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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

MÉDICOS DE SP SUSPENDEM CONSULTAS E EXAMES AMANHÃ


Médicos suspenderão nesta quinta-feira (6) o atendimento aos usuários de planos de saúde em todo o estado de São Paulo. Segundo o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, o ato pretende chamar a atenção da sociedade para o tratamento dispensado pelas empresas aos profissionais credenciados e consequentemente aos pacientes.
Serão suspensas as consultas, os exames e cirurgias marcadas. As emergências e urgências serão atendidas, conforme orientação dada aos profissionais. “Nós estamos recomendando aos médicos que, mesmo aqueles casos que não sejam urgências mas que um retardo no atendimento possa agravar a condição de saúde das pessoas, façam o atendimento. Nosso interesse é preservar ao máximo o usuário e protestar contra o tratamento dispensado pelas empresas de plano de saúde.”
Ainda que a orientação seja reagendar as consultas, é válido entrar em contato com o médico para verificar se ele participará da paralisação. A reportagem do UOL apurou que diversos médicos ainda estão marcando consultas para amanhã, mesmo com a paralisação.
Após anunciarem o protesto, cerca de 90 profissionais saíram em passeata até a Câmara Municipal de Vereadores para entrega de documento com as reivindicações da categoria e pedir apoio aos vereadores.
FONTE: UOL

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MP DENUNCIA MÉDICOS POR COBRANÇA DE SERVIÇOS DO SUS


SÃO PAULO - O Ministério Público Federal (MPF) de Jales, no interior de São Paulo, denunciou dois médicos pela cobrança de consultas e cirurgias custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A denúncia está tramitando na 1ª Vara de Jales desde o último dia 6 de julho, data da acusação, e até está quarta-feira, 18, não houve nenhuma decisão do caso. O ministério pediu a prisão preventiva dos acusados e, caso isso seja negado, o afastamento de suas funções públicas.
Segundo investigações do MPF de Jales, os médicos Emerson Algério de Toledo e Dalton Melo Andrade devem responder pelos crimes de concussão, estelionato, falsidade ideológica e aborto provocado por terceiro, sem consentimento da gestante. De acordo com o órgão, ao menos dois bebês morreram antes do parto porque os profissionais cobraram pelo serviço custeado pelo SUS e as pacientes, sem condições de pagar pela cirurgia, tiveram as cesáreas atrasadas.

Em 2005, informa o ministério, Andrade exigiu o pagamento de R$ 600 para realizar a cesárea na Santa Casa de Urânia. Sem condições de pagar o valor cobrado, a gestante seguiu o conselho de Andrade: aguardar o parto natural. Após uma semana de espera, seguida da omissão de atendimento dos dois médicos denunciados, o bebê nasceu morto.
Um caso semelhante ocorreu em 2009. Após acompanhar todo o pré-natal de uma paciente, Toledo exigiu o pagamento de R$1 mil para a realização da cesariana na Santa Casa de Misericórdia de Estrela D'Oeste. Como também não tinha recursos para o pagamento, a gestante foi aconselhada a esperar. 
FONTE: ESTADÃO

quinta-feira, 28 de junho de 2012

TESTE SANGUÍNEO DETECTA RISCO DE INFARTO DEPOIS DE CIRURGIA

Um exame simples pode ajudar a prever quais pacientes têm maior risco de sofrer um infarto após cirurgias de impacto, como ortopédicas ou urológicas, por exemplo.

É o que mostra um estudo no "Journal of the American Medical Association", que acompanhou mais de 15 mil pacientes de diferentes países, incluindo do Brasil.

"Uma operação de grande porte nada mais é que um teste de esforço. Há um grande estresse para o coração e, portanto, risco de infarto", diz Otávio Berwanger, diretor do projeto e do Instituto de Pesquisas do HCor (Hospital do Coração, em São Paulo) e um dos autores do novo estudo.


Isso ocorre pelas reações do corpo a essa situação, como aumento dos níveis de adrenalina e maior tendência do sangue a coagular.

Berwanger afirma que o infarto que ocorre nas primeiras horas após a cirurgia é mais grave do que os que acontecem fora desse contexto. A mortalidade é de 14%, em comparação com uma taxa de até 8% nos infartos não relacionados a operações.

Isso se explica porque o paciente, que geralmente está sedado ou tomando analgésicos, não sente os sinais típicos do infarto, como dor no peito, não recebendo, portanto, os cuidados necessários.

"Estamos falando de um problema grave, mas pouco reconhecido", diz o médico.
O exame mede uma enzima, chamada troponina-T, que é liberada na corrente sanguínea em caso de infarto ou outro problema cardíaco grave. O teste já é usado na prática clínica para o diagnóstico do problema, mas não para o acompanhamento dos pacientes.

Surpreendentemente, os pesquisadores notaram que 25% dos pacientes que eram considerados de baixo risco, com boa evolução pós-operatória, na verdade tinham altos níveis de troponina-T.

Hoje, a avaliação dos pacientes com maior risco é baseada na história clínica da pessoa -idosos e doentes do coração inspiram mais cuidados. Mas o estudo indica que esse não é um bom indicador.

Berwanger diz que 11,6% dos 15 mil pacientes tiveram alteração da enzima. Desses, cerca de 7% sofreram eventos cardiovasculares graves, a maioria deles infartos.
Segundo Carlos Costa Magalhães, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), o estudo é importante.

"O exame, já usado nas suspeitas de síndrome coronariana aguda nas emergências, agora tem uma indicação para ser utilizado na evolução clínica de pré e pós-operatório de cirurgias."

FONTE; FOLHA