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domingo, 5 de agosto de 2012

EPIDEMIA DE INSÔNIA AFETA 150 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO


Análise pan-Africana e Asiática de problemas do sono revela que cerca de 150 milhões de adultos no mundo em desenvolvimento sofrem de problemas relacionados ao sono.
Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriram que 16,6% da população dos países pesquisados possui insônia e outros distúrbios graves do sono. A taxa se aproxima a registrada em países do Ocidente, onde, segundo pesquisas realizadas no Canadá e nos EUA, 20% da população adulta sofre com problemas relacionados ao sono.
No presente estudo, os pesquisadores analisaram a qualidade do sono de 24,434 mulheres e 19,501 homens com 50 anos ou mais que vivem em áreas rurais em Gana, Tanzânia, África do Sul , Índia, Bangladesh, Vietnã e Indonésia, e entre indivíduos que vivem na área urbana no Quênia.
Os pesquisadores estudaram relações potenciais entre problemas do sono e demografia social, qualidade de vida, saúde física e condições psiquiátricas.
A ligação mais forte foi encontrada entre as condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade, refletindo tendências observadas no mundo desenvolvido.
Variações marcantes foram identificadas entre os países pesquisados - Bangladesh, África do Sul e Vietnã tiveram níveis extremamente elevados de problemas de sono, em alguns casos superando as taxas de insônia encontrada em países do ocidente. No entanto, Índia e Indonésia apresentaram níveis relativamente baixos de problemas graves do sono.
A pesquisa também constatou maior prevalência de problemas de sono entre mulheres mais velhas, o que condiz com padrões encontrados em países de renda mais alta.
"Nossa pesquisa mostra que os níveis de problemas do sono no mundo em desenvolvimento são muito mais elevados do que se pensava", diz o principal líder da pesquisa, Saverio Stranges.
"Isto é particularmente preocupante visto que muitos países de baixa renda enfrentam uma dupla carga de doenças com pressão sobre os escassos recursos financeiros direcionados para tratar doenças infecciosas como o HIV, como também direcionados a terapias contra taxa crescente de doenças crônicas como doenças cardiovasculares e câncer."
O presente estudo sugere que os distúrbios do sono também podem representar um significativo e não reconhecido problema de saúde pública entre pessoas mais velhas, especialmente mulheres de baixa renda. Resultados também sugerem que os problemas do sono não estão ligados à urbanização, visto que a maioria das pessoas entrevistadas vivia em áreas rurais.
Diferenças entre os países analisados:
Bangladesh teve a maior prevalência de problemas de sono entre os países analisados; com uma taxa de 43,9% entre mulheres, mais do dobro da taxa registrada em países desenvolvidos e muito superior a taxa de 23,6% encontrada em homens. O país também apresentou padrões muito elevados de ansiedade e depressão.
O Vietnã também apresentou altas taxas de problemas do sono: 37,6% entre mulheres e 28,5% entre homens.
Os países africanos Tanzânia, Quênia e Gana registraram taxas de problemas do sono entre 8,3% e 12,7%.
A África do Sul apresentou taxa duas vezes maior às encontradas em outros países do continente, 31,3% entre mulheres e 27,2% entre homens.
Índia e Indonésia apresentaram baixa prevalência de problemas do sono. 6,5% entre mulheres indianas e 4,3% entre homens indianos. 4,6% entre mulheres da Indonésia e 3,9% entre homens da indonésia.
O estudo recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde e foi financiado pelo National Institute on Aging of the National Institutes of Health e pelo Wellcome Trust.
FONTE: I SAÚDE

quinta-feira, 26 de julho de 2012

DROGA PODE DESMASCARAR HIV ESCONDIDO EM CÉLULAS HUMANAS


Uma droga que normalmente é usada contra o câncer conseguiu ajudar pacientes infectados pelo HIV a combater um dos problemas que mais desafiam cientistas na busca de uma cura para a Aids: a habilidade do vírus de ficar quieto e se "esconder".

O resultado do teste do medicamento, o vorinostat, foi apresentado hoje por pesquisadores da Universidade de Carolina do Norte na Conferência Internacional da Aids, realizada em Washington.

Oito pacientes virtualmente "curados" pela terapia antirretroviral, já usada rotineiramente contra o vírus da Aids, tomaram uma dose da droga anticâncer e descobriram que, na verdade, ainda tinham o HIV em estado latente em algumas células.

Esse estado inerte do vírus já era conhecido dos cientistas. É justamente essa habilidade do HIV que impede os medicamentos disponíveis de eliminarem a infecção de vez.

