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sábado, 22 de setembro de 2012

HOMEM ACORDA APÓS 7 ANOS EM COMA APÓS TOMAR COMPRIMIDO PARA DORMIR



Um sul-africano esteve em estado de coma durante 7 anos, mas acordou após ter tomado um comprimido para dormir.
Ayanda Nqinana de Joanesburgo sofreu lesões cerebrais graves depois de um acidente de carro em 2005. Seus médicos disseram que era improvável que ele conseguisse se recuperar.
Sua esposa leu na internet artigos publicados em jornal sobre casos de pessoas que acordaram depois de tomarem o medicamento Stilnox, que por ironia, é um fármaco administrado para induzir o sono.
Acreditando nos relatos que havia lido, a esposa insistiu para que os médicos administrassem o medicamento a Nqinana. Incrivelmente, após 5 dias, o paciente acordou e conseguia se lembrar normalmente de todos os fatos ocorridos antes e no momento do acidente.
Mas seu médico, Siyabulela Bungana, permanece cético sobre a capacidade do medicamento em “despertar” pacientes em coma.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MÉDICOS DE SP SUSPENDEM CONSULTAS E EXAMES AMANHÃ


Médicos suspenderão nesta quinta-feira (6) o atendimento aos usuários de planos de saúde em todo o estado de São Paulo. Segundo o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, o ato pretende chamar a atenção da sociedade para o tratamento dispensado pelas empresas aos profissionais credenciados e consequentemente aos pacientes.
Serão suspensas as consultas, os exames e cirurgias marcadas. As emergências e urgências serão atendidas, conforme orientação dada aos profissionais. “Nós estamos recomendando aos médicos que, mesmo aqueles casos que não sejam urgências mas que um retardo no atendimento possa agravar a condição de saúde das pessoas, façam o atendimento. Nosso interesse é preservar ao máximo o usuário e protestar contra o tratamento dispensado pelas empresas de plano de saúde.”
Ainda que a orientação seja reagendar as consultas, é válido entrar em contato com o médico para verificar se ele participará da paralisação. A reportagem do UOL apurou que diversos médicos ainda estão marcando consultas para amanhã, mesmo com a paralisação.
Após anunciarem o protesto, cerca de 90 profissionais saíram em passeata até a Câmara Municipal de Vereadores para entrega de documento com as reivindicações da categoria e pedir apoio aos vereadores.
FONTE: UOL

segunda-feira, 23 de julho de 2012

CREMERJ PROÍBE MÉDICOS DE FAZER PARTOS EM CASA


O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) proibiu a participação de médicos em partos domiciliares e nas equipes de sobreaviso, que ficam de plantão para o caso de alguma complicação. A entidade também veda a presença de doulas (acompanhantes de parto, função reconhecida pelo Ministério da Saúde) em ambiente hospitalar. Os médicos que descumprirem as determinações serão submetidos ao Conselho de Ética.

A medida, classificada de "arbitrária" pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), provocou reações. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) vai questionar as resoluções judicialmente e entidades de defesa do parto humanizado convocaram uma passeata, no dia 5 de agosto, em Ipanema.

"Em hipótese alguma um conselho pode interferir na regulação de outras profissões e no direito de escolha da mulher. Enfermeiros e médicos fazem parte de uma equipe multidisciplinar do parto domiciliar; essa resolução dificulta a nossa atuação", afirma Pedro de Jesus, presidente do Coren.

O obstetra Luiz Fernando Moraes, conselheiro do Cremerj, diz que as resoluções são um "alerta para as mães". "Elas estão sendo informadas de que se o pré-natal não teve agravo, elas podem fazer parto em casa. Há problemas que ocorrem durante o trabalho de parto e no parto", afirma.
 
Ele afirmou que o conselho não está proibindo o parto domiciliar. "A mãe vai optar pelo parto domiciliar sabendo do risco. Porque não é a presença do médico que garante segurança; ele tem que ter condições de agir".

A decisão do Cremerj foi questionada pelos próprios médicos. Até mesmo a Febrasgo, entidade contrária ao parto domiciliar, criticou as resoluções. "A Febrasgo é contra o parto domiciliar, mas de maneira nenhuma a gente acha que o médico que faz parto domiciliar é um profissional antiético. Um problema sério no Brasil é a cesárea desnecessária, e mesmo assim ninguém é favorável que se puna o profissional que faz cesárea a pedido da paciente", afirmou o Olímpio Moraes, vice-presidente da entidade.

