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domingo, 5 de agosto de 2012

LEITE DESNATADO DE CAIXINHA TEM QUANTIDADE INSUFICIENTE DE NUTRIENTES


Análises realizadas em amostras de leite UHT (de caixinha) de três marcas comercializadas nos supermercados de Campinas (SP) apontam que o leite desnatado não contém concentrações significativas de ácidos graxos insaturados, conhecidos como " gordura boa" , já que não oferecem riscos à saúde. Em outras palavras, segundo a farmacêutica e autora da pesquisa de mestrado, Natália Andrade Zancan, isto significa que, ao ingerir o leite desnatado UHT, o consumidor está deixando de absorver propriedades nutricionais que são essenciais para sua alimentação. " Nos casos de necessidade de uma dieta com restrição de gordura, o ideal seria evitar frituras, pães e outros alimentos com grande teor dos ácidos graxos saturados, ao invés de restringir o leite na forma integral" , aconselha Natália, lembrando que o estudo centrou em quantificar, apenas, o teor de gordura.
É certo que o leite integral possui altas concentrações dos ácidos graxos saturados, considerado o vilão presente nos alimentos. Eles aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma vez que podem formar camadas espessas de gordura nas paredes das veias e artérias, impedindo assim a passagem do sangue. " Ingerida em grandes quantidades, a gordura saturada pode levar ao infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, a ingestão do leite integral deve ser de forma equilibrada, em média dois copos por dia" , alerta.
Por outro lado, o fato de concentrar também a gordura insaturada faz do leite UHT integral uma fonte importante de propriedades nutricionais indispensáveis. O produto é fonte de ácido linoléico conjugado (CLA), um tipo de ácido graxo insaturado e uma das substâncias mais importantes do momento por conter propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas, além de ser um aliado na redução da gordura abdominal. Natália chegou a encontrar quantidades de 65,17 miligramas por 100 ml em amostras do leite integral. Em outra amostra a quantidade foi de 47,15 miligramas por 100 ml. Já no leite desnatado e semidesnatado não foram encontradas concentrações em nenhuma marca. Outra gordura essencial do grupo do ômega 3, denominada EPA, as concentrações foram mínimas em apenas uma das amostras do leite desnatado exemplo 0,14 miligramas por 100 ml , enquanto que no leite integral o achado foi corresponde a 2,42 miligramas por 100ml.
O estudo apresentado na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) foi orientado pelo professor Marcelo Alexandre Prado e teve como objetivo quantificar e qualificar os ácidos graxos do leite UHT, que são os componentes principais das moléculas de lipídeos deste alimento. Natália explica que as pesquisas, em geral, investigam as propriedades do leite antes de passar pelo processamento, conservação e embalagem. " Depois da ordenha da vaca, o leite é submetido a altas temperaturas para poder ser acondicionado nas caixinhas (princípio do processo UHT). Neste sentido, é importante verificar as alterações nas propriedades nutricionais após o processamento" , relata.
Para a pesquisa, Natália adquiriu amostras de três marcas de leite de vaca de várias regiões do país e de diferentes épocas do ano. Isto porque existe uma variação muito grande do produto por conta das formas de criação, alimentação do animal e clima da região. As análises contemplaram tanto o leite integral como o desnatado e, também, o semidesnatado. Amostras de leite em pó integral foram incluídas nas análises. " O intuito foi comparar os dados de diversos lotes a fim de obter um levantamento significativo, visto que no leite podem ser listados pelo menos 40 tipos de moléculas de ácidos graxos" , explica.
FONTE: I SAÚDE


terça-feira, 17 de julho de 2012

POLUIÇÃO AUMENTA RISCO DE ATEROSCLEROSE MESMO COM DIETA SAUDÁVEL

Resultados preliminares de uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) indicam que a exposição à poluição atmosférica nos grandes centros urbanos durante a gestação e logo após o nascimento aumenta o risco de desenvolvimento de aterosclerose em indivíduos predispostos mesmo que eles adotem uma dieta com baixos teores de gordura.