Quando o vírus se aloja dentro de uma célula do sistema imune e deixa de usar seu material genético para fazer proteínas, os remédios antirretrovirais não conseguem atingi-lo. Tirar o paciente da terapia, porém, é perigoso, pois o vírus latente sempre pode se reativar mais tarde.




SEM SOSSEGO
Por isso os soropositivos precisam sempre fazer exames para medir a carga de vírus em seu sangue, mesmo que tenham se livrado da maior parte da infecção.

O vorinostat "obrigou" os vírus escondidos a começarem a produzir cópias de trechos de seu material genético, que é formado por RNA, e não por DNA. Isso parece ter alertado células de defesa do organismo, que teriam destruído as células infectadas.

Segundo David Margolis, médico que liderou o estudo, isso pode ser o primeiro passo para atingir uma cura real. O efeito verificado com o primeiro teste do vorinostat, porém, foi muito sutil, porque os cientistas usaram apenas duas doses pequenas da droga (200 mg e 400 mg), que é bastante tóxica.

"Agora precisamos investigar isso em um estudo com doses múltiplas ou, no futuro, com drogas melhores que façam a mesma coisa", diz.

Margolis detalha os resultados do teste em um estudo na revista "Nature". Em outro artigo na mesma edição, Steven Deek, infectologista da Universidade da Califórnia em San Francisco, comenta a descoberta.

"O estudo é a primeira evidência de que talvez seja possível atingir a cura assim", afirma, apesar de questionar se as células sequestradas pelo vírus inerte serão mesmo eliminadas pelo organismo.

Deek também se diz preocupado com a possível necessidade de usar grandes doses da droga para obter algum efeito, pois ela é tóxica.

Margolis, porém, acha improvável que as doses em uma eventual terapia para desentocar o HIV precisem ser tão altas quanto as do tratamento de câncer. Para ele, será preciso até evitar que o remédio não seja muito usado.

"Pode ser que aumentar muito a expressão do RNA viral seja ruim, porque aí ocorreria um novo espalhamento da infecção, em vez de a droga apenas desentocar os vírus escondidos", diz.

FONTE: FOLHA

quarta-feira, 18 de julho de 2012

AIDS: 250 MIL BRASILEIROS TÊM E NÃO SABEM


A UNAIDS, o Programa das ONU para AIDS, divulgou nesta quarta-feira (18) que pelo menos 34,2 milhões de pessoas no mundo vivem com o vírus HIV. A estimativa é que, no Brasil, estão 350 mil dessas pessoas — e outras 250 mil estão infectadas e não sabem. 

Para o diretor do departamento nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, é preciso incentivar os exames clínicos que identificam o HIV. 

— Se fosse pensar que pudesse fazer só uma ação hoje, seria chegar às pessoas que estão infectadas e diagnosticá-las e às que não estão infectadas, para orientá-las. Então, realmente o teste é a grande política pública. 

No Brasil, cerca de 30 mil pessoas são diagnosticadas como portadoras do HIV todos os anos. 

Pelo menos 2,5 milhões de pessoas contraíram o vírus HIV no ano passado e quase dois milhões morreram em decorrência das doenças relacionadas à Aids em todo mundo. 

Os números ainda são altos, no entanto são menores que os registrados em 2010. As infecções por HIV caíram 20%. Em 2011 foram registrados 100 mil casos a menos que no ano anterior. 

Já o número de pessoas vivendo com Aids aumentou. Mas o dado é comemorado pela UNAIDS porque revela que a sobrevida depois da infecção está maior, graças ao tratamento que está sendo disponibilizado. 

De acordo com o relatório, 82 países aumentaram os investimentos no tratamento da Aids em mais de 50%, entre 2006 e 2011. A conclusão é que, na medida em que os países de baixa e média renda crescem economicamente, os investimentos público para combater a Aids também aumentam. A África do Sul, por exemplo, quadruplicou o volume de recursos usados no combate à doença entre 2006 e 2011. No ano passado, 80% do dinheiro do país foi usado para financiar ações relacionadas à Aids.

FONTE: R7

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PÍLULA PARA EVITAR AIDS OBTÉM RESULTADOS DIVERGENTES EM ESTUDOS

Testes clínicos que analisam o uso de pílulas antirretrovirais como forma de prevenir a Aids chegaram a conclusões divergentes sobre a eficácia dos medicamentos, segundo pesquisas publicadas esta semana.


