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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PREÇO DE REMÉDIOS PARA RINITE VARIA 230%


Um remédio para contornar os sintomas da rinite alérgica pode custar mais de três vezes o preço do concorrente, segundo um estudo feito pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Assim, o custo do tratamento mensal da rinite pode variar de R$ 40 a R$ 130.

Entre medicamentos com o mesmo princípio ativo, as diferenças chegam a 140%.

O boletim "Saúde & Economia" compara os preços de 13 anti-histamínicos orais para adultos e nove infantis --genéricos, similares e medicamentos de referência.

Foram considerados os preços máximos autorizados no mercado para os produtos de segunda geração, os mais modernos contra a doença.

Apesar da disparidade, aponta a Anvisa, não há evidências científicas que indiquem uma superioridade terapêutica entre os produtos.

"A principal conclusão é que, para rinite alérgica, há várias opções terapêuticas, princípios ativos e preços diferenciados. E, como não há evidência de superioridade, é relevante levar o custo em consideração", diz Gabrielle Troncoso, gerente de avaliação econômica de novas tecnologias da Anvisa.

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal, que se estende até os seios da face. Tem como sintomas comuns o entupimento nasal, a secreção, os espirros e a coceira.

A forma alérgica da doença é desencadeada pela reação exagerada da pessoa a uma substância, diz a médica Fátima Fernandes, presidente da regional São Paulo da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

Os anti-histamínicos estudados pela Anvisa, explica a médica, minimizam os sintomas da rinite alérgica --mas não atuam na origem dela.

DIFERENÇAS

Segundo Fernandes, os remédios listados pela Anvisa apresentam eficácia semelhante quando se analisam grupos de pacientes. "Qualquer um deles está perfeitamente indicado para o tratamento inicial de uma rinite."

Individualmente, porém, continua a médica, as respostas dos pacientes podem variar com cada substância.

Assim, médicos acabam indicando produtos ou marcas nas quais mais confiam e trocam a medicação se o paciente não se deu bem com ela.

Um efeito a ser considerado, por exemplo, é a potencial sonolência provocada pelo uso desse tipo de produto.

Evitar problemas como sonolência e interação com outros medicamentos é, justamente, um dos pontos promovidos pela empresa que lançou no país, neste ano, a substância mais nova entre as analisadas --a bilastina.

OUTRO LADO
A MSD, responsável pelo Desalex (remédio de referência na categoria, listado como mais caro para adultos), afirma ter um programa de descontos para alguns remédios por meio de cadastro no site --o anti-histamínico citado tem desconto de 35%.

A Sanofi, que comercializa o medicamento de referência Allegra (54% mais caro que a sua versão genérica para adultos), afirmou que o preço do remédio segue as regras do setor. A empresa informou não ser possível fazer comparações com genéricos, que por lei devem ser pelo menos 35% mais baratos.



FONTE: FOLHA

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ANVISA SUSPENDE PRODUTOS IRREGULARES


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira(27/9), a suspensão da distribuição, comércio e uso, em todo o país, dos medicamentos Maxil e Coplaxil, da empresa Quimica Haller Ltda. Os produtos não possuem registro na Anvisa.

Também foram suspensas a importação, a distribuição e a venda do produto Doxelib 40mg/ml Sol Inj IV. O produto, fabricado pelo laboratório IMA S.A.I.C- Argentina e importado e distribuído pelo Laboratório Libra do Brasil S/A, não comprovou estabilidade, pureza e formulação adequadas à legislação sanitária.

A Anvisa suspendeu, ainda, a distribuição e comércio do lote 163/354 do produto Solução Fisiológica 0,9% Deshydrater 500ml.  O produto, fabricado pela empresa Indústria de Produtos Naturais Deshydrater Ltda., apresentou partículas estranhas em um dos frascos do lote citado.

A suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial da União. As pessoas que já tiverem adquirido algum dos lotes ou produtos suspensos devem interromper o uso.


Recolhimento Voluntário
O lote B11G0508 do produto Zitromil 900mg (azitromicina), pó para suspensão oral, será recolhido voluntariamente pelo fabricante – Laboratório Neo Química Comércio e Indústria Ltda –, e pela comerciante – Neolatina Comércio e Indústria Farmacêutica Ltda. O produto apresentou desvio de rotulagem e embalagem. Algumas unidades foram embaladas com apresentação de 600ml no rótulo.