Moraes ressaltou ainda que a Febrasgo recomenda, em seu manual, a presença de doulas. "Vários trabalhos internacionais reconhecem que elas dão mais segurança às grávidas e diminuem as intercorrências".

Para a médica Daphne Rattner, presidente da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (Rehuna), a resolução do Cremerj vai de encontro às políticas de humanização do parto do Ministério da Saúde, que reconhece o trabalho de parteiras tradicionais e incentiva a participação de doulas nos hospitais públicos - em março foi assinado convênio entre o ministério e a Universidade de Brasília para o programa Doulas no SUS, de formação dessas acompanhantes, do qual Daphne é gestora.

"Essa medida vai contra todas as evidências científicas, as recomendações da OMS e as políticas do Ministério da Saúde. Essas resoluções ferem o código de ética médica", afirmou. A entidade ainda está estudando as medidas que tomará.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que as decisões do conselho "não afetam as políticas" da pasta. O ministério considera que a participação da doula é um instrumento humanizador e que "a assistência prestada pelas parteiras é uma realidade em diversos locais do País".

FONTE: ESTADÃO

domingo, 22 de julho de 2012

MÉDICOS DE HOSPITAIS CONCEITUADOS DE SP ABREM CLÍNICAS NA MAIOR FAVELA DA CIDADE


Bem na entrada da favela de Heliópolis, a maior de São Paulo, entre uma agência bancária e uma loja de departamentos, desponta uma clínica médica que só realiza consultas particulares. Não vale convênio, tampouco cartão do SUS (Sistema Único de Saúde).
Quem passa ali, estranha. Muitos moradores custam a ter coragem de entrar. Só perdem o medo na medida em que o boca a boca se espalha ou quando leem um cartaz bem à frente do portão que informa, em linguagem clara e direta, o valor das consultas: R$ 40 para clínico-geral e R$ 60 para qualquer uma das dez especialidades oferecidas, que pode ser dividido em duas parcela.
O criador do Dr. Consulta, Thomaz Srougi, afirma que o público alvo do serviço são pessoas sem plano de saúde e cansadas das filas nos postos de saúde.
— Quem disse que essa população não pode ir ao médico particular?
Para atendê-los, a estrutura é simples, porém bem equipada. Nos consultórios - separados por divisórias de fórmica e com cadeiras de plástico -, há equipamentos caros, como o usado em exames oftalmológicos e o de ultrassonografia, além do eletrocardiograma. Em casos mais sérios, em que seja necessária a internação, os pacientes são encaminhados ao hospital público.
O atendimento é feito por uma dúzia de médicos, todos formados em universidades conceituadas e integrantes do corpo clínico de hospitais de ponta, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein. O diretor da clínica, por exemplo, é Cesar Camara, indicado por Miguel Srougi, um dos urologistas mais conceituados da cidade e pai de Thomaz.
Na quarta-feira passada, Camara saiu de Heliópolis e tomou o metrô Sacomã em direção ao Sírio, para atender um dos seus pacientes. Em seu consultório, a consulta custa R$ 450, sete vez o que pagou cada um dos dez pacientes atendidos naquela tarde.
— Engajei-me no projeto porque consigo garantir um atendimento humanizado. Tem consultas em que levo 40 minutos, mesmo tempo que pratico no consultório particular, o que seria impossível na realidade dos convênios.
Todos os médicos dali já haviam atendido por planos privados e recebem em Heliópolis o mesmo que ganhariam em um convênio: cerca de R$ 40 por hora. A diferença é que estão livres das conhecidas metas de atendimento que encurtam as consultas a cada dia. 

— Selecionamos os médicos por esse perfil humanizado. É importante serem egressos das melhores universidades, mas isso não basta. 

FONTE: R7

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MP DENUNCIA MÉDICOS POR COBRANÇA DE SERVIÇOS DO SUS


SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) de Jales, no interior de São Paulo, denunciou dois médicos pela cobrança de consultas e cirurgias custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A denúncia está tramitando na 1ª Vara de Jales desde o último dia 6 de julho, data da acusação, e até está quarta-feira, 18, não houve nenhuma decisão do caso. O ministério pediu a prisão preventiva dos acusados e, caso isso seja negado, o afastamento de suas funções públicas.
Segundo investigações do MPF de Jales, os médicos Emerson Algério de Toledo e Dalton Melo Andrade devem responder pelos crimes de concussão, estelionato, falsidade ideológica e aborto provocado por terceiro, sem consentimento da gestante. De acordo com o órgão, ao menos dois bebês morreram antes do parto porque os profissionais cobraram pelo serviço custeado pelo SUS e as pacientes, sem condições de pagar pela cirurgia, tiveram as cesáreas atrasadas.

