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sábado, 21 de julho de 2012

PERNAMBUCO REGISTRA ALTA DE 88% NA NOTIFICAÇÃO DE CASOS DE DENGUE


Pernambuco notificou, nos primeiros seis meses deste ano, 51.825 casos de dengue (18.963 confirmados), em 183 municípios do estado, aumento de 88% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram registrados 27.567 eventos, sendo 12.119 positivos. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na quinta-feira (19).
O levantamento, realizado até o início de julho, ainda aponta 11 mortes causados por dengue contra 41 no ano passado, redução de 273%. O estado diagnosticou também a redução dos casos de dengue grave (com complicações ou hemorrágicas), que saíram de 585, em 2011, para 147, em 2012, caindo 298%.
O secretário estadual de saúde, Antonio Carlos Figueira, conta que as unidades de saúde pernambucanas foram treinadas para padronizar o protocolo de atendimento aos pacientes com suspeita de dengue. Ele ainda explica que, desde o início do ano, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), " as pessoas que chegam com alguns sintomas da dengue começam logo a ser hidratadas. Também há um monitoramento específico para analisar a evolução do caso, otimizando o diagnóstico e o tratamento" , conta.
A prova do laço é um importante teste e dá sinais de alarme existentes em 85% dos pacientes com dengue hemorrágica, por exemplo. Para fazer o exame, é preciso usar um aparelho de aferir pressão e verificar o surgimento de petéquias ou equimoses (pontos vermelhos) no corpo do paciente. Dependendo da quantidade, o caso pode ser diagnosticado como dengue grave.
Os dez municípios com maior percentual de notificação de dengue são: Recife (22,99%), Jaboatão dos Guararapes (5,75%), Caruaru (5,22%), Olinda (4,11%), Cabo de São Agostinho (3,81%), Afogados da Ingazeira (3,80%), Paulista (2,98%), Abreu e Lima (2,77%), Ipojuca (2,25%) e Goiana (1,93%).
FONTE: I SAÚDE

segunda-feira, 9 de julho de 2012

BRASIL PRODUZ MOSQUITO TRANSGÊNICO PARA COMBATER A DENGUE

No último sábado (7), o Ministério da Saúde inaugurou em Juazeiro, na Bahia, uma fábrica que vai produzir mosquitos geneticamente alterados para combater a dengue. O laboratório será capaz de produzir por semana quatro milhões de machos transgênicos do Aedes Aegypti. Desse modo, os técnicos esperam diminuir a reprodução do mosquito e a incidência da doença, que atingiu 431.194 pessoas no país desde o começo do ano.


Os machos trangênicos (os cientistas inserem nos ovos do Aedes Aegypti um gene que o tornará estéril – seus filhos serão incapazes de se desenvolver) se desenvolvem até a fase adulta e são levados até um local com alta incidência da dengue, onde são liberados. Ali, procuram pelas fêmeas da região e cruzam com elas. No entanto, seus filhos nunca chegarão a ultrapassar a fase de larva e causar dano à população. Desse modo, a próxima geração de mosquitos fica comprometida.
Reprodução — Os cientistas adotam uma série de técnicas para garantir que as fêmeas locais cruzem com os insetos transgênicos. Sabendo que os machos criados em laboratório não costumam ser tão competitivos na hora de conquistar as fêmeas da espécie, eles fizeram questão de que sua linhagem fosse extremamente bem nutrida e forte. "Além disso, nós costumamos espalhar pelo local até 10 vezes mais insetos machos do que o número existente na natureza. Aí o acasalamento vira questão de estatística", diz Aldo Malavasi, professor aposentado de genética na USP e diretor presidente da Moscamed, empresa pública responsável pela produção dos insetos.
A ideia do Ministério é liberar os primeiros lotes do mosquito produzido na fábrica no município baiano de Jacobina, que tem 79.000 habitantes e apresentou 1.647 casos de dengue em 2012.
Testes – O Aedes Aegypti  transgênico já foi testado em dois bairros de Juazeiro, Mandacaru e Itaberaba, entre 2011 e 2012. Os locais tinham um alto índice do mosquito. Sua população foi reduzida em 90% com a adoção da técnica.
Essa linhagem de mosquitos transgênicos foi originalmente desenvolvida pela empresa britânica Oxitec. Em 2010, pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da USP adaptaram a linhagem para as condições brasileiras. Um ano depois, a Universidade fechou uma parceria com a Moscamed, para produção em larga escala do mosquito.
O plano do governo é analisar os resultados da etapa atual do projeto e, dentro de alguns anos, incorporar a técnica ao Sistema Único de Saúde (SUS) como um dos mecanismos de combate à dengue, junto com a educação da população e o uso de venenos químicos. "Em algumas situações, os mosquitos transgênicos podem ser o melhor modo de controle. Os inseticidas, por exemplo, não têm mobilidade. Já os machos do inseto procuram ativamente as fêmeas. Uma hora depois de termos liberado os mosquistos nas ruas, já estão dentro de todas as casas procurando as fêmeas", diz Aldo Malavasi.