FONTE: PFARMA

domingo, 2 de setembro de 2012

ANVISA APREENDE LOTES FALSIFICADOS DOS ANABOLIZANTES DURATESTON E DECADURABOLIN


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (30/8), a apreensão e inutilização em todo o país, de três lotes de anabolizantes falsificados.
São eles: lote 12923 do produto Durateston, fabricado em 06/2011 e validade até 06/2015; lote 14642 do produto Decadurabolin, fabricado em 02/2009 e validade até 06/2014; e lote 14126 do produto Decadurabolin 250 mg, com validade até 06/2015.
De acordo com a empresa Schering-Plough Indústria Farmacêutica, detentora do registro do medicamento Decadurabolin, os lotes não foram fabricados por ela e não correspondem ao sistema de numeração de lotes da empresa, que só comercializa os produtos nas concentrações de 25 mg e 50 mg com o principio ativo Decanoato de Nandrolona. Os produtos não devem ser consumidos ou comercializados.

FONTE: I SAÚDE

domingo, 26 de agosto de 2012

CIENTISTAS CRIAM TESTE RÁPIDO PARA IDENTIFICAR MEDICAMENTOS FALSOS



Cientistas norte-americanos anunciaram nesta segunda-feira (20) a criação de um novo teste capaz de detectar rapidamente se um medicamento é falsificado ou legítimo.

O teste recebeu o nome de PAD, sigla em inglês para “dispositivo de análise em papel”, e foi apresentado durante o encontro anual da Sociedade Química Americana. Ele foi feito para comprovar a autenticidade de pílulas de paracetamol, uma substância usada para aliviar febre e as dores no corpo.
No entanto, os especialistas já têm planos para adaptá-lo a antibióticos e remédios contra a malária, o que seria de grande utilidade para a medicina. Organização Mundial da Saúde estima que, no mínimo, 10% dos medicamentos usados nos países em desenvolvimento sejam falsificados. Países como Quênia, Nigéria, Índia, Vietnã e Panamá já registraram mortes causadas por esse problema.
O teste criado pela equipe de Toni Barstis, da Faculdade Saint Mary, nos Estados Unidos, consiste em um cartão de papel com substâncias químicas que reagem com o medicamento. Quando a reação acontece, o cartão muda de cor e indica qual é a substância contida no medicamento.
Para fazer o teste, a pílula deve ser partida ao meio e esfregada no cartão. Em seguida, o cartão deve ser mergulhado em água, para que as substâncias presentes no comprimido penetrem e reajam com as do cartão. Quando isso acontece, o cartão muda de cor.
O processo leva menos de dez minutos e poderia ser usado por hospitais, clínicas e agências reguladoras. Por enquanto, os criadores estimam que o custo de produção vá ficar abaixo de US$ 1,50 – cerca de R$ 3. “Esses preços devem cair significativamente com a produção em escala e melhorias nos métodos de fabricação”, afirmou Barstis.
Os testes disponíveis para a identificação de remédios falsificados geralmente são feitos em laboratórios de países industrializados. Um lote suspeito encontrado na África precisa ser enviado para a Europa ou para os Estados Unidos, e o processo leva, ao todo, entre três e seis meses.
“Nossa invenção não é analiticamente comparável aos métodos de alta tecnologia instrumental. É uma ferramenta de classificação, e não um método de detecção completa. Mas dada a grande falta de métodos instrumentais e cientistas treinados nos países em desenvolvimento, um teste rápido como o PAD é desesperadamente necessário”, completou Barstis.
Segundo a pesquisadora, o teste já poderá ser produzido em pequena escala dentro de um ano. O principal desafio dos produtores no momento é prolongar a validade do PAD e melhorar as condições de armazenamento. As primeiras remessas foram enviadas a colaboradores do projeto no Quênia.


Para áreas remotas'
Para Anil Kumar Singh, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP) que não participou do projeto, a técnica pode ser comparada a um teste de gravidez de farmácia, que possibilitou a descoberta da gestação sem a necessidade de marcar uma consulta médica e agendar exames laboratoriais.

“Facilita principalmente para países onde não há tecnologia de ponta”, apontou o professor. Segundo ele, a ideia pode levar a uma identificação mais rápida e barata dos remédios falsificados, mas ainda precisa passar por mais exames para comprovar sua eficácia.
Só depois disso, os órgãos reguladores – no caso do Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – devem aprovar o uso do PAD ou de outras ferramentas semelhantes.
Singh, que é indiano, afirmou que a falsificação de medicamentos era mais comum antes da globalização, mas ainda existe, inclusive no Brasil. “É válido principalmente para as áreas mais remotas”, resumiu, sobre o teste.
FONTE: DIKAJOB


terça-feira, 7 de agosto de 2012

MICROCHIP NO CÉU DA BOCA PODE REDUZIR RONCO EM PACIENTE COM APNEIA LEVE


Saúde. Estima-se que metade da população tenha algum grau dessa doença do sono, caraterizada pela interrupção momentânea da respiração; implante palatal - aprovado recentemente pela Anvisa - custa US$ 200, e cada pessoa precisa de três a cinco unidades