Em 2005, informa o ministério, Andrade exigiu o pagamento de R$ 600 para realizar a cesárea na Santa Casa de Urânia. Sem condições de pagar o valor cobrado, a gestante seguiu o conselho de Andrade: aguardar o parto natural. Após uma semana de espera, seguida da omissão de atendimento dos dois médicos denunciados, o bebê nasceu morto.
Um caso semelhante ocorreu em 2009. Após acompanhar todo o pré-natal de uma paciente, Toledo exigiu o pagamento de R$1 mil para a realização da cesariana na Santa Casa de Misericórdia de Estrela D'Oeste. Como também não tinha recursos para o pagamento, a gestante foi aconselhada a esperar. 
FONTE: ESTADÃO

sábado, 7 de julho de 2012

TRÊS PESSOAS SÃO INTERNADAS POR DIA VÍTIMAS DE INTOXICAÇÃO EM SÃO PAULO


São Paulo – Envenenamentos, intoxicações e exposição a substâncias nocivas causam, em média, três vítimas todos os dias no estado de São Paulo, mostrou o levantamento da Secretaria de Saúde. Apesar de ter havido queda no número de internações (em 2011 foram 951 casos ante 1.132 de 2010), o número de mortos ainda é alto, 29 no ano passado contra 26 em 2010.
Segundo o médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau), Roberto Stefanelli, esse tipo de acidente ocorre por vários motivos e mudam conforme a idade do paciente. Crianças de 1 a 4 anos de idade representam 21% dos casos, tendo como principal razão o descuido de pais e responsáveis no armazenamento de medicamentos e produtos tóxicos.
"É muito comum guardar o produto de limpeza em garrafa de refrigerante. A criança vê o colorido da garrafa e acaba ingerindo e se intoxicando", disse Stefanelli. Para evitar acidentes, o médico orienta que esse tipo de substância seja guardada somente em armários com chaves ou em lugares altos, fora do alcance de crianças.
Quando suspeitar de intoxicação, o procedimento é levar a vítima imediatamente ao atendimento de emergência, junto com o frasco ou resto da substância que causou o acidente para auxiliar na identificação por parte dos médicos. Stefanelli lembra, além disso, que nunca se deve provocar vômito no paciente, pois o líquido ingerido pode ser corrosivo e lesar órgão internos. "Vai piorar a situação. Se ele estiver com o nível de consciência reduzido e vomitar, ele pode aspirar o vômito e ele ir para o pulmão. Aí fica muito mais grave, pode levar até a morte".
O médico ainda relatou que, em boa parte dos casos de crianças intoxicadas que chegam à emergência, as famílias desconhecem a causa do mal-estar. Por isso, deve-se suspeitar de envenenamento quando a criança apresentar vômitos, diarreia, salivação excessiva, rebaixamento do nível de consciência ou sonolência. Os sintomas, porém, podem variar de acordo com o tipo de substância ingerida.
Outra faixa etária que costuma sofrer intoxicação é a de adolescentes e jovens adultos. Nesses casos, no entanto, as causas são excesso da ingestão de bebidas alcoólicas e uso de drogas ilícitas. Adultos que vivem nas áreas urbanas, normalmente, são internados após tentativas de suicídio e acidentes de trabalho, como vazamentos de produtos químicos e de fumaças tóxicas. Nos acidentes com gases, é importante pedir socorro aos bombeiros e jamais entrar no recinto.
"Ao entrar no ambiente que está cheio de gás, para socorrer alguém, você também vai se contaminar. Em vez de uma vitima serão duas", alerta o médico. Já nas regiões rurais, envenenamentos em decorrência da manipulação e inalação de inseticidas na agricultura são os quadros mais comuns registrados pela pesquisa.
Entre os idosos, a intoxicação geralmente ocorre por erro na dosagem de medicamentos. "Eles se esquecem de que já se medicaram e tomam de novo, ou acabam tomando doses erradas", diz o médico. Por isso, a orientação de Stefanelli é de que haja controle por meio de anotações nos frascos e identificação nas cartelas de comprimidos das quantidades já ingeridas.
Em todos os casos de intoxicação, sobretudo quando a vítima estiver inconsciente, Stefanelli recomenda deitá-la de lado enquanto o socorro não chega. "Isso evitará que o vômito seja aspirado e chegue até o pulmão", orientou.
FONTE: ESTADÃO

