

sábado, 19 de maio de 2012

CAMPANHA PELO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA HEPATITE C ILUMINA O CRISTO REDENTOR


Para alertar a população sobre os riscos da hepatite C e a necessidade de se buscar um diagnóstico precoce, um dos símbolos do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor, receberá esta noite (19) uma iluminação diferente, em amarelo e vermelho.
No Dia Nacional de Luta contra as Hepatites Virais, a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite, alerta que, dos cerca de 3 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de hepatite viral, apenas 5% sabem que estão doentes. O presidente da associação, Humberto Silva, alertou para os perigos do diagnóstico tardio.
— Essas pessoas estão caminhando para consequências gravíssimas de saúde e não têm oportunidade de se tratar.
Ele explica que a doença é silenciosa, não apresenta sintomas no estágio inicial. Porém, os casos podem evoluir para insuficiência hepática, cirrose ou câncer de fígado. E levar o paciente à morte.
O contágio da hepatite C se dá por meio sanguíneo, principalmente em transfusões. Mas o uso de materiais não esterilizados por dentista, manicures e tatuadores não é mito. O compartilhamento de lâminas de barbear e de depilar, de seringas, de escovas de dentes, além do contato sexual sem proteção também favorecem a transmissão da doença, para a qual não existe vacina.

Já a detecção pode ser feita por exame de sangue em qualquer unidade do Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento é feito com remédios e dura, em média, um ano. Humberto Silva reforça a importância do diagnóstico.
— A doença é completamente tratável, mas o problema permanece sendo a falta de diagnóstico.
A iluminação do Cristo Redentor marca o início da campanha de prevenção das hepatites virais no país. Até o dia 26 de maio, organizações ligadas à causa oferecerão testes rápidos e gratuitos, semelhantes aos da diabetes.
FONTE: R7

segunda-feira, 14 de maio de 2012

CONSELHO DEFINE CRITÉRIOS PARA ABORTO DE FETOS ANENCÉFALOS

BRASÍLIA - Os critérios definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para a interrupção da gravidez no caso de fetos anencéfalos foram publicados nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Segundo as novas regras, o aborto só deve ocorrer depois que for feito um exame ultrassonográfico detalhado e assinado por dois médicos. A cirurgia para interromper a gravidez deve ocorrer em local com estrutura adequada, ressalta o texto. A divulgação dos critérios ocorre 32 dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado por 8 votos a 2 a autorização para a interrupção da gravidez em caso de anencefalia. No dia seguinte à decisão, o CFM criou uma comissão de especialistas em ginecologia, obstetrícia genética e bioética que definiu as novas regras e normas.


A interrupção da gestação só será recomendada quando houver um “diagnóstico inequívoco de anecefalia”, conforme a decisão do conselho. O exame ultrassonográfico deverá ser feito a partir da 12ª semana de gravidez (três meses de gestação), registrando duas fotografias em posição sagital (que mostra o feto verticalmente) e outra em polo cefálico com corte transversal (detalhando a caixa encefálica).

Na decisão, o CFM reitera também que os conselhos regionais de Medicina (CRMs) deverão atuar como “julgadores e disciplinadores” da decisão seguindo “a ética”. Segundo a resolução, a gestante está livre para decidir se quer manter a gravidez. Caso decida levar adiante a gestação ou interrompê-la, a mulher deve ter assistência médica adequada.

A resolução é clara ainda na proibição de pressão sobre a gestante para tomar uma decisão. “Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano”, diz o texto. “O médico deve zelar pelo bem-estar da paciente.” Segundo a norma, a interrupção da gravidez só pode ocorrer em “hospital com estrutura adequada”. Não há detalhes sobre o que vem a ser uma estrutura adequada. A decisão da gestante ou do responsável por ela deve ser lavrada em ata.

