Mostrando postagens com marcador DOENÇA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DOENÇA. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de julho de 2012

BRASIL REGISTRA 33 MIL CASOS DE HEPATITE VIRAIS POR ANO


Levantamento divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Ministério da Saúde indica que cerca de 33 mil novos casos de hepatites virais são notificados a cada ano no Brasil. O maior número de infecções nos últimos 14 anos é por hepatite B, totalizando 120 mil casos entre 1999 e 2011.
Os dados apontam ainda que a Região Sudeste concentra a maioria das notificações da hepatite B (36,3%), seguida pelo Sul (31,6%). A relação sexual, de acordo com a pasta, é a forma predominante de transmissão (52,7%). A doença atinge principalmente a faixa etária de 20 a 39 anos.
No mesmo período, foram registrados 82 mil casos da hepatite C no país. A maior parte das pessoas infectadas vive nas regiões Sul e Sudeste (90%), com destaque para os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul, com 56,9% e 13%, respectivamente.
A taxa de incidência da hepatite A vêm caindo significativamente desde 2006. Em 2005, quando ocorreu o ápice da doença, eram 11,7 mil infectados para cada 100 mil habitantes, enquanto que a taxa foi 3,6 mil em 2011. A Região Norte aparece com a maior incidência (15,6), seguida pelo Sudeste (1,5). As crianças com 5 anos ou mais são as mais afetadas (36,8%).
A hepatite D acomete somente pessoas que já têm o tipo B da doença. Entre 1999 e 2011, foram notificados 2.197 casos, sendo a maioria na Região Norte (76,4%), com destaque para o Amazonas (37%) e o Acre (29,3%).
FONTE: I SAÚDE

quarta-feira, 6 de junho de 2012

APÓS 70 ANOS, VACINA PARA PREVENIR A DENGUE ESTÁ A VISTA


Um dos piores legados da Segunda Guerra Mundial no Pacífico continua sendo combatido 70 anos depois, mas a vitória sobre a dengue, doença que o conflito ajudou a espalhar pelo mundo, pode estar à vista.
O Exército dos Estados Unidos, que a exemplo de seu inimigo Japão perdeu milhares de soldados por causa da dengue na década de 1940, acumulou recursos para derrotar esse assassino tropical transmitido por mosquitos. Mas a batalha para desenvolver a primeira vacina pode ser vencida não nos Estados Unidos, e sim nos domínios do laboratório francês Sanofi.
A empresa parisiense espera obter em setembro resultados positivos em um importante teste com crianças na Tailândia, o que abriria o caminho para a comercialização, a partir de 2015, de uma droga que seria capaz de prevenir os estimados 100 milhões de casos anuais da dengue. A febre mata cerca de 20 mil pessoas por ano no mundo todo, sendo muitas delas crianças.
A Sanofi investiu 350 milhões de euros (cerca de R$ 882 milhões) em uma nova fábrica na França para produzir essa vacina com três doses. A expectativa é de um faturamento anual da casa de 1 bilhão de euros (aproximadamente R$ 2,52 bilhões), já que metade do mundo está exposta à enfermidade, especialmente em metrópoles tropicais como Rio de Janeiro, Cidade do México, Manila ou Mumbai.
Mas, assim como ocorre com a concorrente britânica Glaxo Smith Kline, cuja nova vacina contra a malária revelou-se promissora, a Sanofi está se preparando para sofrer pressões para que a droga seja acessível a bilhões de pessoas pobres demais para comprá-la a preço de mercado.
A espera é longa. Focos da dengue são identificados desde o século 18 nas Américas, África e Ásia, e ela foi vista por generais dos Estados Unidos como um grave empecilho militar na guerra de 1898 contra a Espanha em Cuba e nas Filipinas. Mas a doença só adquiriu mesmo proporções mundiais décadas atrás, em grande parte por causa dos gigantescos movimentos de tropas pelo teatro de operações do Pacífico na Segunda Guerra.
O conflito, no qual cerca de 90 mil americanos foram hospitalizados por causa da dengue, motivou os primeiros esforços para o desenvolvimento de uma vacina, período em que cientistas dos Estados Unidos e Japão isolaram o vírus, difundido pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Mas a doença, que causa intensas dores musculares e nas articulações, continuou atingindo soldados em sucessivos conflitos - Vietnã, Somália, Haiti -, além de atrapalhar a vida de milhões de civis.

FONTE: DIKAJOB