terça-feira, 26 de junho de 2012

ITÁLIA REALIZA PRIMEIRO TRANSPLANTE DE FÍGADO COM USO DE ROBÔ


Um homem de 44 anos é o primeiro paciente do mundo a ser submetido a um transplante de fígado em uma operação realizada integralmente por um robô, que, por sua vez, era manipulado a distância por uma equipe médica do Instituto Mediterrâneo de Transplantes (Ismett) de Palermo, na Itália.
Formada por dezenas de médicos e enfermeiros, a equipe médica controlava os movimentos do robô através de um computador e com base na imagem tridimensional da cavidade abdominal do paciente, informou nesta terça-feira o jornal La Stampa.
Esta inusitada intervenção abre um novo caminho em direção às operações, que, com base nesta nova técnica, podem ter seus riscos reduzidos, afirmaram os médicos envolvidos no procedimento.
Apesar do uso de robôs serem cada vez mais habitual nas salas de cirurgia, a novidade deste caso é que os médicos coordenavam o processo a distância.
Desta forma, o robô, batizado como "Da Vinci", realizou cinco incisões de menos de um centímetro e uma de nove para extrair uma parte do fígado da doadora, a mesma transplantada com sucesso no paciente doente, que sofria de cirrose hepática e cuja vida dependia do sucesso da operação.
Segundo a equipe médica, que contou com a colaboração da clínica universitária Cisanello de Pisa, o doador, irmão do doente, demorou nove dias para se recuperar, enquanto o receptor precisou de um pouco mais de tempo para se recuperar.
FONTE: TERRA

domingo, 10 de junho de 2012

MÉDICOS DEVEM PARALISAR ATIVIDADES NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA


SÃO PAULO - Médicos servidores públicos federais pretendem paralisar as atividades na próxima terça-feira, 12, em protesto contra a Medida Provisória (MP) nº 568, de 2012, que trata da remuneração e da jornada de trabalho de profissionais de saúde.
De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o texto prevê que profissionais que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor uma redução de 50% na remuneração.
"A medida é considerada pelo presidente da entidade, Cid Carvalhaes, como um enorme retrocesso em um país já tão castigado pela carência do Sistema Único de Saúde e pela desvalorização dos profissionais de medicina", informou a Fenam.
Também na próxima terça-feira, a Comissão Mista do Congresso Nacional deve votar a admissibilidade da MP 568. O objetivo da categoria é, por meio da paralisação, pressionar o Parlamento e abrir caminho para a primeira greve geral de médicos servidores federais no país.
"As entidades médicas compreendem que a MP traz a determinados setores do funcionalismo avanços importantes, que devem ser mantidos e até ampliados. Entretanto, particularmente nos artigos 42 e 47, prejudica os atuais e futuros servidores médicos, dobrando jornadas sem acréscimo de vencimentos, reduzindo a remuneração em até metade e cortando valores de insalubridade e periculosidade. As perdas atingem, inclusive, aposentados (e pensionistas), que tanto já se dedicaram ao serviço público, enfrentando baixos salários e condições de trabalho adversas", concluiu a Fenam. 
FONTE: ESTADÃO

sexta-feira, 8 de junho de 2012

LEI DA "MORTE DIGNA"