Cabe ao médico, segundo a resolução, informar toda a situação à gestante, que terá ainda liberdade para requisitar outro diagnóstico e buscar uma junta médica. O profissional médico deverá ainda comunicar à grávida os riscos de recorrência de novas gestações com fetos anencéfalos e orientá-la a tomar providências contraceptivas para reduzir essas ameaças.

Na exposição de motivos, o Conselho Federal de Medicina ressalta as distinções que devem ser feitas entre interrupção da gravidez, aborto e aborto eugênico (visando ao suposto melhoramento da raça).

“Apesar de alguns autores utilizarem expressões 'aborto eugênico ou eugenésico" ou 'antecipação eugênica da gestação', afasto-as, considerado o indiscutível viés ideológico e político impregnado na palavra eugenia”, diz o texto, reproduzindo palavras do relator do processo no STF, ministro Marco Aurélio Mello.

A Resolução nº 1.989, de 10 de maio de 2012, é assinada pelo presidente do conselho, Carlos Vital Tavares Corrêa, pelo secretário-geral, Henrique Batista e Silva, e pelo relator do caso, Henrique Fernando Maia.

FONTE: O GLOBO

terça-feira, 17 de abril de 2012

DROGA PODE DETECTAR ALZHEIMER MAIS CEDO


Uma nova droga chamada florbetaben pode antecipar o diagnóstico da doença de Alzheimer e dar aos médicos condições de frear seu desenvolvimento. A substância é capaz de detectar, no cérebro do paciente, a presença de placas amiloides, proteínas que danificam os neurônios e causam a doença. O Alzheimer se caracteriza por uma perda progressiva da memória e da capacidade cognitiva e atinge principalmente pacientes com mais de 65 anos.

Até agora os cientistas só podiam diagnosticar a doença em seu estágio avançado, por meio de seus sintomas. Para ter certeza do diagnóstico, os médicos tinham de esperar a morte do paciente, quando finalmente poderiam analisar seu cérebro e encontrar as placas amiloides. A nova pesquisa descobriu que o florbetaben pode se ligar a essas placas, e ser detectado durante uma tomografia, ainda durante a vida do doente. Desse modo, eles podem perceber indícios da doença antes que ela se desenvolva e criar métodos para prevenir a demência.

O estudo foi liderado pelo neurologista Marwan Sabbagh, do Instituto de Pesquisas Sun Health, com sede nos Estados Unidos. Ele comparou os resultados de tomografias feitas em voluntários próximos da morte com o resultado de autópsias feitas em seus cérebros após o óbito. Foram estudadas ao todo 246 regiões cerebrais, tanto de pacientes que sofriam da doença quanto de saudáveis. O estudo descobriu que o florbetaben detectou 100% dos casos da doença, e apontou 92% dos casos em que ela não acontecia.


O florbetaben não é o primeiro marcador capaz de detectar as placas amiloides. Uma outra substância conhecida como "composto B de Pittsburgh" (PiB, na sigla em inglês) foi desenvolvida em 2002, mas necessitava de um acelerador de partículas para ser produzida, e durava apenas 20 minutos.
Como o uso em grande escala do PiB é impraticável, a nova substância traz grandes esperanças para o tratamento contra o Alzheimer. Os resultados da pesquisa serão apresentados no encontro anual da Academia Americana de Neurologia, que vai acontecer entre os dias 21 e 28 de abril, nos Estados Unidos.
"Você pode ter a doença de Alzheimer sem desenvolver a demência da doença de Alzheimer. Ainda não há um método para prevenir que a doença se desenvolva à demência, mas existem inúmeros estudos nesse sentido. Eles são centrados em ativar componentes imunológicos do paciente contra as placas amiloides, evitando que elas evoluam. É importante diagnosticar a doença ainda antes de seus sintomas aparecerem para poderemos usar essas técnicas.

"Precisamos ter claro que a pesquisa foi feita com pacientes no final da vida. Nesta etapa, nós não precisamos do marcador para detectar o Alzheimer, os sintomas já são óbvios. A pesquisa traz esperanças, mas a substância tem que se mostrar eficaz também nas fases iniciais da doença.