Pacientes que roncam e foram diagnosticados com apneia leve têm agora mais uma opção de tratamento. Um microchip implantado no fundo do céu da boca, o chamado palato mole, por meio de um procedimento minimamente invasivo, promete reduzir em até 80% o ruído do ronco.
Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que 33% dos moradores de São Paulo sofrem de apneia do sono, caracterizada pela interrupção momentânea da respiração enquanto a pessoa dorme. Há estimativas que indicam que 50% da população em geral tenha o problema, que pode acarretar males como hipertensão, diabete tipo 2 e acidente vascular cerebral.
O implante palatal é comercializado com o nome Pillar e é fabricado pela Medtronic. A técnica, já usada na Europa e nos Estados Unidos, foi aprovada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cada unidade custa cerca de US$ 200 - são usadas de três a cinco implantes em cada paciente.
Nesta semana, a técnica será apresentada por médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital São Camilo, em São Paulo, durante um curso sobre diagnóstico e tratamento da apneia obstrutiva do sono.
Segundo José Antonio Pinto, chefe do serviço de otorrinolaringologia do São Camilo, a técnica é uma boa opção para pessoas com grau leve de apneia do sono, que é caracterizada por 5 a 15 interrupções da respiração em cada hora de sono. A apneia moderada ocorre quando o sono é interrompido de 15 a 30 vezes e a grave quando é acima de 30.
A técnica. De acordo com Pinto, a técnica usa minúsculos implantes de polietileno - um tipo de plástico usado na área cirúrgica e em outros enxertos. No consultório, o paciente recebe anestesia local ou sedação e, por meio de uma pistola especial, os implantes são aplicados no fundo do céu da boca do paciente, onde ocorre a maior vibração.
Em geral, são usados três implantes e o procedimento dura 20 minutos. Até agora, cinco pacientes do São Camilo receberam o implante, mas ainda não é possível avaliar os resultados porque o procedimento foi realizado recentemente. "Esses implantes produzem uma reação naquela região, gerando uma fibrose, uma cicatrização que enrijece o tecido e, consequentemente, reduz o rondo", disse Pinto.
O paciente retoma as atividades normais em seguida e consegue até se alimentar. Nas primeiras semanas pode ser necessário tomar algum analgésico para reduzir o inchaço. "Fica uma sensação de corpo estranho na garganta, mas some rápido."
Pouco eficaz. Para a médica Lia Bittencourt, coordenadora do Instituto do Sono, os resultados com o implante palatal não são tão eficazes quanto o uso do CPAP (aparelho que impede o fechamento da garganta durante o sono) e do aparelho intraoral (tipo de mordedura de silicone que mantém a boca do paciente fechada durante o sono e que puxa a mandíbula para a frente).
"O uso do CPAP é melhor para todos os casos, mas nem todos os pacientes aderem. Não está totalmente comprovado se o implante palatal realmente ajuda a regularizar as interrupções da respiração para menos de cinco vezes por hora de sono. Por isso, ainda não usamos", diz.
O otorrinolaringologista Michel Cahali, do Hospital das Clínicas de São Paulo, conhece a técnica e diz ter uma impressão ruim sobre sua eficácia. "Aparentemente, o implante seria eficaz para reduzir o barulho do ronco, mas teria eficácia quase zero para tratar apneia. E menos de 5% dos pacientes têm ronco sem apneia associada."
Para Cahali, ainda é necessário que sejam realizadas mais pesquisas na área para demonstrar que o implante é realmente uma boa alternativa, especialmente por causa do preço. "Não é um procedimento novo. Nos EUA deve ser usado desde 2004, mas a difusão ainda ébaixa porque a tecnologia é cara."

FONTE: DIKAJOB

sábado, 4 de agosto de 2012

PROTEÍNA NA SALIVA DE CARRAPATO PODE REDUZIR TUMORES CANCERÍGENOS


Estudo conduzido pelo Instituto Butantan indica que uma proteína presente na saliva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) pode reduzir tumores cancerígenos – sobretudo dos tipos melanoma, de pâncreas e renal. 

De acordo com a coordenadora do estudo, Ana Maria Tavassi, os pesquisadores buscavam, inicialmente, encontrar capacidade anticoagulante na saliva do animal, mas perceberam que a proteína também agia diretamente nas células. 

— Fizemos estudos em células normais e tumorais. A proteína não exercia ação em células normais, mas tinha uma atividade capaz de matar as células tumorais.

Após testes in vitro e em animais e com o depósito da patente, o próximo passo, segundo Ana Maria, são os testes pré-clínicos, que vão avaliar a segurança farmacológica da proteína. A previsão é que, em dois anos, a pesquisa tenha o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

— Para desenvolver um medicamento, normalmente, se leva dez anos – do início dos testes até a fase clínica”, disse. “A gente avançou o máximo que podia avançar até aqui. O Brasil é carente no desenvolvimento de medicamentos, não tem histórico. Há uma dificuldade.