A aterosclerose é uma doença inflamatória, caracterizada pelo enrijecimento e obstrução dos vasos sanguíneos devido à formação de placas de gordura. Seu agravamento ao longo dos anos pode causar problemas como infarto, acidente vascular cerebral e trombose.
“Diversos estudos apontam a poluição como fator de risco para a doença, mas, de acordo com a literatura científica, animais predispostos só desenvolveriam a placa aterosclerótica caso recebessem uma dieta rica em gorduras. Por isso os resultados que obtivemos surpreenderam”, disse a bióloga Mariana Matera Veras, responsável pela pesquisa e membro do Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental (Inaira) - um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) financiados pela FAPESP e pelo CNPq no Estado de São Paulo.
O estudo foi feito com camundongos geneticamente modificados para desenvolvimento de aterosclerose. Os animais foram divididos em oito grupos e, ao fim do experimento, passaram por um exame de ultrassom para avaliar o tamanho da placa de gordura que havia se formado no interior dos vasos sanguíneos.
Os quatro primeiros grupos receberam uma dieta balanceada e com baixos teores de gordura desde o desmame, com um mês de vida, até o fim do quarto mês. O primeiro, considerado o grupo controle, ficou em uma câmera com ar filtrado e não sofreu exposição à poluição nem durante a gestação, nem após o nascimento.
O segundo grupo foi exposto ao ar poluído apenas durante a gestação e, nos quatro meses após o nascimento, foi colocado na câmera com ar filtrado. O terceiro grupo foi exposto apenas após o nascimento e o quarto grupo sofreu exposição tanto no período de gestação como após o nascimento.
Os quatro grupos restantes foram submetidos aos mesmos padrões de exposição aos poluentes, mas, diferentemente dos outros, foram alimentados de forma balanceada só até o terceiro mês de vida. Nos três meses seguintes, receberam uma dieta rica em gorduras.
“Nos animais que receberam a dieta rica em gordura o efeito da poluição foi menos importante e obscurecido pela alimentação”, disse Veras.
Já entre os camundongos com dieta balanceada, aqueles expostos à poluição durante a gestação apresentaram placa aterosclerótica três vezes maior que a observada no grupo controle. Nos camundongos expostos aos poluentes apenas após o nascimento, a placa foi sete vezes maior e, quando somadas a exposição gestacional e a pós-natal, o aumento foi de 13 vezes.
“Os dados sugerem que a poluição funciona como um fator de modificação do ambiente uterino. A poluição pode programar esses animais, fazendo com que tenham maior risco de desenvolver aterosclerose mesmo que após o nascimento adotem dieta balanceada e vivam em um local com ar puro”, disse Veras.
Os resultados foram apresentados no 31º Simpósio Anual da Society of Toxicologic Pathology, que será realizado de 24 a 28 de junho em Boston, nos Estados Unidos.
Multigerações
O grupo do Inaira investiga agora fatores como a quantidade de gordura circulante no sangue dos animais, marcadores inflamatórios e a expressão dos genes associados à formação da placa aterosclerótica para entender como a poluição interfere na progressão da doença.
“Sabemos que os poluentes agravam processos inflamatórios no organismo e isso favorece a progressão da placa, mas queremos saber se há outros mecanismos envolvidos”, disse Veras.
Paralelamente, outros estudos para avaliar o impacto dos poluentes na gestação e no sistema reprodutivo são conduzidos no Inaira, sob coordenação do professor Paulo Saldiva, também da FMUSP.
“A literatura científica mostra que a poluição das grandes cidades está relacionada à prematuridade, mortalidade neonatal e pós-neonatal, retardo do crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. Além disso, causa alteração da razão sexual, fazendo com que nasçam mais mulheres do que homens. Para estudar melhor esses desfechos, montamos um modelo animal”, explicou Veras.
Os experimentos com várias gerações de camundongos foram feitos no jardim da FMUSP, próximo a uma avenida movimentada da capital paulista. Os animais do grupo controle ficaram em câmaras com ar filtrado e o outro grupo, exposto ao ar ambiente.
“Já na primeira geração de animais expostos, verificamos diminuição da fertilidade, ou seja, o número de bebês camundongos nascidos vivos é menor e têm redução do peso ao nascer, o que também já foi observado em humanos”, disse Veras.
Na segunda geração de animais expostos ao ar poluído foram observados esses efeitos e alguns outros. As fêmeas apresentaram irregularidades no ciclo reprodutivo e os casais levaram em média mais tempo para copular, pois os machos mostravam desinteresse.
“Também houve nas fêmeas uma redução no número de folículos ovarianos, o que sugere que as gerações seguintes podem sofrer problemas de infertilidade. Nos machos, verificamos alterações na morfologia dos espermatozoides”, contou Veras.
Baixo peso no nascimento
Durante a passagem da segunda para a terceira geração de camundongos, os pesquisadores do Inaira notaram alterações na placenta que explicariam pelo menos em parte a redução no peso ao nascer.
“Também observamos que o cordão umbilical dos fetos expostos à poluição é mais fino, o que favorece a compressão. Avaliações de alterações na placenta e no cordão umbilical seriam viáveis em humanos e poderiam trazer informações importantes sobre os efeitos da exposição à poluição do ar na saúde fetal”, disse Veras.
Os pesquisadores avaliam atualmente a terceira geração de camundongos para entender se o baixo peso ao nascer tem impacto na saúde ao longo da vida. Já foi possível notar que os animais nascem com uma redução de 25% a 30% no peso dos órgãos.
“No pulmão, há um retardo do amadurecimento e, aparentemente, um menor número de alvéolos. Isso poderia significar um prejuízo da função respiratória. No rim, o número de glomérulos também é menor e há alterações no volume de alguns compartimentos cerebrais”, disse Veras.
Segundo a pesquisadora, essas alterações no desenvolvimento fetal não seriam grandes o suficiente para impedir que os animais levassem uma vida normal. “Mas caso sejam desafiados por uma doença no futuro, isso poderia fazer a diferença”, avaliou.
Os resultados das pesquisas com a primeira e a segunda geração de camundongos já foram publicados. O artigo Chronic exposure to fine particulate matter emitted by traffic affects reproductive and fetal outcomes in mice (doi:10.1016/j.envres.2009.03.006) de Mariana Matera Veras e outros, pode ser lido em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S001393510900053X .
O artigo Increased levels of air pollution and a decrease in the human and mouse male-to-female ratio in São Paulo, Brazil (doi:10.1016/j.fertnstert.2006.06.023) de Ana Julia F. C. Lichtenfels e outros, pode ser lido em www.fertstert.org/article/S0015-0282(06)03183-9/fulltext.
O artigo Particulate Urban Air Pollution Affects the Functional Morphology of Mouse Placenta (doi:10.1095/biolreprod.108.069591) de Mariana Matera Veras e outros, pode ser lido em www.biolreprod.org/content/79/3/578.full.pdf .
FONTE: ESTADÃO

