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sexta-feira, 20 de julho de 2012

HOSPITAL ERRA DIAGNÓSTICO E CRIANÇA COM GRIPE SUÍNA MORRE EM CASA



Michelle Fernando, de dois anos, morreu 22 horas depois de tomar um analgésico e ser mandada para casa pelos médicos.
Michelle começou a exibir os sintomas da gripe uma semana depois que sua mãe, Uthpala, de 27 anos, adquiriu a gripe suína, de acordo com o site Daily News.
Preocupado, seu pai, Rashid, de 30 anos, a levou ao Hospital Infantil de Bristol, mas os médicos a mandaram para casa somente com analgésico e a recomendação de muita hidratação.
No dia seguinte, Michelle parou de respirar e foi levada ao hospital às pressas. Infelizmente, a menina já chegou morta.
Nos exames, foram encontrados traços do vírus da gripe suína na garganta e no nariz, mas um patologista declarou que a menina morreu de pneumonia e septcemia.
O pediatra Thomas Allport ficou à frente da investigação realizada após a morte da menina. Ele disse ao juiz que era possível que a pneumonia já estivesse estabelecida no corpo de Michelle.
No entanto, durante o exame, não foi detectado nenhum sinal de pneumonia. Dr. Allport também disse que era muito improvável que a septicemia tenha se desenvolvido no corpo da menina.
O médico Jon Kim, que foi o primeiro que a examinou, também prestou depoimento. Ele disse que os pais da menina estavam preocupados com a diarreia e o vômito, que são sintomas incomuns para uma pneumonia.
Outro ponto questionado durante a investigação foi o porquê que a ambulância não chegou mais rápido ao local.
Paul Eland, do Serviço de Ambulâncias de Great Western, disse que os operadores foram orientados a lidar com as chamadas mais urgentes da gripe suína. Como Michelle não estava exibindo os sintomas mais “prioritários”, o caso dela não foi classificado como urgente.
FONTE: R7

sábado, 7 de julho de 2012

TRÊS PESSOAS SÃO INTERNADAS POR DIA VÍTIMAS DE INTOXICAÇÃO EM SÃO PAULO


São Paulo – Envenenamentos, intoxicações e exposição a substâncias nocivas causam, em média, três vítimas todos os dias no estado de São Paulo, mostrou o levantamento da Secretaria de Saúde. Apesar de ter havido queda no número de internações (em 2011 foram 951 casos ante 1.132 de 2010), o número de mortos ainda é alto, 29 no ano passado contra 26 em 2010.
Segundo o médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau), Roberto Stefanelli, esse tipo de acidente ocorre por vários motivos e mudam conforme a idade do paciente. Crianças de 1 a 4 anos de idade representam 21% dos casos, tendo como principal razão o descuido de pais e responsáveis no armazenamento de medicamentos e produtos tóxicos.
"É muito comum guardar o produto de limpeza em garrafa de refrigerante. A criança vê o colorido da garrafa e acaba ingerindo e se intoxicando", disse Stefanelli. Para evitar acidentes, o médico orienta que esse tipo de substância seja guardada somente em armários com chaves ou em lugares altos, fora do alcance de crianças.
Quando suspeitar de intoxicação, o procedimento é levar a vítima imediatamente ao atendimento de emergência, junto com o frasco ou resto da substância que causou o acidente para auxiliar na identificação por parte dos médicos. Stefanelli lembra, além disso, que nunca se deve provocar vômito no paciente, pois o líquido ingerido pode ser corrosivo e lesar órgão internos. "Vai piorar a situação. Se ele estiver com o nível de consciência reduzido e vomitar, ele pode aspirar o vômito e ele ir para o pulmão. Aí fica muito mais grave, pode levar até a morte".
O médico ainda relatou que, em boa parte dos casos de crianças intoxicadas que chegam à emergência, as famílias desconhecem a causa do mal-estar. Por isso, deve-se suspeitar de envenenamento quando a criança apresentar vômitos, diarreia, salivação excessiva, rebaixamento do nível de consciência ou sonolência. Os sintomas, porém, podem variar de acordo com o tipo de substância ingerida.
Outra faixa etária que costuma sofrer intoxicação é a de adolescentes e jovens adultos. Nesses casos, no entanto, as causas são excesso da ingestão de bebidas alcoólicas e uso de drogas ilícitas. Adultos que vivem nas áreas urbanas, normalmente, são internados após tentativas de suicídio e acidentes de trabalho, como vazamentos de produtos químicos e de fumaças tóxicas. Nos acidentes com gases, é importante pedir socorro aos bombeiros e jamais entrar no recinto.
"Ao entrar no ambiente que está cheio de gás, para socorrer alguém, você também vai se contaminar. Em vez de uma vitima serão duas", alerta o médico. Já nas regiões rurais, envenenamentos em decorrência da manipulação e inalação de inseticidas na agricultura são os quadros mais comuns registrados pela pesquisa.
Entre os idosos, a intoxicação geralmente ocorre por erro na dosagem de medicamentos. "Eles se esquecem de que já se medicaram e tomam de novo, ou acabam tomando doses erradas", diz o médico. Por isso, a orientação de Stefanelli é de que haja controle por meio de anotações nos frascos e identificação nas cartelas de comprimidos das quantidades já ingeridas.
Em todos os casos de intoxicação, sobretudo quando a vítima estiver inconsciente, Stefanelli recomenda deitá-la de lado enquanto o socorro não chega. "Isso evitará que o vômito seja aspirado e chegue até o pulmão", orientou.
FONTE: ESTADÃO