Os resultados de três grandes estudos realizados na África e divulgados na revista "New England Journal of Medicine" levantam questões sobre os grupos que se beneficiariam com isso e como deveriam ser administrados os tratamentos.
A proposta, conhecida como profilaxia pré-exposição (PrEP), consiste em pessoas saudáveis que tomam o coquetel para evitar que sejam infectadas pelo vírus ao manterem relações sexuais com parceiros infectados.
Um estudo citado pela revista, que incluía casais heterossexuais em que uma pessoa tinha Aids, mostrou que o risco de contrair a doença se reduziria de 67% a 75% entre os que tomavam o medicamento.
O estudo, conhecido como Partners PrEP, foi realizado entre 2008 e 2010, em Uganda e no Quênia, com mais de 4.700 casais. O trabalho ministrou, de forma aleatória aos casais que não tinham a doença, uma dose diária de tenofovir, combinação de tenofovir e emtricitabina, ou um placebo.
Nos dois primeiros casos, os participantes apresentavam uma proteção "significativa", ou de "magnitude semelhante" entre os homens e as mulheres, segundo a pesquisa.
A adesão ou prosseguimento do tratamento foram altos nesse estudo: 82% dos participantes selecionados aleatoriamente mostraram níveis detectáveis dos fármacos, enquanto os autores estimam que 92% prosseguiram com o tratamento.
Outro estudo citado na publicação teve que ser interrompido em abril de 2011, porque o grupo que recebia o remédio não mostrou um nível de proteção maior do que o que recebia o placebo.
Esse estudo, conhecido como FEM-PrEP, foi um teste controlado aleatório de 2.120 mulheres no Quênia, na África do Sul e na Tanzânia. Entre elas, 33 mulheres que faziam o tratamento contraíram a doença, contra 35 que tomavam o placebo.
O estudo mostrou uma taxa de adesão ao tratamento muito menor (40%), e uma relação muito maior de efeitos colaterais, como náusea, vômito e problemas nos rins e no fígado.
O fato de que muitas mulheres que participaram do estudo consideravam ter um risco pequeno de contrair o HIV pode ter contribuído para a baixa adesão ao tratamento.
Um terceiro estudo, chamado TDF-2, do qual participaram 1.219 homens e mulheres em Botsuana, mostrou que a profilaxia pré-exposição teve uma taxa de eficácia de 62% em adultos heterossexuais sexualmente ativos.
Estudos anteriores haviam mostrado que a proposta podia reduzir os casos de HIV entre homens homossexuais em 44% no total, embora tenha havido taxas maiores entre os homens que tomava a pílula com maior regularidade.
"A razão por que os resultados são diferentes ao longo dos diferentes estudos realizados até hoje não estão claras", destacam, em um editorial que acompanha os trabalhos, Myron Cohen, da Universidade da Carolina do Norte, e Lindsey Baden, do Brigham and Women's Hospital, em Boston.
Um painel da Agência de Alimentos e Medicamentos americana (FDA) recomendou este ano a aprovação do uso da pílula para prevenir a Aids, e a decisão do órgão é aguardada para dezembro.
As questões a serem consideradas envolvem quais populações podem ser mais beneficiadas, quando começar e interromper o tratamento, como evitar a resistência ao remédio, quais efeitos colaterais ele poderia ter, e como garantir que o tratamento não estimule comportamentos de risco, como o sexo sem proteção.
FONTE: G1

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CHINA AUTORIZA DOAÇÃO DE SANGUE POR MULHERES HOMOSSEXUAIS


HONG KONG - O Ministério da Saúde acabou com uma proibição que já durava 14 anos ao permitir que lésbicas sejam aptas a doar sangue, desde o dia 1 º de julho. A proibição, no entanto, ainda se aplica a homens gays e sexualmente ativos com outros homens. Os homossexuais celibatários estão autorizados a doar sangue, de acordo com o site do Ministério da Saúde.

A proibição original, promulgada em 1998, impedia que homossexuais de ambos os sexos pudessem doar sangue, por medo de transmissão do vírus do HIV. Xu Bin, um proeminente ativista dos direitos de lésbicas na China, disse ao site de notícias chinês “Global Times” que a mudança foi aplaudida pela classe, graças a sua importância para as lésbicas na China.

O primeiro caso de AIDS na China surgiu na década de 1980, quando um turista argentino portador do vírus HIV morreu enquanto passava um feriado no país. Como em outras regiões do mundo, a epidemia gerou muita confusão, aumentada ainda mais após o governo negar que a doença havia chegado à China.