terça-feira, 10 de julho de 2012

BEBER CAFÉ COM MODERAÇÃO PODE SER UM ALIADO NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS


Tomar café todos os dias pode fazer bem à saúde e até mesmo aumentar o tempo de vida. Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, divulgada em maio, estudou por oito anos um grupo de mais de 400 mil homens e mulheres americanos, de 50 a 71 anos. O resultado da pesquisa sugere que as pessoas que tomavam café tinham um tempo maior de vida.
O cardiologista Luiz Antônio Machado César afirma que o café não é composto apenas por cafeína, mas outros componentes importantes para o organismo, como antioxidantes.
Segundo a nutricionista da Associação Brasileira da Indústria de Café, Mônica Pinto, a a bebida é importante também na prevenção de doenças, principalmente para quem toma mais de três xícaras por dia.
Para preparar o café, ela recomenda aquecer a água e não ferver, além de filtrar sempre para não alterar o sabor. As opções para o preparo são o filtro de papel, o filtro de pano, o café expresso ou solúvel.
Para meio litro de água, é recomendado usar de 3 a 4 colheres rasas de sopa com pó de café.
De acordo com a nutricionista, para extrair todas as vantagens da bebida, depende muito mais do tempo de contato da água com o pó do que do modo de preparo.
Ela alerta que se o pó de café estiver muito escuro, é sinal de que torrou demais e perdeu suas substâncias benéficas. Por isso, é melhor sempre optar pelo pó de café que tenha cor parecida ao chocolate.
Uma xícara de café de 50 ml, filtrado no pano ou papel, pode ter em média 35 mg de cafeína. Já a mesma xícara de café instantâneo tem 33 mg e, de café expresso, em média 70 mg.
Embora o contato com a água no expresso seja menor, a pressão é grande e, por isso, é extraída uma boa quantidade de cafeína em pouco tempo de contato. A cafeína em excesso pode também atrapalhar a quantidade de cálcio nos ossos, mas a quantidade na xícara de café é tão pequena que não chega a ser um problema.
Outro problema do excesso da cafeína é o risco de ataque cardíaco, principalmente para quem não está habituado a tomar.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo, Fábio Atuí, a cafeína pode irritar a mucosa do estômago e provocar sintomas de queimação. Mas o café sozinho não causa problema; o que pode piorar o quadro é a associação com gastrite ou refluxo, por exemplo.
A cafeína pode também piorar a doença do refluxo gastro-esofágico, quando o ácido do estômago volta para o esôfago, que não é preparado para receber esse ácido refluxo. Isso provoca a queimação.
Um paciente com esse problema deve evitar café e outros produtos com cafeína, como chocolate, energético, chá preto, refrigerantes de cola, guaraná e até mesmo alguns remédios para dor de cabeça.
Há também a relação do café com a osteoporose, mas os estudos são contraditórios. Como a doença não está ligada apenas ao metabolismo do cálcio, só há risco quando a ingestão de café for realmente excessiva ou se a alimentação for pobre em outros minerais envolvidos.
Infarto no inverno
Proteger-se do frio pode ajudar na prevenção do infarto. Os médicos alertam para proteger principalmente a região do rosto e tomar cuidado com o choque térmico ao sair de uma região quente para uma região fria.

Um estudo feito por médicos do Instituto do Coração (InCor) analisou a quantidade de mortes por infarto do miocárdio em pacientes de São Paulo durante temperaturas altas e baixas. A conclusão foi que, no inverno (em temperaturas abaixo de 14°C), houve um aumento de 33% no número de mortes em relação aos dias com temperaturas mais quentes.
Segundo o cardiologista Luiz Antônio Machado César, um dos autores da pesquisa, nas temperaturas frias enfarta-se mais, os infartos são mais extensos e mais pacientes morrem. Isso acontece por causa do aumento da incidência de infecções respiratórias e por causa da diminuição do calibre dos vasos para manter o corpo aquecido.
Essa diminuição do calibre das veias, também conhecida como vasoconstrição, é um mecanismo que ajuda a aquecer o corpo principalmente em situações de choque térmico, quando a pessoa sai de um ambiente quente para um ambiente frio. Esse espasmo das artérias pode contribuir para o rompimento de placas e provocar um entupimento das veias. Mas isso somente em pessoas que apresentam fatores predisponentes, como diabetes, colesterol alto e pressão alta.
Já as infecções respiratórias deixam o corpo inflamado e essa inflamação chega às artérias, fazendo com que algumas partículas de gordura se desprendam, provocando o entupimento de alguma veia. Isso pode causar o infarto.
Por isso, é importante se proteger no frio, principalmente os idosos e pessoas com pré-disposição para infarto (pressão alta, colesterol alto, diabetes etc). Proteger a região do rosto e evitar situações de choque térmico também ajuda a prevenir. Para evitar as infecções respiratórias, é essencial tomar a vacina contra a gripe A (H1N1).