A pesquisadora lembrou que, no caso específico do câncer de pâncreas, não há tratamento terapêutico para combater a doença. A única chance do paciente, atualmente, é passar por uma cirurgia para a retirada do tumor, desde que ele seja operável. 

— Quando você anuncia uma molécula com essa natureza, as pessoas que estão precisando ficam com uma expectativa muito grande, mas é preciso entender que, obrigatoriamente, ela tem que passar por todas essas fases de teste.

FONTE: R7

sexta-feira, 27 de julho de 2012

JUSTIÇA DO RIO SUSPENDE VENDA DE PÃO CLASSIFICADO COMO LIGHT

A Justiça do Rio de Janeiro proibiu a venda de pães classificados como ”light” devido a irregularidades nas informações nutricionais que constam nos rótulos dos produtos. Segundo a Justiça, os fabricantes dos pães não cumprem determinações e padrões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Reportagem exibida no SBT Brasil.





FONTE: TV UOL

ANVISA AUTORIZA VENDA DE REMÉDIO QUE NÃO PRECISAM DE RECEITA MÉDICA EM GÔNDOLAS DE FARMÁCIAS


Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a partir desta sexta-feira (27) a venda de medicamentos isentos de receita médica em gôndolas de farmácias e drogarias de todo o país, ficando ao alcance direto do consumidor. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.
De acordo com a resolução, os remédios de venda livre devem ficar em área separada da de produtos como cosméticos e dietéticos e devem ser organizados por princípio ativo para permitir a fácil identificação pelos consumidores.
O texto também exige que, na área destinada aos remédios de venda livre, sejam fixados cartazes com a seguinte orientação: “Medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico.”
Até então, uma resolução da Anvisa, publicada em 2009, obrigava a venda dos remédios isentos de prescrição médica atrás do balcão do farmacêutico. Por meio de nota, o órgão informou que a determinação foi amplamente questionada pelo setor e rendeu cerca de 70 processos judiciais. Nos últimos meses, 11 estados criaram leis estaduais e reverteram a proibição da venda nas gôndolas.
Um estudo, segundo a agência, demonstrou que a decisão de posicionar os remédios de venda livre atrás do balcão não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no Brasil. O relatório apontou também uma maior concentração de mercado, que evidencia a prática da “empurroterapia” e prejuízo ao direito de escolha do consumidor.
Em abril deste ano, o tema foi submetido a uma consulta pública, que ficou aberta por um período de 30 dias. A maioria das contribuições, segundo a Anvisa, apontava para reverter a proibição. A agência reguladora promoveu também uma audiência pública sobre o assunto.
“A partir das evidências de que a resolução, no que diz respeito ao posicionamento dos medicamentos isentos de prescrição, não trouxe benefícios ao consumidor, a diretoria colegiada da Anvisa decidiu alterar a norma e permitir que os medicamentos de venda livre sejam posicionados ao alcance do consumidor nas gôndolas das farmácias e drogarias do país”, concluiu. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

CONTRA PIRATARIA, REMÉDIOS VÃO GANHAR SEU PRÓPRIO "RG"