Mesmo assim, recentemente, organizações como a UNAIDS - programa das Nações Unidas de combate ao HIV e à AIDS - reconheceram os esforços do governo chinês no tratamento dos portadores da doença. Em junho, UNAIDS informou que seu diretor-executivo havia visitado o país e elogiado “os grandes investimentos da China em campanhas de prevenção e no tratamento da AIDS”.

A nova lei também estendeu para 60 anos a idade-limite dos possíveis doadores e a quantidade de sangue que pode ser doado - de 200 ml para 400 ml - além de reduzir o período das doações.

FONTE: O GLOBO

domingo, 17 de junho de 2012

LEITE MATERNO HUMANO BLOQUEIA TRANSMISSÃO DO HIV A RATOS


Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte mostrou que, em ratos "humanizados", o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV, informa nesta quinta-feira a revista Public Library of Science Pathogens.
"Primeiro, entre os ratos reconstituídos para se tornassem suscetíveis a doenças humanas como a Aids e que foram expostos ao vírus HIV, 100% foram infectados", disse o autor principal do estudo, J. Víctor García, graduado em 1979 pelo Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, México.
Já quando os cientistas administraram HIV misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção, destacou o pesquisador. As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida.
O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.
Em seguida, a equipe de García, que trabalhou com mais de 50 ratos, administrou em alguns deles o leite de mães saudáveis misturado com HIV, e a outros apenas o HIV, em ambos os casos por via oral. "Os ratos sensíveis à infecção e que receberam só o vírus adoeceram. Já os que receberam o vírus com leite materno não adoeceram".
Para resolver a questão sobre se o aleitamento transmite o vírus ou protege contra ele, os cientistas da Escola de Medicina da UNC recorreram a um modelo de rato "humanizado" em laboratório.
"Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos", ressaltou García. "Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos". "Estes ratos são trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade", acrescentou o pesquisador. "As células humanas vão a todos os órgãos e áreas similares dos humanos como boca, esôfago, pulmões, intestino, fígado e sistemas reprodutivos que se enchem de células humanas". O HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção com o HIV.
"A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito", anunciou o cientista. Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.
FONTE: TERRA

sexta-feira, 25 de maio de 2012

BRASIL REGISTRA REMÉDIO QUE PODE PREVENIR HIV


O remédio Truvada, usado na prevenção de infecção pelo HIV, foi registrado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O antirretroviral é produzido pela Gilead e anteriormente já havia recebido o aval do Food and Drug Administration (FDA), agência sanitária dos Estados Unidos.
Isso não significa, porém, que a droga passará automaticamente a ser usada no país para tratamento de pacientes com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida. "O governo precisa discutir qual estratégia será adotada para o medicamento e chamar a sociedade para esse debate", diz Jorge Beloqui, do Grupo Incentivo à Vida de São Paulo. 

No início do mês, uma comissão ligada ao FDA recomendou a indicação do uso da droga, uma combinação de tenofovir com emtricitabina na prevenção da aids. Isso permitiria que pessoas não contaminadas pudessem manter relações com soropositivos sem usar preservativo.

O remédio já é usado em vários países no tratamento de pacientes com aids. Se a autorização for concedida pelo FDA, a fabricante poderá também indicar o remédio para prevenir a infecção. O Departamento de DST Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde afirmou que o registro da Anvisa não vai modificar, no momento, a estratégia brasileira de combate à doença.
FONTE: VEJA