"Já existe um composto capaz de se ligar às placas amiloides. Ele é o composto PiB (composto B de Pittsburgh), que precisa de um acelerador de partículas para ser produzido. Como ele só dura 20 minutos, o paciente tem de estar próximo ao acelerador para que possa usá-lo. Agora, os cientistas estão atrás de um composto mais estável, para que o tratamento esteja disponível para todos."

FONTE: VEJA

quarta-feira, 11 de abril de 2012

TECIDO "INTELIGENTE" CONSEGUE DIAGNOSTICAR DOENÇAS

Pesquisadores espanhóis desenvolveram um tecido inteligente que diagnostica o estado de saúde da pessoa que o veste, graças a uma tintura de nanotubos de carbono (estruturas menores que a espessura de um fio de cabelo) que transforma a peça de roupa em um condutor elétrico capaz de detectar substâncias químicas. O projeto, batizado FlexSens, transforma fibras têxteis em detectores de substâncias químicas que fornecem dados sobre o estado de saúde, com aplicações também para fins esportivos.


Os pesquisadores confiam que estes tecidos inteligentes sejam úteis para controlar, por exemplo, a cicatrização de uma ferida ou diagnosticar em seguida doenças como o diabetes e até a fibrose cística. A roupa inteligente também tem finalidades esportivas, já que a composição do suor está relacionada com o estado metabólico do atleta.
O grupo de pesquisa desenvolve também sensores de creatinina que poderão agir como uma 'fralda inteligente' que meça componentes da urina e sensores de trombina para detectar sangramentos e outras biomoléculas.
O tecido, banhado em uma tintura de nanotubos de carbono, detecta as substâncias químicas presentes nos fluidos corporais (como suor e urina) e as transforma em sinais elétricos enviados para um computador ou qualquer dispositivo móvel inteligente para que sejam interpretados por um médico ou pelo próprio usuário.
"Em um prazo de entre três e quatro anos poderão ser encontradas no mercado peças de roupa interativas que, metaforicamente, passam a comportar-se como um neurônio", afirmou o pesquisador Francisco Andrade, do grupo de pesquisa da Universidade Rovira i Virgili (URV) de Tarragona, no nordeste da Espanha, coordenador do projeto.
"A roupa tratada assim pode detectar propriedades de nosso corpo sem nos darmos conta, mediante um sistema nada invasivo", explicou Andrade. Por enquanto, os sensores na roupa foram testados em um manequim e se observou que podem detectar de forma direta a composição do suor artificial.
FIBROSE CÍSTICA
É uma doença hereditária que altera a produção de secreções em determinadas glândulas, gerando uma série de lesões, principalmente nos pulmões e no sistema digestivo, mas que podem afetar órgãos em todo o corpo, provocando inflamações e outros diversos problemas.
TROMBINA
Proteína que ajuda no processo de coagulação, agregando as plaquetas.
CREATININA
É o resultado da quebra da proteína creatina, que ajuda no aumento da massa muscular.

FONTE: VEJA


domingo, 8 de abril de 2012

MÉDICOS FAZEM CAMPANHA CONTRA EXCESSO DE EXAMES


Em um ato contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico, nove sociedades médicas americanas lançaram uma lista com 45 testes que deveriam ser pedidos com menor frequência. As recomendações são dirigidas também aos pacientes, para que questionem seus médicos.

Outras oito comissões de especialistas também se preparam para anunciar suas listas de procedimentos que devem ser menos frequentes.

A mudança representa um reconhecimento por parte dos médicos de que muitos testes e procedimentos rentáveis são realizados de forma desnecessária e podem prejudicar os pacientes.

Segundo Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, é importante que as pessoas saibam que o excesso de exames traz mais problemas do que benefícios.