A Organização Mundial da Saúde estima que 10% dos remédios consumidos no mundo sejam falsificados. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, a taxa sobe até 30%. Para conter a pirataria e estancar um prejuízo estimado em 13 bilhões de reais ao país por ano, uma lei de 2009 deve finalmente sair do papel no segundo semestre deste ano. O texto cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e deve permitir que os remédios sejam rastreados desde a fabricação até o balcão da farmácia. A norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confere a cada medicamento um identificador único – uma espécie de RG do remédio.
O comércio de medicamentos falsificados é considerado crime hediondo, com pena de 10 a 15 anos de prisão. Para enganar o consumidor, os piratas copiam as caixas, as embalagens e até mesmo as cores e formatos dos comprimidos. Na melhor das hipóteses, as vítimas estarão consumindo uma pílula de farinha e correrão, sem saber, todos os riscos de quem interrompe ou nem inicia o tratamento médico. Na pior das hipóteses, estarão consumindo outra substância qualquer, potencialmente prejudicial, às vezes letal.
Em 2006, mais de 100 pacientes morreram no Panamá por conta de medicamentos feitos com glicerina falsificada. Em 2008, versões contaminadas do anticoagulante Heparina, importadas da China, mataram 62 pessoas nos Estados Unidos. Em 2011 foram apreendidas na Inglaterra versões piratas dos remédios Truvada e Viread, contra a aids. Estimativas da International Policy Network, organização sediada em Londres, mostram que o consumo de remédios falsos contra tuberculose e malária foi responsável por mais de 700.000 mortes até hoje.
Segundo o diplomata Roberto Abdenur, atual presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), a falsificação de remédios é a forma mais cruel de pirataria. Enquanto na maioria das vezes o consumidor de eletrônicos, CDs e DVDs piratas sabe que está comprando produtos falsos, aquele que compra os medicamentos frequentemente está agindo de boa-fé. 'E os mais pobres, em busca de preços acessíveis, são os mais afetados', afirma.
Pirataria on-line – Segundo a Anvisa, os pontos de venda tradicionais de remédios piratas são camelôs e feiras livres. Mas medicamentos falsos também podem ser encontrados em farmácias, principalmente fora dos grandes centros do país. "O mercado brasileiro é muito grande. Temos muitos municípios onde a fiscalização é tênue, e a informalidade, alta", afirma Sérgio Mena Barreto , presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).
Na última década, o avanço tecnológico abriu mais uma rota para esse comércio ilegal: a internet. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde e divulgada pelo jornal O Globo, existem cerca de 1.200 sites ilegais que vendem remédios no país.
A Anvisa informa que as farmácias on-line só podem funcionar se também existirem fisicamente, com endereço comprovado, e com a autorização da agência. Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, da 2ª Delegacia de Saúde Pública e Crimes Envolvendo Medicamentos, de São Paulo, o combate a essas farmácias não é fácil. “Muitos desses sites estão registrados em outros países, o que dificulta o trabalho. No entanto, há 40 dias realizamos uma operação onde apreendemos 4 mil remédios comercializados ilegalmente pela internet”, conta.
Armas e drogas – Segundo o Centro para Medicina de Interesse Público, grupo de pesquisa americano financiado pela indústria farmacêutica, o mercado mundial de medicamentos falsos cresce anualmente 13%. A pirataria é praticada em escala global e assim se liga a outras máfias, ao tráfico de drogas e ao de armas.
"Já foram apreendidos carregamentos de remédios piratas nos mesmos contêineres que eletrônicos falsos e munições”, diz Edson Vismona,  presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria (FNCP), entidade formada por empresas brasileiras com o objetivo de combater a falsificação de produtos. Só no Brasil, Vismona calcula que os prejuízos alcancem 13 bilhões de reais, dos quais cinco bilhões só em sonegação de impostos.
O RG do remédio – Atualmente, os mecanismos de certificação dos medicamentos no Brasil são frágeis. 'Não há como controlar os lotes de remédio', diz Sérgio Mena Barreto, da Abrafarma. Já a nova tecnologia a ser implantada pela Anvisa tornará possível monitorar todo medicamento produzido e vendido no Brasil ao longo de toda cadeia produtiva.
Quando a lei foi foi aprovada, em 2009, estipulou-se que a Anvisa teria três anos para estabelecer as normas a serem usadas. Por fim, a agência decidiu adotar uma tecnologia conhecida como Datamatrix, parecida com o código de barras. Mas, enquanto este último permite o armazenamento de apenas um número de vários algarismos, o Datamatrix possibilita a leitura de vários dados, pois as informações são guardadas tanto em linhas quanto em colunas. O código deve conter o número de registro da droga, lote, validade e um identificador único do medicamento, que funcionaria como uma espécie de RG.
Segundo a Anvisa, os detalhes sobre o sistema de identificação ainda estão sendo fechados e devem ser anunciados no segundo semestre. Espera-se que a lei enfim saia do papel. Nesses três anos de discussões, foram apreendidos no Brasil mais de 153.000 comprimidos de remédios falsos. Só no ano passado, foram realizadas 40 operações conjuntas, durante as quais foram interditados 177 estabelecimentos e presas 156 pessoas.

Saiba como identificar os remédios falsificados

Segundo uma pesquisa encomendada pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), 6% dos brasileiros compram remédios em camelôs, e 1%, em sites não autorizados. A Interfarma dá algumas dicas para o consumidor reconhecer os produtos piratas:

  1. • Raspadinha - Todos os medicamentos têm na embalagem uma espécie de “raspadinha”. Com qualquer objeto metálico é possível raspar e encontrar um código de segurança do produto.
  2. • Selo de segurança - Medicamentos mais caros também têm selos de segurança na parte interna. Na dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante.
  3. • Formas e cores - Farmacêuticas investem para variar a forma de seus comprimidos. Alguns são triangulares, outros em forma de balão. Outro diferencial são as cores, texturas e logomarcas fixados na pílula. Prestar atenção nestes detalhes também ajuda a evitar produtos pirateados.
  4. • Confiança na venda - Por fim, outra forma de evitar a falsificação é sempre recorrer a pontos de venda de confiança e exigir nota fiscal da venda.