quinta-feira, 17 de maio de 2012

ESTADOS UNIDOS PODEM TER TESTES DE HIV DE FARMÁCIA


Os Estados Unidos estão um passo mais perto de permitir que as pessoas chequem seu status de HIV em casa, com testes simplificados comprados em farmácias.
Um painel de especialistas diz que o exame OraQuick In-Home é seguro e eficiente e que seu potencial de prevenir o contágio é maior do que o risco de resultados falsos.
O FDA, agência americana responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, deve decidir ainda neste ano se aprova ou não o teste, que deve custar cerca de US$ 60.
O exame, que leva 20 minutos, tem exatidão de 93% para resultados positivos e 99,8% para negativos, indica o fabricante.
Atualmente os EUA têm cerca de 1,2 milhão de pessoas infectadas pelo vírus HIV e aproximadamente 50 mil novos casos são registrados todos os anos.
Mudança
Os especialistas do Comitê de Recomendações de Produtos Sanguíneos votaram pela comercialização do teste por unanimidade, com 17 votos a favor e zero contra.
Na visão do painel, o teste ajudaria as pessoas que descobrirem ter o vírus a conseguir acesso a tratamentos médicos e serviços sociais.
Eles recomendaram à OraSure, fabricante do exame, que a embalagem do produto contenha alertas visíveis sobre a possibilidade de resultados negativos falsos.
Também foi feita a recomendação de que a embalagem contenha um telefone gratuito de atendimento às pessoas cujo resultado for positivo.
Carl Schmidt, vice-diretor do Instituto de Aids, disse que a aprovação pode representar um marco importante na luta contra a doença.
"Estamos sempre procurando por grandes mudanças positivas, e acreditamos que esta é uma delas. Não só (o teste) vai ajudar a reduzir o número de infecções mas também levará mais pessoas a buscar tratamento e cuidados", avaliou.
Truvada
Recentemente outro comitê que aconselha a FDA apoiou um medicamento para evitar a contaminação pelo HIV.
Os especialistas aprovaram o uso do Truvada, um comprimido de uso diário que deve ser usado por pessoas não infectadas que estariam correndo risco maior de contrair o vírus da Aids.
O uso do medicamento foi aprovado pelo comitê, com 19 votos a favor e três contra, para que seja receitado para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que têm relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.
Também foi aprovada, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que têm parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.
O uso do Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já têm o vírus HIV, e é tomado junto com outros medicamentos.
Estudos realizados em 2010 mostraram que a droga reduziu o risco de infecção pelo HIV entre 44% e 73% em homossexuais masculinos saudáveis e entre heterossexuais saudáveis que são parceiros de portadores do vírus HIV. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
FONTE: ESTADÃO

PACIENTES COM HIV TÊM MAIOR PROPENSÃO A MORRER POR ATAQUE CARDÍACO

Os pacientes com HIV são 4,5 vezes mais propensos a morrer por um ataque cardíaco que as pessoas não portadoras desse vírus, segundo um estudo publicado na revista especializada Journal of the American College of Cardiology.


O estudo, realizado por professores da Universidade da Califórnia, em São Francisco, aponta que a morte súbita por ataques cardíacos foi a segunda causa de morte mais comum entre os soropositivos, depois da aids.
Os pesquisadores analisaram os históricos médicos de mais de 2.800 pacientes com HIV do Hospital Geral de São Francisco, entre abril de 2000 e agosto de 2009, e concluíram que aproximadamente 8% deles morreram durante os quatro anos seguintes ao período estudado.
Dos pacientes falecidos, 15% morreram por causas relacionadas a afecções cardíacas, segundo indica o estudo, e desse grupo 86% morreram após um ataque cardíaco repentino.
"Nossos resultados também chamam a atenção para muitas coisas que ainda não sabemos sobre o HIV e a morte súbita", indicou Priscilla Hsue, uma das pesquisadoras, antes de assinalar que será preciso investigar se esses pacientes morrem por uma doença da artéria coronária não reconhecida e daí tentar identificar os pacientes em situação de risco para poder prevenir.
FONTE: ESTADÃO

terça-feira, 8 de maio de 2012

TRUVADA, A PRIMEIRA DROGA QUE PREVINE A AIDS


A cúpula do FDA fará uma reunião na quinta-feira para discutir se o Truvada deve ser aprovado para pessoas com maior risco de contrair o HIV por meio do sexo. O relatório favorável do órgão à pílula sugere que ela vai se tornar o primeiro remédio aprovado para prevenir o HIV em pessoas com alto risco.

Apesar do parecer positivo, os relatores do FDA disseram que os pacientes precisam ser disciplinados em relação à ingestão diária do medicamento. Nos testes clínicos, nem todas as pessoas se comprometeram com a rotina. "No mundo real, as pessoas podem se esquecer de tomar o remédio mais até do que nos testes clínicos", informou o relatório do FDA.

A reunião do órgão americano votará se o Truvada deve ser aprovado para homens de qualquer orientação sexual, homens e mulheres em relacionamentos com parceiros infectados e outras pessoas sob risco de contrair o vírus por meio de atividade sexual. Apesar de o FDA não ser obrigado a seguir a conclusão das reuniões, raramente ele se posiciona de modo diferente.

A grande preocupação dos médicos é sobre o sucesso do Truvada entre as mulheres. Em 2011, uma pesquisa foi interrompida ao descobrir que mulheres tomando o remédio pareciam se infectar mais facilmente do que aquelas recebendo o placebo. Desde então, cientistas supõem que as mulheres precisam receber doses maiores para ter o mesmo efeito observado em homens. Os resultados negativos também podem ser resultado da indisciplina na ingestão diária do remédio.