FONTE: G1



quarta-feira, 4 de julho de 2012

MENINA CONSEGUE RESSUSCITAR O PAI APÓS INFARTO NA GRÃ-BRETANHA


Uma menina britânica de 11 anos conseguiu ressuscitar sozinha seu pai após ele sofrer uma parada cardíaca em casa.
Para realizar o feito, ocorrido no último dia 18 de junho, a pequena Maria Rowe colocou em prática as aulas que recebeu no Redruth Badger Sett nos últimos quatro anos, um programa de ensinamento de práticas de primeiros socorros do serviço médico local voltado para as crianças.
Quando percebeu que seu pai estava sofrendo um infarto, Maria ligou para o 999 (número de emergência médica local) e, guiada pelo telefone por um paramédico, executou um conjunto de procedimentos conhecido como Ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
No terceiro ciclo da reanimação, John Rowe, de 64 anos, voltou a respirar, antes da chegada da ambulância.
Ele foi hospitalizado no hospital Royal Cornwall, no sudoeste da Inglaterra, e passa bem. Lá, os médicos constataram que o pai da menina havia sofrido uma parada cardíaca.
A mãe de Maria, Saras, disse: "O que Maria fez foi absolutamente incrível. Ela ficou calma e manteve o controle da situação durante todo o tempo. Eu nem sei o que faria numa hora dessas".
"Eu e John estamos muitos orgulhosos do que Maria fez e seremos eternamente gratos ao aprendizado de primeiros socorros que ela recebeu".
Dave Christophers, um dos responsáveis pelo programa, afirmou: "Não acho que Maria perceba a importância do que fez". "Ela foi calmamente à escola na manhã seguinte como se nada tivesse acontecido", acrescentou.
FONTE: UOL

quinta-feira, 28 de junho de 2012

TESTE SANGUÍNEO DETECTA RISCO DE INFARTO DEPOIS DE CIRURGIA

Um exame simples pode ajudar a prever quais pacientes têm maior risco de sofrer um infarto após cirurgias de impacto, como ortopédicas ou urológicas, por exemplo.

É o que mostra um estudo no "Journal of the American Medical Association", que acompanhou mais de 15 mil pacientes de diferentes países, incluindo do Brasil.

"Uma operação de grande porte nada mais é que um teste de esforço. Há um grande estresse para o coração e, portanto, risco de infarto", diz Otávio Berwanger, diretor do projeto e do Instituto de Pesquisas do HCor (Hospital do Coração, em São Paulo) e um dos autores do novo estudo.


Isso ocorre pelas reações do corpo a essa situação, como aumento dos níveis de adrenalina e maior tendência do sangue a coagular.

Berwanger afirma que o infarto que ocorre nas primeiras horas após a cirurgia é mais grave do que os que acontecem fora desse contexto. A mortalidade é de 14%, em comparação com uma taxa de até 8% nos infartos não relacionados a operações.

Isso se explica porque o paciente, que geralmente está sedado ou tomando analgésicos, não sente os sinais típicos do infarto, como dor no peito, não recebendo, portanto, os cuidados necessários.

"Estamos falando de um problema grave, mas pouco reconhecido", diz o médico.
O exame mede uma enzima, chamada troponina-T, que é liberada na corrente sanguínea em caso de infarto ou outro problema cardíaco grave. O teste já é usado na prática clínica para o diagnóstico do problema, mas não para o acompanhamento dos pacientes.

Surpreendentemente, os pesquisadores notaram que 25% dos pacientes que eram considerados de baixo risco, com boa evolução pós-operatória, na verdade tinham altos níveis de troponina-T.

Hoje, a avaliação dos pacientes com maior risco é baseada na história clínica da pessoa -idosos e doentes do coração inspiram mais cuidados. Mas o estudo indica que esse não é um bom indicador.

Berwanger diz que 11,6% dos 15 mil pacientes tiveram alteração da enzima. Desses, cerca de 7% sofreram eventos cardiovasculares graves, a maioria deles infartos.
Segundo Carlos Costa Magalhães, presidente da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), o estudo é importante.

"O exame, já usado nas suspeitas de síndrome coronariana aguda nas emergências, agora tem uma indicação para ser utilizado na evolução clínica de pré e pós-operatório de cirurgias."

FONTE; FOLHA

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SUPLEMENTO DE CÁLCIO DOBRA RISCO DE SOFRER INFARTO


Quem toma suplementos de cálcio pode ter risco maior de ter um infarto, segundo um estudo publicado no "British Medical Journal".

Em geral, os suplementos são recomendados a idosos e mulheres na pós-menopausa, que têm desgaste ósseo.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisar os dados de mais de 23 mil homens e mulheres da Alemanha. Eles tinham de 35 a 64 anos e foram avaliados periodicamente por 11 anos.

Análises anteriores já chegaram a indicar o contrário, que o suplemento poderia ter um efeito protetor contra doenças vasculares.

No entanto, pesquisas recentes mostraram que o suplemento pode elevar o risco de ataque cardíaco por acelerar o processo de endurecimento dos vasos sanguíneos.

Segundo o novo estudo do "BMJ", aumentar a ingestão diária de cálcio por meio da dieta não traz benefícios cardiovasculares significativos.

Mas quem toma suplementos de cálcio regularmente, além de outros minerais e vitaminas, tem 86% mais chance de ter um infarto do que aqueles que não tomam qualquer suplemento.

Para quem ingere apenas os suplementos de cálcio, esse risco é duas vezes maior.
O cardiologista e nutrólogo do Hospital do Coração Daniel Magnoni afirma, porém, que é preciso ter cautela ao interpretar o estudo.

"Não podemos crucificar a reposição de cálcio porque sabemos que a osteoporose é causa de quedas, fraturas e mortalidade, e a suplementação ajuda a reduzi-las."

Ele diz que o estudo não deve mudar a prática médica, mas, em caso de pessoas com histórico de doenças cardíacas, é preciso ligar um sinal de alerta.