Morreu nesta sexta-feira, na Argentina, a bebê Camila Sánchez Herbón, de três anos, símbolo da luta pela lei da "morte digna", aprovada há quatro semanas pelo Congresso do país. A criança, que vivia em estado vegetativo, teve os aparelhos que a mantinham viva desligados, na primeira morte autorizada após a adoção da nova legislação.
A notícia foi confirmada pela mãe da bebê, Selva Herbón, em declarações à imprensa local.
Ela partiu em paz e deixou direitos para todos", disse a mãe.
Na segunda-feira, a família pediu formalmente aos médicos que desligassem os aparelhos que mantinham Camila viva - um respirador artificial e um alimentador - no hospital Centro Gallego, de Buenos Aires.
O bebê viva em estado vegetativo, sem atividade cerebral, desde que nasceu. Os problemas foram consequência de um erro médico.
Antes da aprovação da lei de "morte digna", os médicos haviam rejeitado o pedido dos pais para o desligamento dos aparelhos. Nesta semana eles pediram um prazo para avaliar "os procedimentos" (médicos e legais), de acordo com o jornal Clarín.
Na quinta-feira, os médicos ligaram para a mãe de Camila e disseram que os aparelhos seriam desconectados diante de um grupo reduzido. Os pais da menina, Selva e Carlos, pediram a um amigo que os representasse no quarto onde Camila passou os três anos de vida.
"Selva me pediu essa ajuda e no início eu fiquei em dúvida, mas ela me disse que seria muito forte para ela. Durou alguns minutos", contou Marcelo Velis, amigo da família. De acordo com a imprensa local, Camila será cremada, após uma cerimônia realizada por um padre católico.
Campanha 

A mãe de Camila liderou a campanha para aprovação da lei argumentando que a bebê tinha o direito "a descansar em paz", segundo disse em entrevista à BBC Brasil, no ano passado.

"Ela só cresce. Não enxerga, não ouve, não chora, não ri, não se mexe mesmo quando a toco", disse a mãe, na ocasião.
Na hora da votação do projeto no Congresso, Selva esteve no plenário e comemorou a aprovação da lei.
Ela tinha escrito para a presidente Cristina Kirchner e tinha conversado com sacerdotes para "explicar" que a filha "não merecia aquele calvário".
Segundo a imprensa local, Camila passou duas horas com os aparelhos desligados até morrer de parada "cardiorrespiratória não traumática".
FONTE: ESTADÃO

domingo, 13 de maio de 2012

MÉDICOS DA AL-QAEDA SÃO TREINADOS PARA IMPLANTAR BOMBAS EM SERES HUMANOS

RIO — Agências de inteligência ocidentais acreditam que médicos da al-Qaeda receberam treinamento para implantar bombas dentro do corpo de suicidas, de acordo com o jornal britânico ‘Sunday Times’. Os médicos, que teriam referências de Ibrahim al-Asiri - um dos maiores fabricantes de bombas da al-Qaeda na Península Arábica - conseguiriam introduzir compostos explosivos nas mamas e nos abdômens de homens-bomba, informou o jornal, sem identificar as fontes. O líder dos médicos pode ter sido morto em um ataque aéreo no início deste ano.

Especialistas afirmaram que materiais como tetranitrato de pentaeritrina (Pent) poderiam ser cirurgicamente implantados em um suicida aspirante. Scanners corporais da maioria dos aeroportos não seriam capazes de detectar o dispositivo, possível de ser detonado por injeção.

Existe uma habilidade transferível e temos uma certa preocupação com isso - disse um oficial de segurança ocidental, que falou com o ‘Sunday Times’ em condição de anonimato.

A notícia segue revelações recentes de que a al-Qaeda tentou armar um suicida com um dispositivo não-metálico que, por sua vez, era uma versão atualizada de uma “bomba de cueca". Esse artefato era carregado em um voo dos EUA no natal de 2009 e falhou em ser detonado.

FONTE: O GLOBO

sexta-feira, 20 de abril de 2012

PROJETO COM MEDIDAS SIMPLES E BARATAS PODEM REDUZIR EM ATÉ 20% MORTES POR INFARTO

Um projeto que testou medidas simples e baratas para atender pessoas com infarto em hospitais do SUS aumentou o uso de tratamentos corretos e reduziu em 20% as mortes pela doença.

O programa Bridge (Brazilian Intervention to Increase Evidence Usage in Practice), desenvolvido pelo HCor (Hospital do Coração) em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica, definiu e testou maneiras de aumentar o seguimento, por parte de médicos e enfermeiros, das recomendações de tratamento para o infarto.

Os resultados do projeto foram apresentados em março na sessão principal do congresso do American College of Cardiology, em Chicago, nos EUA. No mesmo dia, a pesquisa foi publicada no "Journal of the American Medical Association".

O objetivo era fazer com que a equipe médica prescrevesse todos os remédios que devem ser dados nas primeiras 24 horas após o infarto.

HIATO
"Em um mundo perfeito, todo paciente que chega com infarto no hospital deve receber uma série de remédios, como aspirina e anticoagulantes. Mas há hiatos entre a diretriz e a prática", afirma Otávio Berwanger, diretor do projeto e do Instituto de Pesquisas do HCor.

