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terça-feira, 31 de julho de 2012

ESTUDO LIGA STRESS DOS FILHOS À DIETA DA MÃE DURANTE A GRAVIDEZ


Se você sofre de stress, a culpa pode ser da sua mãe ou, mais especificamente, do que ela comeu durante a gravidez. É o que diz uma pesquisa publicada no periódico Faseb, da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental. O estudo mostra que a ingestão de alimentos que contém colina – substância presente na lecitina de soja, bife de fígado ou gema de ovo, por exemplo – durante a gravidez afeta o modo como o filho vai reagir ao stress durante toda a vida.
Os pesquisadores encontraram uma ligação entre a ingestão de colina e alterações chamadas de marcas epigênicas – um mecanismo que pode “ligar” ou “desligar” uma função do gene, deixando-a ativa ou não. A colina ativa as marcas epigênicas ligadas aos níveis de cortisol, mantendo-o baixo. No organismo, altas taxas de cortisol estão relacionadas a diversas desordens, desde problemas mentais, até metabólicos e cardiovasculares.
Para chegar a este dado, os pesquisadores acompanharam o terceiro trimestre de gravidez de um grupo de mulheres submetidas a uma dieta repleta de alimentos que continham colina. Metade ingeriu a quantidade recomendada da substância, ou seja, 480 mg ao dia. A outra metade ingeriu quase o dobro da quantidade sugerida: 930 mg ao dia.
Para acompanhar o que acontecia no corpo das mães e dos bebês, eles coletaram sangue materno, sangue do cordão umbilical e da placenta. O objetivo era mensurar o nível de cortisol e a quantidade de genes que expressam o controle do cortisol. A conclusão foi que aqueles cujas mães consumiram grandes quantidades de colina mostraram níveis reduzidos de cortisol. “Esperamos que nosso dado contribua para o aumento da recomendação de ingestão de colina durante a gravidez, para reduzir o risco de doenças relacionadas ao stress durante a vida da criança”, disse Marie A. Caudill, pesquisadora da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
FONTE: VEJA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ANSIEDADE E STRESS ESTÃO RELACIONADOS A CASOS GRAVES DE CÂNCER


Ansiedade e stress podem estar ligados ao surgimento de tipos de câncer mais graves, de acordo com uma nova pesquisa feita com animais e publicada nesta quarta-feira no periódicoPLoS One. O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que, entre os camundongos que foram expostos a raios ultravioletas, os mais ansiosos foram os únicos a desenvolverem um tipo mais invasivo da doença.
De acordo com os autores da pesquisa, é importante diferenciar o stress ‘bom’ do ‘ruim’. O primeiro é aquele que motiva o funcionamento do sistema imunológico, preparando o corpo para enfrentar doenças, e pode ser exemplificado pela ansiedade antes de uma apresentação importante no trabalho. Já o stress ‘ruim’ rompe a capacidade de o organismo lutar contra esses ‘inimigos’ e enfraquece o corpo.
A pesquisa — Para avaliar a ansiedade dos animais, os cientistas realizaram experimentos em camundongos, colocando-os em situações em que eles tinham que cumprir uma tarefa ao mesmo tempo em que precisavam fugir de algum elemento que apresentava perigo. Após serem classificados como ansiosos ou não, os camundongos, que não tinham pelos, foram expostos a raios ultravioleta em sessões de dez minutos cada, três vezes por semana e ao longo de dez semanas. Essa exposição é semelhante a de seres humanos que passam muito tempo ao sol, de acordo com a pesquisa, o que permite que o modelo de câncer criado se assemelhe ao de humanos.
Embora todos os camundongos tenham eventualmente desenvolvido câncer de pele — o que já era esperado — os animais que foram classificados como os mais ansiosos tiveram mais tumores e foram os únicos a serem acometidos por formas invasivas da doença. Além disso, eles mostraram uma resposta imunológica mais fraca em frente ao câncer do que os outros.
"O diagnóstico e o tratamento do câncer geram stress e ansiedade, mas esse estudo mostra que esses fatores podem também acelerar a progressão da doença, acarretando um ciclo vicioso”, diz Firdaus Dhabhar, coordenador do estudo, que chama a atenção para o fato de que a pesquisa ainda deve ser realizada em humanos para que as conclusões sejam consistentes. Segundo o cientista, o próximo passo de sua equipe será analisar os efeitos positivos da redução do stress e da ansiedade no tratamento de pessoas diagnosticadas com câncer. "Nós realmente pretendemos aproveitar a mente e o corpo do paciente para fazer tudo o que a medicina pode para conseguir o sucesso do tratamento".