Já Rosa Maria Rodrigues Pereira, responsável pelo ambulatório do osteoporose do serviço de reumatologia do Hospital das Clínicas da USP, afirma que os estudos até agora não são conclusivos.

"Mas, como há dúvidas, preferimos indicar a suplementação de cálcio pela dieta, principalmente para quem tem histórico de doenças cardiovasculares."

Pereira lembra que o tratamento deve ser individualizado para que os médicos pesem riscos e benefícios.

EM XEQUE
Além das críticas aos suplementos, outros remédios para osteoporose foram colocados em xeque.

Neste mês, a FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) publicou uma análise recomendando precaução no uso de longo prazo de bisfosfonatos. Depois de anos de uso, eles podem enfraquecer os ossos, aumentando o risco de fraturas de fêmur.

Como as complicações são muito raras, os médicos acreditam que, para mulheres com osteoporose grave, os benefícios dos medicamentos superam os riscos.

FONTES: UOL

terça-feira, 1 de maio de 2012

DIAGNÓSTICO TARDIO AUMENTA FATALIDADE POR INFARTO ENTRE MULHERES


Um dos maiores responsáveis pelo índice de fatalidade por infartos entre as mulheres é o diagnóstico tardio. "Quando sente a típica dor apertando o peito, o homem já corre para o pronto-socorro", diz a cardiologista Elizabeth Alexandre, diretora científica do Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
 
"Já a mulher não valoriza essa dor, supõe que é angústia, mau jeito na coluna e demora a procurar auxílio. Ao chegar à emergência, como predomina a cultura de que infarto é doença de homem, muitas vezes o médico também não reconhece os sintomas, custa a pedir exames e iniciar o tratamento."
 
Quanto mais rápida for a intervenção (com medicamentos que dissolvem o coágulo ou angioplastia - um balão é levado para dentro da artéria e inflado no local da obstrução, que ainda pode receber um stent, pequena mola de aço inox), maiores as chances de sobreviver sem sequelas.
 
Para complicar o quadro para o nosso lado, enquanto no homem os sintomas são claros e intensos - dor no peito irradiando para o braço esquerdo e sudorese -, as mulheres apresentam sintomas de baixa intensidade que podem ser confundidos com os de outras doenças comuns: dores nas costas, queimação no estômago, enjoo, náuseas e cansaço inexplicável.
 
Confira seus números
Para proteger o coração é essencial manter o check-up médico em dia. Veja abaixo quais são os números saudáveis:
 
Dose as gorduras do sangue: o colesterol total deve ficar abaixo de 200 mg/dl, o bom colesterol (HDL) exceder 50 mg/dl e o mau colesterol (LDL) não chegar a 100 mg/dl. Os triglicérides devem estar abaixo de 150 mg/dl. Veja com o médico quando repetir o exame.
 
Verifique a pressão arterial ao menos uma vez por ano. Índices até 12/8 mm Hg são considerados normais.
 
Monitore a dose o açúcar no sangue a partir dos 35 anos - ou antes, se houver suspeita de diabetes ou antecedente familiar. Em caso de resultado normal, abaixo de 100 mg/dl na glicemia de jejum ou 7 na hemoglobina glicada, repita o teste a cada dois anos.

domingo, 29 de abril de 2012

VACINA PARA DOENÇA CARDÍACA

Novas estratégias para combater as doenças do coração, como uma vacina e anticorpos monoclonais, podem mudar o panorama do tratamento em um período estimado de quatro a dez anos. As duas iniciativas pertencem ao campo da imunologia, uma frente de batalha que começa a ser explorada no enfrentamento dos males cardiovasculares. “A vacina e os anticorpos monoclonais podem ser considerados inovadores, pois, pela primeira vez, estão atacando as causas subjacentes às doenças cardíacas”, disse o cientista sueco Jan Nilsson, da área de Pesquisa Cardiovascular Experimental da Universidade de Lund, e líder dos estudos com a vacina. Ele é um pesquisador renomado na criação de tratamentos imunológicos.



Os testes realizados até agora, exclusivamente com camundongos, mostraram que a vacina reduziu os depósitos de placas de gordura nas artérias em até 70%. A proposta do imunizante é modificar a maneira como o sistema imunológico responde à formação de placas nas artérias, que estão na origem de problemas como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Ambos ocorrem quando as placas ateroscleróticas (de gordura) se rompem no interior das artérias. No coração, é o infarto. No cérebro, dá lugar ao AVC. Um dos processos envolvidos no rompimento dessas placas é a oxidação dos depósitos de gordura nas artérias. Quando isso acontece com as moléculas de gordura infiltradas no endotélio (membrana que reveste as artérias), o corpo passa a identificá-las como agente agressor e dispara anticorpos para se defender do ataque, causando inflamação e elevando o risco de ruptura.

O imunizante é feito com partes de aminoácidos (os tijolinhos que formam as proteínas) tirados da molécula de colesterol oxidado presente nas placas. No estágio atual, aguarda aprovação do FDA, agência americana que regulamenta medicamentos, para ser testado em humanos. Será ministrado por via subcutânea, por injeção. Porém, está sendo examinada uma segunda vacina na forma de spray nasal. “Minha expectativa é de que esteja disponível para ser usado em cinco anos”, diz o cientista Nilsson.