Segundo ele, a taxa de pacientes que recebem todas as terapias necessárias era de 49% nos hospitais observados. Com o projeto, essa fatia aumentou para 67,9%.

"Não é que os médicos não conheçam as diretrizes ou sejam mal-intencionados. Também não é por falta de medicamentos. Mas a emergência pode estar lotada e isso torna muito fácil deixar passar algum procedimento."

A equipe do projeto acompanhou 34 hospitais do SUS e 1.150 pacientes (com média de 62 anos) por oito meses.

Os hospitais foram divididos em dois grupos: 17 foram só observados, para ver como tratavam a doença e, nos outros 17, houve treinamento para usar o programa.

PASSO A PASSO

O primeiro passo do programa é identificar e atender rapidamente os pacientes com sintomas de infarto.

Depois, cada um é classificado de acordo com a gravidade. E, com um "check list" nas mãos, o médico indica os remédios necessários para cada uma das classes.

Uma enfermeira foi treinada como gerente de casos para ver se todos os procedimentos foram seguidos.

Berwanger compara essa checagem com a que ocorre em um avião: "Os comissários avisam que as poltronas precisam voltar à posição original no pouso, mas alguém verifica se isso foi feito por todos os passageiros".

Renato Lopes, que dirigiu o estudo com Berwanger e é professor-adjunto de cardiologia da Universidade Duke (EUA), diz que, apesar da queda da mortalidade e de novos infartos em um período de 30 dias, o estudo não foi desenhado para ver esse tipo de desfecho clínico nem tem poder estatístico para isso devido ao número de pacientes.

"Mas os resultados apontaram o sucesso da adesão aos tratamentos", afirma.

Além disso, como dizem os autores no estudo, medir a melhora do atendimento de infarto envolve outros indicadores que não foram englobados, como avaliação da função ventricular, aconselhamento para parar de fumar e encaminhamento para reabilitação cardíaca.

O projeto Bridge faz parte do Proad (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) do Ministério da Saúde, uma parceria do governo com hospitais privados considerados de excelência.

Segundo Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do ministério, o conceito do Bridge deverá ser adaptado pelo SUS.

"O estudo mostrou que precisamos reforçar o treinamento de pessoal e monitorar a adesão aos tratamentos. Só ter o protocolo e os remédios não quer dizer que a equipe médica aderiu."

Magalhães disse que o mesmo deve ser feito para tratar derrame e traumas.

FONTE:FOLHA

domingo, 15 de abril de 2012

MÉDICOS BRITÂNICOS LANÇAM CAMPANHA CONTRA "COMIDAS-LIXO".


Cirurgiões, psiquiatras, pediatras e médicos de todas as especialidades do Reino Unido lançaram neste domingo uma campanha contra a obesidade e centraram suas críticas às empresas de "junk foods" (comidas-lixo em livre tradução). A Real Academia das Faculdades de Medicina do Reino Unido (AoMRC) que representa cerca de 200 mil dos profissionais do país pediu a proibição de marcas como McDonald's e Coca-Cola patrocinando eventos esportivos como os Jogos Olímpicos e que famosos façam propagandas de comida que não são saudáveis para as crianças.

O organismo que representa os médicos da Inglaterra considera necessário para lutar contra a obesidade impor "contundentes e duras" medidas para acabar com a publicidade irresponsável das grandes companhias de alimentação. Estudos recentes apontam que 48% dos homens e 43% das mulheres do Reino Unido serão obesos em 2030. Uma tendência, que para os médicos, representará o aumento considerável de infartos, doenças do coração e câncer e, por consequência, maior despesa à saúde pública. Os médicos criticaram as políticas errôneas do governo britânico, "que deixa a responsabilidade na mão da indústria para que voluntariamente reduza as calorias, o tamanho das porções e assessore os consumidores sobre a maneira de comer saudavelmente".
Neste sentido, pedem que as companhias dedicadas à alimentação sejam obrigadas a adotar medidas radicais desenhadas para salvar vidas em vez de proteger seus lucros. Entre estas, reivindicam o estabelecimento de uma zona ao redor de escolas onde a promoção de junk food não seja permitida, assim como a proibição de que famosos e personagens de animação façam propagandas desses alimentos que não são saudáveis para as crianças. Os médicos britânicos propõem ao governo que imponha o denominado "imposto sobre o gordura" que foi aplicado em alguns países escandinavos para penalizar os que consomem produtos considerados não saudáveis.
A academia da medicina britânica iniciará ainda uma pesquisa de seis meses para mostrar que é possível vencer a batalha da obesidade. Ao fim desse período, o resultado será divulgado com as sugestões de medidas a serem adotadas.
FONTE: TERRA

segunda-feira, 9 de abril de 2012

CIRURGIÕES USAM ÓCULOS 3D EM OPERAÇÃO PIONEIRA



Cirurgiões britânicos fizeram em Manchester a primeira operação com câmeras 3D.