"Muitos acabam descobrindo e tratando doenças desnecessariamente para que a redução da mortalidade seja só um pouquinho maior. Sem contar os falsos-positivos de câncer", afirma.

Essa mudança de opinião nos EUA também reflete alterações nos planos de de saúde, que estão tentando reduzir incentivos financeiros para os médicos pedirem mais exames e procedimentos.

GASTOS
Tratamentos desnecessários são uma importante fonte de gastos entre as despesas médicas nos EUA.

"Mas o sistema privado de lá não é muito diferente da situação no Brasil. Aqui também há excesso de especialistas e exagero de exames e intervenções", diz Gusso.

A campanha das sociedades médicas foi batizada de "Choosing Wisely" (escolhendo sabiamente).

A lista de exames inclui recomendações para procedimentos rotineiros, como eletrocardiogramas, hoje feitos mesmo quando não há sinal de problemas cardíacos, e ressonâncias magnéticas.

O American College of Radiology solicitou que os radiologistas não realizem exames de imagem em pacientes com uma simples dor de cabeça. Até os oncologistas estão recebendo a recomendação de pedir menos exames em pacientes com câncer de mama ou de próstata em estágio inicial com poucas chances de metástase.

"O uso excessivo de cuidados representa uma das mais sérias crises na medicina norte-americana", afirma Lawrence Smith, chefe do North Shore-Long Island Jewish Health System, em Nova York. "Muitos pensaram que as organizações mais resistentes seriam as sociedades de especialistas, então essa é uma mensagem importante."

DIFICULDADES
Em 2009, novas diretrizes para mamografias nos EUA recomendavam que as mulheres fizessem o exame com menos frequência, o que trouxe medo entre as pacientes sobre o aumento do controle do governo sobre decisões relacionadas à saúde e limitações ao tratamento.

"Infelizmente, as pessoas preferem o exagero, mesmo que tenham um prejuízo por causa de um tratamento sem necessidade", diz Gusso. "Não é por causa dos exames que elas vão viver mais. Alimentação saudável, atividade física e parar de fumar são mais importantes."

Os médicos, por sua vez, muitas vezes não seguem as diretrizes. Segundo Gusso, como o tempo das consultas é curto, o médico logo pede um exame e o paciente sai mais satisfeito.

"As pessoas acham que o dinheiro gasto com o convênio só vale a pena se usarem ao máximo. Mas deveriam pensar que é como um seguro de carro: ninguém quer um acidente para receber o dinheiro das mensalidades."


FONTE: FOLHA



domingo, 1 de abril de 2012

DIAGNÓSTICO RÁPIDO É A MELHOR ARMA PARA COMBATER O AUTISMO


Em 1911, o psiquiatra Eugene Bleuler criou a palavra "autismo" para designar o fechamento para a realidade --um dos sintomas típicos da esquizofrenia.

Sabe-se hoje que a fuga da realidade é encontrada em diversos quadros da neurologia e da psiquiatria: na demência, em graves lesões cerebrais ou até mesmo em quadros de psicose depressiva severa, explica Luciana Saddi, blogueira da Folha.com.

A palavra "autismo" se tornou mais conhecida pelo público leigo, quando foi empregada para descrever uma doença que, comprometia o desenvolvimento global de crianças, causando fechamento para a realidade.

"Algumas crianças, apesar de autistas, tem inteligência e fala preservadas, outras apresentam sérios retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a automatismos, a comportamentos rígidos e a padrões repetitivos", diz.

O tratamento se torna mais eficiente quanto mais precocemente ocorrer o diagnóstico. Em alguns países da Europa como França, Inglaterra e Itália os pediatras são preparados para observar os sinais que possam indicar algum comprometimento desde o início da vida.

O transtorno global do desenvolvimento pode afetar um em cada 166 pessoas. "A melhor arma para lutarmos contra esse transtorno ainda é o diagnóstico e tratamento precoce", diz a psicanalista.

FONTE: FOLHA