Veja quais remédios foram falsificados nos últimos três anos

"Os remédios mais pirateados são aqueles que vendem muito e são caros”, diz João Fittipaldi, diretor médico da Pfizer Brasil. “Ninguém vai falsificar a aspirina.” Entre os principais alvos dos falsários estão remédios contra disfunção sexual (como o Viagra, da Pfizer), emagrecedores e anabolizantes. Mas já houve apreensões de medicamentos contra o câncer e até de vacinas contra a gripe. 
Uso: Emagrecedor
Fabricante: Aché
Uso: Tratamento de disfunção erétil
Fabricante: Eli Lilly

Uso: Tratamento de disfunção erétil
Fabricante: Bayer

Uso: Tratamento de disfunção erétil
Fabricante: Pfizer
 
Uso: Tratamento contra o câncer
Fabricante: Roche

Uso: Anabolizante
Fabricante: Bergamo

Uso: Anabolizante
Fabricante: Aventis Pharma

Uso: contraste radiológico
Fabricante: Guerbet Produtos Radiológicos

Uso: anabolizante
Fabricante: Schering Plough

Fabricante: Sanofi-Pasteur

FONTE: VEJA












terça-feira, 24 de julho de 2012

TRINTA E TRÊS REGRAS QUE MUDAM A REDAÇÃO DE BULAS NO BRASIL


Sair do consultório médico com uma receita do antidepressivo Zoloft na mão nunca é uma notícia exatamente alvissareira. Sair da farmácia com o medicamento comprado e se aventurar pela leitura da bula representa um risco adicional. Entre os efeitos colaterais associados à ingestão do produto estão listadas a parestesia, alopecia, ginecomastia, paroníria e midríase. Com males de sonoridade tão cavernosa e significado tão impenetrável, cabe a dúvida se não seria melhor ficar com a depressão, velha conhecida.
Até meados de 2013, contudo, o paciente será informado, através de uma bula menos enigmática, que os sinistros males eventualmente associados ao Zoloft nada mais são que alteração da sensibilidade e formigamento, perda de cabelo, aumento das mamas no homem, perturbação do sono e dilatação das pupilas.
Embora o primeiro decreto que regulamenta a redação de bulas no Brasil date de 1931, elas conservaram seu variável aspecto de micro-hieroglifos até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, determinasse, em 2003, a reformulação das bulas. Frases do tipo “dados in vitro ae in vivo demonstram que ebastina exerce potente antagonismo dos receptores H1, de longa duração e altamente seletivo, não apresentando efeitos sobre o SNC ou efeitos anticolinérgicos” eram a norma e só faziam sentido para os profissionais da área médica – se tanto.
A mudança decisiva, contudo, só ocorreu por pressão dos órgãos de defesa do consumidor e do Ministério Público. Com o Projeto Bulas, de 2004, voltado para a tradução do jargão farmacêutico para a língua portuguesa – aquela falada em todo o Brasil – e a regulamentação do uso de medicamentos no país, cinco anos depois, o Brasil começou a sair das trevas.
O primeiro lote de 202 bulas para leigos foi lançado no mercado no início de 2011. Uma segunda leva, de 135, chegou às farmácias em abril passado e outras 264 acabam de sair do forno. Mas ainda restam perto de 6 mil no Núcleo de Bulas da Anvisa aguardando para serem decifradas até meados do próximo ano.
A empreitada é de porte e conta com profissionais como a carioca Celina Frade, até então mais ocupada em dar cursos sobre a redação de contratos de seguro e de petróleo. Doutora em linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Celina foi convocada pela Anvisa para coordenar um grupo de trabalho que analisa o português mais adequado para bulas.
Na mesa da sala do seu apartamento na Lagoa, Zona Sul do Rio, a linguista mostra exemplares de bulas de vários países que fizeram parte do material didático usado para a execução da tarefa. A preferida de Celina, pela forma, pelo texto e pela comunicação direta com o consumidor leigo, é a de um xarope para tosse fabricado em Portugal.
Após analisar 600 bulas brasileiras ao longo de três meses, Celina concluiu que o jargão médico-farmacêutico dos redatores era deliberado. “Quem escreve a bula não quer que ela seja entendida por todos”, garante. “Mesmo tendo substituído os termos técnicos por populares, percebi que o texto continuava incompreensível.” Segundo a linguista, o medo de processos por parte do fabricante explica o excesso de informação e de alertas nas bulas. “Havia medicamentos de uso infantil que continham a advertência: ‘Não dirigir ou operar máquinas’”, citou, a título de exemplo.
Outro problema estava encravado na própria estrutura dos textos: pontuação deficiente, instruções múltiplas numa mesma frase longa e truncada, além de um inexplicável apego à voz passiva. “As vírgulas eram usadas de forma arbitrária, muitas vezes induzindo ao erro”, acrescenta. Sem falar que o conjunto da obra vinha impresso em letras de menos de 1 milímetro.
O grupo comandado por Celina sugeriu à Anvisa mudar tudo. Elaborou, também, “A redação de bulas para o paciente: um guia com os princípios de redação clara, concisa e acessível para o leitor de bulas”,disponível em versão adaptada no site da Anvisa. Diferentemente do que acontece com outros gêneros, na bula não há espaço para inovações de estilo. “O uso de fórmulas repetitivas é bem-vindo, dá força institucional ao texto”, explica Celina. “A bula não pode abrir possibilidades de interpretações ao seu leitor.”
Se obedecidas, as 33 regras do guia são de serventia genérica – quem lida com qualquer tipo de escrita pode se beneficiar de seus ensinamentos. A regra 12, por exemplo, manda abolir a linguagem técnica, fonte de possível constrangimento para quem não compreendê-la, e recomenda: “Não irrite o leitor.” A regra 14 prega um tom cordial, educado e, sobretudo, conciso: “Não faça o leitor perder tempo.”
Nas bulas já impressas segundo a nova regulamentação, no lugar de “posologia”, “reações adversas” e “contraindicações”, entraram as perguntas: “Como devo usar esse medicamento?”, “Quais os males que este medicamento pode causar?” e “Quando não devo usar esse medicamento?” Para a linguista, o texto com perguntas e respostas é mais palatável para o consumidor. “Faz parecer que a bula está falando do seu caso específico, fica mais íntimo.” Quem encarar a leitura também irá se deparar com a mudança da forma: o tamanho de letra, Times New Roman, dobrou e o espaçamento entre cada linha aumentou. Ou seja, no lugar de lupa, um bom par de óculos resolve.
Com seu manual, Celina Frade não pretende alçar o gênero bula ao status de literatura. “Ler com prazer seria pedir demais. Espero apenas que as pessoas leiam bulas.” De preferência, até o fim.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

