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sexta-feira, 13 de julho de 2012

PÍLULA PARA EVITAR AIDS OBTÉM RESULTADOS DIVERGENTES EM ESTUDOS

Testes clínicos que analisam o uso de pílulas antirretrovirais como forma de prevenir a Aids chegaram a conclusões divergentes sobre a eficácia dos medicamentos, segundo pesquisas publicadas esta semana.


Os resultados de três grandes estudos realizados na África e divulgados na revista "New England Journal of Medicine" levantam questões sobre os grupos que se beneficiariam com isso e como deveriam ser administrados os tratamentos.
A proposta, conhecida como profilaxia pré-exposição (PrEP), consiste em pessoas saudáveis que tomam o coquetel para evitar que sejam infectadas pelo vírus ao manterem relações sexuais com parceiros infectados.
Um estudo citado pela revista, que incluía casais heterossexuais em que uma pessoa tinha Aids, mostrou que o risco de contrair a doença se reduziria de 67% a 75% entre os que tomavam o medicamento.
O estudo, conhecido como Partners PrEP, foi realizado entre 2008 e 2010, em Uganda e no Quênia, com mais de 4.700 casais. O trabalho ministrou, de forma aleatória aos casais que não tinham a doença, uma dose diária de tenofovir, combinação de tenofovir e emtricitabina, ou um placebo.
Nos dois primeiros casos, os participantes apresentavam uma proteção "significativa", ou de "magnitude semelhante" entre os homens e as mulheres, segundo a pesquisa.
A adesão ou prosseguimento do tratamento foram altos nesse estudo: 82% dos participantes selecionados aleatoriamente mostraram níveis detectáveis dos fármacos, enquanto os autores estimam que 92% prosseguiram com o tratamento.
Outro estudo citado na publicação teve que ser interrompido em abril de 2011, porque o grupo que recebia o remédio não mostrou um nível de proteção maior do que o que recebia o placebo.
Esse estudo, conhecido como FEM-PrEP, foi um teste controlado aleatório de 2.120 mulheres no Quênia, na África do Sul e na Tanzânia. Entre elas, 33 mulheres que faziam o tratamento contraíram a doença, contra 35 que tomavam o placebo.
O estudo mostrou uma taxa de adesão ao tratamento muito menor (40%), e uma relação muito maior de efeitos colaterais, como náusea, vômito e problemas nos rins e no fígado.
O fato de que muitas mulheres que participaram do estudo consideravam ter um risco pequeno de contrair o HIV pode ter contribuído para a baixa adesão ao tratamento.
Um terceiro estudo, chamado TDF-2, do qual participaram 1.219 homens e mulheres em Botsuana, mostrou que a profilaxia pré-exposição teve uma taxa de eficácia de 62% em adultos heterossexuais sexualmente ativos.
Estudos anteriores haviam mostrado que a proposta podia reduzir os casos de HIV entre homens homossexuais em 44% no total, embora tenha havido taxas maiores entre os homens que tomava a pílula com maior regularidade.
"A razão por que os resultados são diferentes ao longo dos diferentes estudos realizados até hoje não estão claras", destacam, em um editorial que acompanha os trabalhos, Myron Cohen, da Universidade da Carolina do Norte, e Lindsey Baden, do Brigham and Women's Hospital, em Boston.
Um painel da Agência de Alimentos e Medicamentos americana (FDA) recomendou este ano a aprovação do uso da pílula para prevenir a Aids, e a decisão do órgão é aguardada para dezembro.
As questões a serem consideradas envolvem quais populações podem ser mais beneficiadas, quando começar e interromper o tratamento, como evitar a resistência ao remédio, quais efeitos colaterais ele poderia ter, e como garantir que o tratamento não estimule comportamentos de risco, como o sexo sem proteção.
FONTE: G1

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"PÍLULA QUATRO EM UM" MELHORA SEGURANÇA E EFICÁCIA DO TRATAMENTO DO HIV


Um novo comprimido diário que combina quatro drogas anti-HIV em uma única pílula é opção segura e eficaz para tratar a doença, de acordo com um estudo publicado na revista The Lancet.
A pesquisa sugere que a "pílula quatro em um" pode tornar mais fácil para os pacientes manter a medicação e melhorar os efeitos do tratamento.
"A adesão dos pacientes à medicação é vital, especialmente para pacientes com HIV, onde perder doses pode levar rapidamente o vírus a se tornar resistente à medicação", afirma o pesquisador Paul Sax, do Hospital Brigham and Women, nos Estados Unidos.
O HIV é incurável e o tratamento da infecção requer terapia que combina múltiplas drogas usadas para controlar o vírus.
Isso pode significar tomar vários comprimidos em diferentes horários do dia. E esquecer um significa que o corpo pode perder a luta contra o vírus.
Pesquisadores e empresas farmacêuticas têm combinado medicamentos em comprimidos individuais para facilitar a administração das doses.
A nova "pílula quatro em um" é a primeira a combinar um tipo de droga anti-HIV conhecido como inibidor da integrase, que interrompe a replicação do vírus com o inibidor da CYP3A4 cobicistat (COBI), emtricitabina (FTC) e tenofovir disoproxil fumarato (TDF).
Para o estudo, Sax e seus colegas compararam o tratamento com a pílula com as terapias atuais em 708 pacientes.
Segundo ele, a "pílula quatro em um" foi tão segura e eficaz quanto as abordagens padrão, embora tenha havido um nível maior de problemas renais entre aqueles que a tomaram.
"Nossos resultados fornecem uma opção adicional altamente potente e bem tolerada de tratamento do HIV por meio da combinação de vários antirretrovirais vários em um único comprimido", conclui Sax.