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quarta-feira, 11 de julho de 2012

COM CASOS DE GRIPE A EM ALTA, VENDA DE TAMIFLU É FACILITADA


O Ministério da Saúde decidiu rever decisão de 2009 e liberou a venda do medicamento Tamiflu sem a retenção da receita. Isso ocorre no momento em que volta a crescer o número de casos graves e de mortes por gripe A no país.


O antiviral saiu ontem da lista de remédios de controle especial da Anvisa e agora deve ser vendido como medicamento de tarja vermelha, sem controle diferenciado e semelhante a anti-inflamatórios.

O ministério diz ainda ter conversado com o fabricante e as farmácias sobre a necessidade de ampliar a oferta.

A caixa com dez comprimidos é vendida por R$ 193.

A Roche, fabricante do medicamento, informou que "tem atendido aos pedidos".

A decisão de facilitar a venda foi tomada em paralelo à sensibilização, em curso, para que os médicos prescrevam o remédio de forma precoce. O Tamiflu é o antiviral usado massivamente no mundo contra a gripe A, causada pelo vírus H1N1.

"Médicos ainda acham estranho prescrever medicamento para tratar o vírus da gripe", diz Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de vigilância e doenças transmissíveis do ministério.

São elegíveis para o remédio pacientes com síndrome gripal e fatores de risco ou síndrome gripal e falta de ar. Ele deve ser usado imediatamente, antes de confirmação da doença por laboratório.

CASOS
Até o dia 3, 1.099 casos e 110 mortes por gripe A foram registrados no país. No total, foram 7.043 casos e 513 mortes por síndrome respiratória aguda grave (que incluem a gripe A e outras gripes).

Apesar de a circulação do vírus H1N1 neste ano ser muito superior à de 2011, quando 27 pessoas morreram no Brasil, o ministério descarta uma epidemia. Afirma que o momento é de atenção.

O governo diz que 418,8 mil caixas do Tamiflu foram distribuídas aos Estados este ano. Pacientes com prescrições de médicos particulares também podem buscar o remédio na rede pública.


FONTE: FOLHA

quarta-feira, 4 de julho de 2012

CÓLERA MATA 3 EM CUBA


HAVANA - Ao menos três pessoas morreram em decorrência do cólera e outras 50 foram diagnosticadas com a doença em Cuba, afirmou na terça-feira, 3, o governo do país. Segundo as autoridades, há uma epidemia da doença, que se espalha devido à água contaminada nos poços locais.
O Ministério da Saúde cubano disse que as chuvas frequentes e as altas temperaturas foram os fatores responsáveis pelo fechamento de alguns poços e, consequentemente, pela maior dificuldade em tratar a água. O comunicado divulgado pelo órgão, porém, afirma que a incidência da doença deve diminuir nos próximos dias.
Segundo o órgão, os três mortos tem idades entre 66 e 95 anos e já tinham outras complicações de saúde quando contraíram a doença, que é bastante rara em Cuba. Pouquíssimos casos foram registrados no país nas últimas seis décadas, desde o estabelecimento do governo socialista na ilha.
A medicina cubana é considerada uma referência na América Latina, mas os cubanos reclamam do hábito do governo de enviar médicos para o exterior em vez de mantê-los no país, onde, diz a população, há carências no sistema de saúde.
Apesar disso, o Ministério informou ter "os recursos necessários para dar a atenção adequada aos pacientes de todas as instituições de saúde" durante o período de disseminação do cólera.
FONTE: ESTADÃO

terça-feira, 24 de abril de 2012

MUNICÍPIO DO RIO VIVE EPIDEMIA DE DENGUE


A cidade do Rio de Janeiro vive uma epidemia de dengue, com mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Segundo a secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil, no mês de março foram notificados 376,5 casos por 100 mil habitantes. De 1º de janeiro a 21 de abril houve 50.016 casos da doença e 12 mortes no município. No mesmo período do ano passado ocorreram 31 óbitos na cidade. Em 2002 e 2008, anos das últimas epidemias, houve 62 e 136 óbitos, respectivamente, nesse mesmo período no Rio.

Os bairros com maior incidência da doença são Grande Bangu (13.292 casos), Grande Madureira (11.140) e Campo Grande (8.224). Essas três regiões já haviam superado os 300 casos por 100 mil habitantes no balanço anterior. Em março, a região de Bangu registrou 846,6 casos por 100 mil habitantes, Campo Grande chegou a 686,9 casos e Madureira teve 543,5 casos por 100 mil habitantes.

Em todo o Estado do Rio foram registrados 64.423 casos de dengue neste ano. No mesmo período de 2011 haviam sido notificados 96.253 casos. Ao todo houve 13 mortes em 2012, sendo 12 no Rio e uma em Niterói, na Região Metropolitana. No município do Rio foram realizadas 2.125.322 inspeções neste ano. Durante essas visitas foram eliminados 26,9 bilhões de criadouros do mosquito.

No começo deste ano, o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, havia alertado para o risco de uma epidemia acontecer no primeiro semestre de 2012. O Brasil conseguiu reduzir, no início do ano, a incidência de dengue na maior parte do país. Ainda assim Jarbas chegou a mandar um recado para que as autoridades e a população permanecessem vigilantes porque os meses de março e abril seriam os de maior perigo da doença. No primeiro dia de março, ele foi enfático: “Nas oito primeiros semanas, houve redução do número de casos. Mas o período perigoso só agora está começando efetivamente”, disse Barbosa.

No mesmo dia, em visita ao Rio, o secretário chegou a afirmar que a capital fluminense era uma das cidades que mais preocupava. “É a maior cidade tropical do país, porta de entrada de estrangeiros que visitam o Brasil, é sempre uma preocupação”, afirmou.

FONTE: VEJA