O cardiologista e pesquisador Bruno Caramelli, diretor da Unidade Clínica de Medicina Interdisciplinar do Instituto do Coração (InCor), da Universidade de São Paulo, acha que a vacina será um grande avanço. “Mas não se pode dizer que vá mudar todo o tratamento porque ainda não foi testada em seres humanos. Muitas promessas falham nessa etapa”, ressalva o especialista. “Além disso, provavelmente será muito cara e terá de ser tomada repetidas vezes”, afirma o cardiologista. O próprio Nilsson reconhece que o preço poderá ser alto e prediz que, por isso, as pessoas com risco elevado de infarto do miocárdio provavelmente serão as primeiras candidatas às abordagens imunológicas. 


Há mais perspectivas. Uma delas é uma das substâncias usadas na composição dessa vacina que demonstrou uma inesperada capacidade de reduzir a formação das placas de gordura e fazer a doença regredir.  Por isso, está sendo testada separadamente em 114 pacientes com doença arterial em 20 centros nos Estados Unidos e no Canadá. Os primeiros resultados serão divulgados este ano. “É uma abordagem interessante e há mais estudos nessa direção”, diz o professor e pesquisador Francisco Laurindo, diretor do Laboratório de Biologia Vascular do InCor. “A vantagem é que ambos os tratamentos, a vacina e os anticorpos monoclonais, têm mecanismos diferentes de ação e podem ser usados em conjunto com as terapias atuais, que reduzem o risco de doença cardiovascular em 40%”, afirma o sueco Nilsson. Ele acredita que a vacina poderá também ser usada em crianças. Outros avanços estão a caminho. “O futuro do tratamento das doenças cardiovasculares está na aplicação dos recursos da genética para buscar novos alvos e criar terapias dirigidas. Muita gente está trabalhando nisso”, disse à ISTOÉ o renomado pesquisador Peter Libby, da Universidade de Harvard.

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RESTAURANTE "INFARTO GRILL"


SANDUÍCHE DUPLA PONTE DE SAFENA, PESA QUASE MEIO QUILO

O restaurante The Heart Attack Grill, em Las Vegas, que se vangloria de seus hambúrgueres capazes de causar ataques cardíacos em seus clientes, acaba de fazer a segunda vítima. Uma cliente não identificada foi levada por uma ambulância depois de comer o lanche conhecido como Dupla Ponte de Safena. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, o dono do restaurante, Jon Basso, disse que ela estava "comendo, bebendo, fumando, rindo e se divertindo" antes de ser levada pelos médicos.
A rede ofecere hambúrgueres feitos com banha de porco, cheios de bacon e queijo. As garçonetes se vestem como enfermeiras e uma ambulância fica estacionada do lado de fora. O slogan do The Heart Attack Grill é "sabor pelo qual vale morrer". O maior lanche da casa, o Quádrupla Ponte de Safena, vem com quatro carnes e mais de 20 fatias de bacon. Tem entre 8 e 10 mil calorias e entrou para o Guinness como sanduíche mais calórico do mundo.
Em fevereiro, um homem foi socorrido por paramédicos depois de comer o hambúrguer conhecido como Tripla Ponte de Safena. "Atraímos clientes que gostam de se arriscar", disse Basso.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

REFRIGERANTES AUMENTAM O RISCO DE INFARTO E OUTRAS DOENÇAS

Um estudo norte-americano concluiu que o consumo de refrigerantes aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto. A situação é mais grave em relação às bebidas com açúcar, mas a versão dietética também apresenta o problema.


O refrigerante está entre as principais fontes de açúcar da dieta. Pesquisas anteriores já haviam ligado o consumo a problemas como o ganho de peso, a diabetes e a pressão alta, que, por sua vez, são fatores de risco para o coração. A pressão alta, aliás, não é causada só pelo açúcar, mas também pelo sódio, que está presente na versão dietética.
No estudo, as pessoas que bebem mais de um copo por dia de refrigerante com açúcar apresentaram maiores níveis de pressão sanguínea e de colesterol. Eles também consomem mais carne vermelha e laticínios integrais, que têm mais gordura, e fazem menos atividade física, em comparação com a média.
Já o consumo de refrigerantes sem açúcar foi maior entre pessoas com alguma doença crônica – como, por exemplo, diabetes – e por obesos.
Os autores do estudo isolaram estes fatores que coincidiram com o maior consumo de refrigerantes e, ainda assim, encontraram relação entre a bebida e o risco cardiovascular.
A pesquisa foi feita com dados de estudos com profissionais de saúde dos Estados Unidos, que acompanharam mais de 120 mil pessoas ao longo das décadas de 1980, 1990 e 2000. Os resultados obtidos pelos especialistas da Clínica Cleveland e da Faculdade de Medicina Harvard, em Boston, foram publicados pelo “American Journal of Clinical Nutrition”.
FONTE: GLOBO