FONTE: VEJA

quarta-feira, 6 de junho de 2012

APÓS 70 ANOS, VACINA PARA PREVENIR A DENGUE ESTÁ A VISTA


Um dos piores legados da Segunda Guerra Mundial no Pacífico continua sendo combatido 70 anos depois, mas a vitória sobre a dengue, doença que o conflito ajudou a espalhar pelo mundo, pode estar à vista.
O Exército dos Estados Unidos, que a exemplo de seu inimigo Japão perdeu milhares de soldados por causa da dengue na década de 1940, acumulou recursos para derrotar esse assassino tropical transmitido por mosquitos. Mas a batalha para desenvolver a primeira vacina pode ser vencida não nos Estados Unidos, e sim nos domínios do laboratório francês Sanofi.
A empresa parisiense espera obter em setembro resultados positivos em um importante teste com crianças na Tailândia, o que abriria o caminho para a comercialização, a partir de 2015, de uma droga que seria capaz de prevenir os estimados 100 milhões de casos anuais da dengue. A febre mata cerca de 20 mil pessoas por ano no mundo todo, sendo muitas delas crianças.
A Sanofi investiu 350 milhões de euros (cerca de R$ 882 milhões) em uma nova fábrica na França para produzir essa vacina com três doses. A expectativa é de um faturamento anual da casa de 1 bilhão de euros (aproximadamente R$ 2,52 bilhões), já que metade do mundo está exposta à enfermidade, especialmente em metrópoles tropicais como Rio de Janeiro, Cidade do México, Manila ou Mumbai.
Mas, assim como ocorre com a concorrente britânica Glaxo Smith Kline, cuja nova vacina contra a malária revelou-se promissora, a Sanofi está se preparando para sofrer pressões para que a droga seja acessível a bilhões de pessoas pobres demais para comprá-la a preço de mercado.
A espera é longa. Focos da dengue são identificados desde o século 18 nas Américas, África e Ásia, e ela foi vista por generais dos Estados Unidos como um grave empecilho militar na guerra de 1898 contra a Espanha em Cuba e nas Filipinas. Mas a doença só adquiriu mesmo proporções mundiais décadas atrás, em grande parte por causa dos gigantescos movimentos de tropas pelo teatro de operações do Pacífico na Segunda Guerra.
O conflito, no qual cerca de 90 mil americanos foram hospitalizados por causa da dengue, motivou os primeiros esforços para o desenvolvimento de uma vacina, período em que cientistas dos Estados Unidos e Japão isolaram o vírus, difundido pela picada do mosquito Aedes aegypti.
Mas a doença, que causa intensas dores musculares e nas articulações, continuou atingindo soldados em sucessivos conflitos - Vietnã, Somália, Haiti -, além de atrapalhar a vida de milhões de civis.