Os médicos fizeram uma cirurgia laparoscópica, em que são feitas apenas pequenas incisões para a entrada dos instrumentos, para a retirada de um câncer de próstata.

As câmeras 3D e os óculos usados pelos médicos dão uma visão melhor dentro do corpo do paciente.

Agora o hospital de Manchester espera fazer mais cirurgias teste e usar as câmeras 3D em outros tipos de operações laparoscópicas.

FONTE: FOLHA

domingo, 8 de abril de 2012

MÉDICOS FAZEM CAMPANHA CONTRA EXCESSO DE EXAMES


Em um ato contra o excesso de exames e o sobrediagnóstico, nove sociedades médicas americanas lançaram uma lista com 45 testes que deveriam ser pedidos com menor frequência. As recomendações são dirigidas também aos pacientes, para que questionem seus médicos.

Outras oito comissões de especialistas também se preparam para anunciar suas listas de procedimentos que devem ser menos frequentes.

A mudança representa um reconhecimento por parte dos médicos de que muitos testes e procedimentos rentáveis são realizados de forma desnecessária e podem prejudicar os pacientes.

Segundo Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família, é importante que as pessoas saibam que o excesso de exames traz mais problemas do que benefícios.

"Muitos acabam descobrindo e tratando doenças desnecessariamente para que a redução da mortalidade seja só um pouquinho maior. Sem contar os falsos-positivos de câncer", afirma.

Essa mudança de opinião nos EUA também reflete alterações nos planos de de saúde, que estão tentando reduzir incentivos financeiros para os médicos pedirem mais exames e procedimentos.

GASTOS
Tratamentos desnecessários são uma importante fonte de gastos entre as despesas médicas nos EUA.

"Mas o sistema privado de lá não é muito diferente da situação no Brasil. Aqui também há excesso de especialistas e exagero de exames e intervenções", diz Gusso.

A campanha das sociedades médicas foi batizada de "Choosing Wisely" (escolhendo sabiamente).

A lista de exames inclui recomendações para procedimentos rotineiros, como eletrocardiogramas, hoje feitos mesmo quando não há sinal de problemas cardíacos, e ressonâncias magnéticas.

O American College of Radiology solicitou que os radiologistas não realizem exames de imagem em pacientes com uma simples dor de cabeça. Até os oncologistas estão recebendo a recomendação de pedir menos exames em pacientes com câncer de mama ou de próstata em estágio inicial com poucas chances de metástase.

"O uso excessivo de cuidados representa uma das mais sérias crises na medicina norte-americana", afirma Lawrence Smith, chefe do North Shore-Long Island Jewish Health System, em Nova York. "Muitos pensaram que as organizações mais resistentes seriam as sociedades de especialistas, então essa é uma mensagem importante."

DIFICULDADES
Em 2009, novas diretrizes para mamografias nos EUA recomendavam que as mulheres fizessem o exame com menos frequência, o que trouxe medo entre as pacientes sobre o aumento do controle do governo sobre decisões relacionadas à saúde e limitações ao tratamento.

"Infelizmente, as pessoas preferem o exagero, mesmo que tenham um prejuízo por causa de um tratamento sem necessidade", diz Gusso. "Não é por causa dos exames que elas vão viver mais. Alimentação saudável, atividade física e parar de fumar são mais importantes."

Os médicos, por sua vez, muitas vezes não seguem as diretrizes. Segundo Gusso, como o tempo das consultas é curto, o médico logo pede um exame e o paciente sai mais satisfeito.

"As pessoas acham que o dinheiro gasto com o convênio só vale a pena se usarem ao máximo. Mas deveriam pensar que é como um seguro de carro: ninguém quer um acidente para receber o dinheiro das mensalidades."


FONTE: FOLHA