sábado, 21 de abril de 2012

MUITAS PESSOAS NÃO ASSOCIAM O FUMO À DOENÇAS CARDIOVASCULARES


O hábito de fumar não é associado às doenças cardiovasculares como um fator de risco por muitas pessoas em diversos países, segundo estudo apresentado no Congresso Mundial de Cardiologia, que acontece em Dubai até o dia 21 de abril.
Encomendada pela Federação Mundial do Coração e executada pelo Projeto Internacional de Controle do Tabaco (ITC Project, em inglês) e pela Iniciativa contra o Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pesquisa apresentada mostra que 70% dos fumantes chineses, 50% dos indianos e 40% dos holandeses desconhecem que o fumo contribui para o infarto. Os dados são referentes a 2009 e 2010.
Em relação ao Brasil, 24,6% dos fumantes adultos, em 2008, não acreditavam ou não sabiam que o cigarro pode levar ao infarto, segundo pesquisa divulgada na página do ITC na internet.
No Reino Unido, nos Estados Unidos, na Austrália e no Canadá – considerados avançados em sistema de saúde e legislação antitabagista –, quase 50% de pessoas que fumam afirmaram não saber que os fumantes passivos estão sujeitos a um ataque do coração quando expostos ao cigarro.
Apesar das mensagens de advertência em produtos, nenhum país implantou programa de avisos que alertam a população sobre a elevação do risco de uma doença cardíaca no caso de fumantes passivos, disse o chefe de pesquisa do ITC Project, o professor da Universidade de Waterloo, no Canadá, Geoffrey Fong.
Para diminuir os ataques cardíacos relacionados ao fumo, as entidades responsáveis pela pesquisa recomendam o aumento do preço de cigarros e outros derivados, a proibição do fumo em locais públicos e de trabalho e a adoção de estratégias para desestimular o consumo entre jovens.
As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no mundo – o que corresponde a 17,3 milhões de casos por ano, dos quais 87% são decorrentes da à exposição ao fumo.
 
FONTE: UOL

sexta-feira, 20 de abril de 2012

PROJETO COM MEDIDAS SIMPLES E BARATAS PODEM REDUZIR EM ATÉ 20% MORTES POR INFARTO

Um projeto que testou medidas simples e baratas para atender pessoas com infarto em hospitais do SUS aumentou o uso de tratamentos corretos e reduziu em 20% as mortes pela doença.

O programa Bridge (Brazilian Intervention to Increase Evidence Usage in Practice), desenvolvido pelo HCor (Hospital do Coração) em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica, definiu e testou maneiras de aumentar o seguimento, por parte de médicos e enfermeiros, das recomendações de tratamento para o infarto.

Os resultados do projeto foram apresentados em março na sessão principal do congresso do American College of Cardiology, em Chicago, nos EUA. No mesmo dia, a pesquisa foi publicada no "Journal of the American Medical Association".

O objetivo era fazer com que a equipe médica prescrevesse todos os remédios que devem ser dados nas primeiras 24 horas após o infarto.

HIATO
"Em um mundo perfeito, todo paciente que chega com infarto no hospital deve receber uma série de remédios, como aspirina e anticoagulantes. Mas há hiatos entre a diretriz e a prática", afirma Otávio Berwanger, diretor do projeto e do Instituto de Pesquisas do HCor.

Segundo ele, a taxa de pacientes que recebem todas as terapias necessárias era de 49% nos hospitais observados. Com o projeto, essa fatia aumentou para 67,9%.

"Não é que os médicos não conheçam as diretrizes ou sejam mal-intencionados. Também não é por falta de medicamentos. Mas a emergência pode estar lotada e isso torna muito fácil deixar passar algum procedimento."

A equipe do projeto acompanhou 34 hospitais do SUS e 1.150 pacientes (com média de 62 anos) por oito meses.

Os hospitais foram divididos em dois grupos: 17 foram só observados, para ver como tratavam a doença e, nos outros 17, houve treinamento para usar o programa.

PASSO A PASSO

O primeiro passo do programa é identificar e atender rapidamente os pacientes com sintomas de infarto.

Depois, cada um é classificado de acordo com a gravidade. E, com um "check list" nas mãos, o médico indica os remédios necessários para cada uma das classes.

Uma enfermeira foi treinada como gerente de casos para ver se todos os procedimentos foram seguidos.

Berwanger compara essa checagem com a que ocorre em um avião: "Os comissários avisam que as poltronas precisam voltar à posição original no pouso, mas alguém verifica se isso foi feito por todos os passageiros".

Renato Lopes, que dirigiu o estudo com Berwanger e é professor-adjunto de cardiologia da Universidade Duke (EUA), diz que, apesar da queda da mortalidade e de novos infartos em um período de 30 dias, o estudo não foi desenhado para ver esse tipo de desfecho clínico nem tem poder estatístico para isso devido ao número de pacientes.

"Mas os resultados apontaram o sucesso da adesão aos tratamentos", afirma.

Além disso, como dizem os autores no estudo, medir a melhora do atendimento de infarto envolve outros indicadores que não foram englobados, como avaliação da função ventricular, aconselhamento para parar de fumar e encaminhamento para reabilitação cardíaca.

O projeto Bridge faz parte do Proad (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) do Ministério da Saúde, uma parceria do governo com hospitais privados considerados de excelência.

Segundo Helvécio Magalhães, secretário de Atenção à Saúde do ministério, o conceito do Bridge deverá ser adaptado pelo SUS.

"O estudo mostrou que precisamos reforçar o treinamento de pessoal e monitorar a adesão aos tratamentos. Só ter o protocolo e os remédios não quer dizer que a equipe médica aderiu."

Magalhães disse que o mesmo deve ser feito para tratar derrame e traumas.