quinta-feira, 14 de junho de 2012

VÍRUS CAUSA DIARREIA EM 1,5 MIL EM BEBEDOURO (SP)


O Serviço de Vigilância Epidemiológica de Bebedouro, no interior de São Paulo, descartou na quinta-feira que o surto de diarreia e vômito que atingiu 1,5 mil pessoas nas últimas duas semanas tenha sido causado pela contaminação da água distribuída à população. De acordo com o órgão, a contaminação foi causada pelo norovírus.
Desde o fim de maio, moradores de diferentes faixas etárias em diversas regiões da cidade começaram a apresentar sintomas de gastrointerite. O surto assustou a população e se levantou a suspeita de que a contaminação pudesse ser pela água.
Mas, de acordo com a vigilância, exames feitos em amostras de fezes pelos laboratórios do Instituto Adolfo Lutz de São Paulo e Ribeirão Preto confirmaram que o agente causador do surto era o norovírus. Exames também constataram que a água consumida pelos moradores estava dentro dos padrões de normalidade.
Segundo a vigilância, a situação na cidade praticamente se normalizou. Faz cerca de 10 dias que a procura nos postos parou e todas as 1,5 mil pessoas que contraíram os sintomas passam bem. Entre elas, está o metalúrgico Pedro Paulo Bernardes Simão, de 45 anos. "Fiquei quase uma semana passando mal, com cólicas e diarreia, parecia que eu ia morrer. Perdi uns três quilos", contou. "Agora que a gente descobriu que não é a água, dá para ficar mais tranquilo", disse. 
FONTE: ESTADÃO

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SURTO DE DOENÇA DESCONHECIDA CAUSA DUAS MORTES EM PRESÍDIO DE MG


A Secretaria da Saúde de Minas Gerais informou na noite desta sexta-feira a ocorrência de duas mortes em um presídio em Ipatinga por "surto de doença aguda de causa indeterminada".

"Até o momento temos a informação de 12 casos da referida doença, com registro de dois óbitos", diz nota da secretaria, que relata como sintomas da doença febre, vômito, pressão baixa e prostração.

As vítimas do Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional) de Ipatinga, no Vale do Aço, são oito mulheres, todas presas, e dois agentes penitenciários (um homem e uma mulher).

"Os dois óbitos foram de detentas que conviviam na mesma cela", diz a nota, acrescentando que as outras dez pessoas com sintomas da doença estão hospitalizadas.

Segundo a secretaria, a primeira morte ocorreu na terça-feira (8). Após apresentar os sintomas, a pessoa morreu em 24 horas. A segunda foi nesta sexta-feira. A vítima começou a apresentar os sintomas na quarta-feira (9).

A nota não informa o número de presos no Ceresp de Ipatinga. Diz apenas que o surto se restringe a uma cela.

As visitas aos presos estão suspensas até que seja identificada a doença. Amostras estão sendo enviadas para exames e os presos estão recebendo medicação com antibiótico para meningite e medicamentos para síndrome gripal aguda.

A secretaria também determinou "isolamento respiratório da área do presídio para todos os casos sintomáticos nos hospitais da região". No presídio haverá quarentena.

"Inicialmente, o surto está restrito a apenas uma cela, mas as medidas são necessárias para evitar aumento do número de casos e expansão para os outros setores da instituição", diz a nota.

A secretaria orientou parentes e outras pessoas que tiveram contatos com os doentes a procurarem atendimento médico imediatamente, se apresentarem os sintomas da doença.

FONTE: FOLHA