ANVISA DETERMINA APREENSÃO E INUTILIZAÇÃO DE ANABOLIZANTES FALSOS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e inutilização de quatro lotes falsos dos anabolizantes Decadurabolin e Durateston. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20).


O primeiro produto vendido clandestinamente foi encontrado sob duas formas: 50 mg, em ampolas de 1 ml – que pertencem ao lote 12047, fabricado em junho de 2008 e válido até junho de 2014 –, e 250 mg, em ampolas de 1 ml – do lote 13127, fabricado em setembro de 2009 e válido até janeiro de 2014.
Já o Durateston, à base do hormônio masculino testosterona, foi achado na apresentação de 250 mg, em ampolas de 1 ml, sob os lotes 12824 – fabricado em junho de 2010 e válido até junho de 2014 – e 12868 – fabricado em fevereiro de 2009 e válido até fevereiro de 2014.
A empresa responsável pela fabricação desses esteroides no Brasil é a Schering-Plough Produtos Farmacêuticos, e os lotes proibidos não constam no sistema da companhia.
Riscos dos anabolizantes
Anabolizantes são medicamentos indicados para tratar ou prevenir problemas relacionados à testosterona ou ao hormônio do crescimento (GH). São fabricados pela indústria farmacêutica, com substâncias sintéticas e controladas.

Devem ser vendidos apenas em farmácias, com receita médica, e aplicados de forma injetável por farmacêuticos ou enfermeiros.
Atletas e pessoas que querem ganhar músculos não devem usar anabolizantes, pois os produtos têm várias contraindicações. Entre os efeitos colaterais, estão doenças cardíacas, hipertensão, problemas no fígado e nos rins, acne e agressividade.
Nos homens, ainda podem causar o crescimento das mamas e infertilidade. Nas mulheres, também provocam o aumento dos pelos do corpo, queda de cabelo, desregulação do ciclo menstrual e voz grave.