FONTE: DIKAJOB

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PANAMÁ INVESTE EM MOSQUITOS GENETICAMENTE MODIFICADOS PARA CONTER DENGUE


Cientistas querem introduzir no Panamá mosquitos geneticamente modificados para combater o inseto transmissor da dengue. O projeto foi anunciado nesta quarta-feira por Néstor Sousa, diretor do Instituto Comemorativo Gorgas de Estudos de Saúde, dedicado a pesquisas sobre doenças tropicais no Panamá.
A ideia é introduzir mosquitos OGM (organismos geneticamente modificados) que competiriam com seus congêneres não modificados pelas fêmeas. A modificação genética tem objetivo de criar uma prole que não resistiria a um dos processos de crescimento do Aedes aegypti, a fase de larva na água. 
A empresa de biotecnologia britânica Oxytec é responsável pela produção de mosquitos com essa característica a partir da introdução de um gene em laboratório. Este processo tecnológico ainda está em fase de estudo e já foram realizadas experiências no Brasil, na Malásia e nas Ilhas Caiman.
Preocupação - A técnica e a modificação genética geram muitos temores entre grupos de ecologistas. Até o momento não há autorizações para este tipo de prática e os projetos para compra dos mosquitos OGM da Oxytec devem aguardar autorizações oficiais.
Sousa tenta tranquilizar os críticos. "Os efeitos adversos teóricos existem, mas não há um risco real", insistiu, acrescentando que este método de controle é "mais seguro para o ambiente" do que os inseticidas.
Para o diretor, essa é uma nova tecnologia para controlar as populações dos mosquitos Aedes aegypti. "Ficou demonstrado que se você libera estes mosquitos machos, periodicamente a população diminui", disse Sousa.
A tecnologia RIDL, da Oxytec, é uma variação melhorada da Técnica do Inseto Estéril, usada no Panamá há vários anos para controlar a proliferação da mosca varejeira (Cochliomyia hominivorax), que provocam miíase, também conhecida como bicheira, parasitose que destrói a pele de animais pela infestação de larvas.
Nesta técnica, machos "estéreis" são liberados para acasalar com fêmeas silvestres, reduzindo o êxito reprodutivo destas fêmeas. Repetidas liberações levam à supressão da população silvestre.
FONTE: VEJA

terça-feira, 24 de abril de 2012

MUNICÍPIO DO RIO VIVE EPIDEMIA DE DENGUE


A cidade do Rio de Janeiro vive uma epidemia de dengue, com mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Segundo a secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil, no mês de março foram notificados 376,5 casos por 100 mil habitantes. De 1º de janeiro a 21 de abril houve 50.016 casos da doença e 12 mortes no município. No mesmo período do ano passado ocorreram 31 óbitos na cidade. Em 2002 e 2008, anos das últimas epidemias, houve 62 e 136 óbitos, respectivamente, nesse mesmo período no Rio.

Os bairros com maior incidência da doença são Grande Bangu (13.292 casos), Grande Madureira (11.140) e Campo Grande (8.224). Essas três regiões já haviam superado os 300 casos por 100 mil habitantes no balanço anterior. Em março, a região de Bangu registrou 846,6 casos por 100 mil habitantes, Campo Grande chegou a 686,9 casos e Madureira teve 543,5 casos por 100 mil habitantes.

Em todo o Estado do Rio foram registrados 64.423 casos de dengue neste ano. No mesmo período de 2011 haviam sido notificados 96.253 casos. Ao todo houve 13 mortes em 2012, sendo 12 no Rio e uma em Niterói, na Região Metropolitana. No município do Rio foram realizadas 2.125.322 inspeções neste ano. Durante essas visitas foram eliminados 26,9 bilhões de criadouros do mosquito.

No começo deste ano, o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, havia alertado para o risco de uma epidemia acontecer no primeiro semestre de 2012. O Brasil conseguiu reduzir, no início do ano, a incidência de dengue na maior parte do país. Ainda assim Jarbas chegou a mandar um recado para que as autoridades e a população permanecessem vigilantes porque os meses de março e abril seriam os de maior perigo da doença. No primeiro dia de março, ele foi enfático: “Nas oito primeiros semanas, houve redução do número de casos. Mas o período perigoso só agora está começando efetivamente”, disse Barbosa.

No mesmo dia, em visita ao Rio, o secretário chegou a afirmar que a capital fluminense era uma das cidades que mais preocupava. “É a maior cidade tropical do país, porta de entrada de estrangeiros que visitam o Brasil, é sempre uma preocupação”, afirmou.

FONTE: VEJA