FONTE:FOLHA

domingo, 26 de fevereiro de 2012

GEL PODE RECUPERAR TECIDO CARDÍACO DANIFICADO POR INFARTO


Hidrogel injetável promete tratar danos no tecido do músculo do coração causados por infarto. Foi desenvolvido por cientista da Universidade da Califórnia, em San Diego. Nos Estados Unidos são estimados 750 mil ataques cardíacos a cada ano, no Brasil são 320 mil mortes por problemas cardiovasculares por ano.
O gel é produzido a partir de TECIDO CONJUNTIVO CARDÍACO, retirado de células musculares do coração por meio de um processo de limpeza. É liofizado, moído até virar pó e liquefeito até se tornar um fluído podendo ser facilmente injetado no coração. Atingindo a temperatura do corpo, forma um gel semi-sólido e poros, que leva as células a recuperar as áreas danificadas do tecido cardíaco. Na pesquisa o hidrogel pode ser injetado no corpo humano por meio de um cateter. O teste usou tecido do coração de porcos, foi aplicados em ratos e não causou nenhuma rejeição do organismo ou arritmias cardíacas nos animais.


TECIDO CONJUNTIVO
As células do tecido conjuntivo têm como função servir de suporte e manter unida a estrutura corporal. Presente na maioria dos órgãos, forma grande parte dos músculos, tendões, ossos, cartilagens e da pele.
INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
Conhecido popularmente como ataque cardíaco, o infarto agudo do miocárdio se caracteriza pela ausência ou pela diminuição da circulação sanguínea no coração, o que priva o músculo cardíaco (miocárdio), no local acometido, de oxigênio e de nutrientes, causando lesões importantes que podem levar até a morte de suas células, conforme o tempo de duração do evento. Fazendo com que o funcionamento do coração possa ser seriamente afetado. O bloqueio ao fluxo de sangue habitualmente se deve à obstrução de uma das artérias coronárias, em razão de um processo inflamatório associado à presença de placas de colesterol em suas paredes, a ARTEROSCLEROSE. O sangue fica impedido de circular tanto pelo desprendimento de um fragmento dessas placas formando coágulos nas artérias. É uma ocorrência grave, e está em as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Quanto antes a pessoa receba atendimento médico diante dos primeiro sintomas, maiores serão as chances de sobrevida.
CAUSAS E SINTOMAS:
Dor referida no tórax contínua, de forte intensidade e sensação de compressão, aperto ou queimação no peito, ardor semelhante à azia, dor peitoral irradiada para a mandíbula e para os ombros e braços, mas frequentemente do lado esquerdo do corpo, palpitações prolongadas (arritmias), a pessoa pode apresentar ainda suor excessivo, náuseas, vômitos, tontura e desfalecimento, ansiedade e agitação. DIABÉTICOS APRESENTAM MENOS SINTOMAS OU NADA SENTEM AO INFARTAR.
O ataque do coração resulta de uma série de agressões acumuladas ao longo dos anos, como: TABAGISMO, OBESIDADE, DIABETES, HIPERTENSÃO ARTERIAL, NÍVEIS ALTOS DE COLESTEROL, ESTRESSE, SEDENTARISMO, ENTRE OUTROS. Todas elas, isoladamente, constituem fatores de risco para o infarto agudo do miocárdio e aumentam a probabilidade de ocorrência desse evento quando presentes em conjunto na mesma pessoa.
EXAMES E DIAGNÓSTICO:
É feito por um serviço de saúde de emergência, com base nos sintomas e nos resultados do eletrocardiograma - sugerindo a interrupção da circulação no coração, e de exames de sangue que medem o nível de enzimas resultantes da destruição de células cardíacas. O ecocardiograma pode ser usado nos casos duvidosos. Uma vez confirmada a suspeita, outros métodos de imagem costumam ser usados para investigar a extensão da lesão do miocárdio, o local da obstrução e os vasos envolvidos.
TRATAMENTO E PREVENÇÕES:
O tratamento visa diminuir a lesão no miocárdio e evitar complicações fatais, o que requer a administração de medicamentos para o coração trabalhar de modo mais econômico e para ajudar a restaurar a circulação sanguínea local. Dependendo do tipo de infarto e da gravidade do entupimento, a desobstrução das artérias muitas vezes requer um procedimento mais invasivo, como a angioplastia e ou a cirurgia de revascularização do miocárdio. Empregando pontes de veia safena ou de artéria mamária, a intervenção cirúrgica constrói um caminho alternativo para o miocárdio ser irrigado pelo sangue. A angioplastia, dilata a parte estreitada da artéria doente por meio de um pequeno balão, que é levado até o local da obstrução por um cateter e ali é insuflado para promover a dilatação arterial, e implantado um dispositivo metálico denominado stent no locar tratado para evitar que a obstrução retorne.
O tratamento deve prosseguir com medicamentos e mudanças importantes no estilo de vida, equilíbrio na alimentação, prática de exercícios regulares, parar de fumar e controle rigoroso dos fatores de risco. Sobrevivendo a um infarto e adotando hábitos saudáveis, consegue voltar à vida normal e retomar suas atividades.
A melhor maneira de evitar o infarto é reduzir a exposição aos fatores de risco que podem ser controlados, como o cigarro, a obesidade, o estresse, o sedentarismo, o diabetes, a hipertensão e os níveis elevados de colesterol.
A alimentação deve ser composta de carnes magras, peixes e aves, além de verduras, legumes e frutos, com  uso de óleos de origem vegetal (azeite de oliva, canola).
Prática de atividade regular, sempre com orientação profissional, tanto para a manutenção do peso e das taxas de glicose e colesterol.
Visitar periodicamente o cardiologista a partir dos 40 anos e fazer os exames solicitados na consulta de rotina. Histórico de doença cardíaca na família deve ficar mais atento aos fatores de risco. 
Fonte: Fleury