FONTE: G1



quinta-feira, 19 de julho de 2012

FDA APROVA NOVO REMÉDIO CONTRA A OBESIDADE


A FDA - agência americana que regulamenta fármacos e alimentos - aprovou anteontem a comercialização de um novo remédio para tratar a obesidade: o Qsymia, antigo Qnexa, da farmacêutica Vivus. Em menos de um mês, esta foi a segunda autorização que a FDA deu para drogas para emagrecer, depois de ficar 13 anos sem aprovar nenhum remédio com essa finalidade e de suspender a venda de outros por conta de efeitos colaterais.
O Qsymia será indicado para adultos obesos com índice de massa corporal (IMC) acima de 30 ou para adultos com sobrepeso e IMC acima de 27, desde que tenham alguma comorbidade associada, como hipertensão, diabete tipo 2 ou colesterol elevado.
A droga é a mistura de dois outros medicamentos já existentes: a fentermina (derivado da anfetamina que funciona como supressor de apetite) e o topiramato (anticonvulsivante usado no tratamento de epilepsia e enxaquecas). No Brasil, os medicamentos para emagrecer derivados de anfetamina foram banidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no ano passado - restaram a sibutramina e o orlistate como alternativas oficiais aos pacientes.
Dosagem
Segundo a FDA, a dose diária recomendada de Qsymia contém 7,5 miligramas de fentermina e 46 mg de topiramato. Também foi liberada a comercialização de uma dose mais elevada (15 mg de fentermina e 92 mg de topiramato) para pacientes selecionados.
Os resultados de dois ensaios clínicos mostram que, após um ano de tratamento com a dose diária recomendada e com a mais elevada de Qsymia, os pacientes tiveram uma perda de peso média de 6,7% e 8,9%, respectivamente. Na média, cerca de 69% dos pacientes perderam ao menos 5% do peso corporal com a dose recomendada, em comparação com 20% dos pacientes tratados com placebo.
Segundo Márcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, esse resultado é a maior perda de peso já obtida com um medicamento registrado nos EUA. "É uma perda de peso muito considerável. A sibutramina alcança a perda de peso obtida com a dose menor dessa droga", diz.
Efeitos colaterais
De acordo com Mancini, os dois medicamentos já existem no mercado americano isoladamente, mas tinham muitos efeitos colaterais quando administrados sozinhos. Assim, a união das substâncias reduziu a dose a ser consumida e os efeitos colaterais teoricamente ficariam menores.
O risco de efeitos adversos graves, aliás, é um dos perigos do consumo do Qsymia sem orientação médica adequada. Segundo a FDA, o medicamento não deve ser usado por grávidas porque pode provocar má-formação fetal, em especial o aparecimento de lábio leporino. A recomendação da agência é de que a mulher faça um teste de gravidez antes de iniciar o uso desse medicamento. A droga também não deve ser usada em pacientes com glaucoma ou hipertiroidismo. Ela também pode aumentar a frequência cardíaca.
Rosana Radominski, presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade (Abeso), estima que de 10% a 20% dos pacientes devem apresentar algum efeito colateral previsto no uso da medicação, como boca seca, mudanças no paladar e alterações da frequência cardíaca.
Como os funcionários da Anvisa estão em greve, a agência não se pronunciou sobre essa aprovação. Mas, segundo Rosana, ainda não há previsão para que esse medicamento seja submetido à avaliação da Anvisa.
FONTE: ESTADÃO

quarta-feira, 11 de julho de 2012

COM CASOS DE GRIPE A EM ALTA, VENDA DE TAMIFLU É FACILITADA


O Ministério da Saúde decidiu rever decisão de 2009 e liberou a venda do medicamento Tamiflu sem a retenção da receita. Isso ocorre no momento em que volta a crescer o número de casos graves e de mortes por gripe A no país.


O antiviral saiu ontem da lista de remédios de controle especial da Anvisa e agora deve ser vendido como medicamento de tarja vermelha, sem controle diferenciado e semelhante a anti-inflamatórios.

O ministério diz ainda ter conversado com o fabricante e as farmácias sobre a necessidade de ampliar a oferta.

A caixa com dez comprimidos é vendida por R$ 193.

A Roche, fabricante do medicamento, informou que "tem atendido aos pedidos".

A decisão de facilitar a venda foi tomada em paralelo à sensibilização, em curso, para que os médicos prescrevam o remédio de forma precoce. O Tamiflu é o antiviral usado massivamente no mundo contra a gripe A, causada pelo vírus H1N1.

"Médicos ainda acham estranho prescrever medicamento para tratar o vírus da gripe", diz Cláudio Maierovitch, diretor do departamento de vigilância e doenças transmissíveis do ministério.

São elegíveis para o remédio pacientes com síndrome gripal e fatores de risco ou síndrome gripal e falta de ar. Ele deve ser usado imediatamente, antes de confirmação da doença por laboratório.

CASOS
Até o dia 3, 1.099 casos e 110 mortes por gripe A foram registrados no país. No total, foram 7.043 casos e 513 mortes por síndrome respiratória aguda grave (que incluem a gripe A e outras gripes).

Apesar de a circulação do vírus H1N1 neste ano ser muito superior à de 2011, quando 27 pessoas morreram no Brasil, o ministério descarta uma epidemia. Afirma que o momento é de atenção.

O governo diz que 418,8 mil caixas do Tamiflu foram distribuídas aos Estados este ano. Pacientes com prescrições de médicos particulares também podem buscar o remédio na rede pública.


FONTE: FOLHA