O remédio pode causar diarreia, tontura, náusea e vômito como efeitos colaterais. Nos casos mais sérios, houve intoxicação do fígado, problemas nos rins e enfraquecimento dos ossos.

TRUVADA
O Truvada, comercializado desde 2004, é a combinação de outras duas drogas mais antigas no combate do HIV, Emtriva e Viread. Os médicos normalmente receitam a medicação como parte de um coquetel que dificulta a proliferação do vírus, reduzindo as chances do vírus se desenvolver.

A capacidade de prevenção do Truvada foi anunciada pela primeira vez em 2010 como um dos grandes avanços médicos na luta contra a epidemia de aids. Um estudo de três anos descobriu que doses diárias diminuíam o risco de infecção em homens saudáveis em 44%, quando acompanhados por orientação e o uso de preservativo.

Outro estudo descobriu que o Truvada reduziu a infecção em 75% para casais heterossexuais em que um dos parceiros tinha o HIV. O remédio já está no mercado para tratar a doença, mas sob a prescrição médica em casos específicos. A aprovação do FDA permitiria a empresa Gilead Sciences, dona da medicação, para vender a droga formalmente nas condições estabelecidas pelo órgão.


FONTE: VEJA

SEM VACINA IDEAL, AIDS DEVE SE TORNAR UMA DOENÇA CRÔNICA


Desde a descoberta do HIV, em 1981, a aids vem sendo combatida em duas frentes: a criação de medicamentos antirretrovirais capazes de inibir a reprodução do vírus e o desenvolvimento de vacinas que possam prevenir e, quem sabe, curar a doença.
A primeira frente tem sido bem-sucedida, apesar das limitações naturais dessa forma de terapia. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, em 2009, 33,3 milhões de pessoas ao redor do mundo viviam com o vírus HIV, e as mortes por aids, naquele ano, atingiram 1,8 milhão de portadores da doença — 1,1 milhão a menos que em 2000. No último dia 12 de outubro, um estudo publicado no periódico British Medical Journal revelou que a expectativa de vida entre pacientes ingleses com HIV, no período de 1996 a 2008, aumentou em 15 anos. O resultado positivo deve-se muito ao fato de os pacientes ingleses, assim como os brasileiros, terem amplo acesso aos antirretrovirais.
Na segunda frente, a das vacinas, sempre houve pouco o que comemorar. Ao longo do tempo, várias vacinas foram testadas. "Mas ou não funcionaram, ou protegeram muito pouco", afirma Esper Kallás, médico infectologista e coordenador do comitê de retroviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia. A baixa proteção caracterizou os resultados da vacina RV 144, testada na Tailândia e cujos dados foram divulgados no final do ano de 2009. Após chegar à terceira fase de testes (o que tornou o estudo o mais extenso já feito), o estudo conseguiu proteger 26% dos voluntários de uma infecção, porcentagem considerada baixa.
"Não vale a pena investir em uma vacina que protege nessa proporção. Embora 26% de proteção pudesse ser capaz de ajudar a situação na África, por exemplo, ainda existem medidas preventivas muito mais eficazes, como a circuncisão", afirma o infectologista e professor da Escola Paulista de Medicina, Ricardo Shobbie Diaz. Em julho de 2011, um estudo apresentado em conferência internacional sobre a aids, em Roma, revelou que essa cirurgia pode diminuir o risco de infecção de HIV em até 76%.
Esperança renovada — Após a última decepção, quase dois anos se passaram até que a comunidade médica voltasse a vibrar com uma nova pesquisa sobre vacina. Em setembro, o Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSCI) anunciou os resultados promissores da primeira ase clínica de testes de uma nova vacina em estudo publicado nos periódicos Vaccine e Journal of Virology.

Diferentemente da vacina testada na Tailândia, estudada somente para a prevenção da aids, os testes espanhóis também buscam dar uma função terapêutica à vacina — ou seja, pretendem usá-la para curar a doença. Os testes, feitos em pacientes saudáveis, demonstraram que 90% dos voluntários, após receberem a vacina, tiveram uma resposta imunológica eficaz. O próximo passo, segundo os cientistas, será testar a substância em pacientes infectados pelo vírus. "Provavelmente essa vacina, se os estudos avançarem, passará a ser usada para fins terapêuticos, e não na prevenção", afirma Diaz.

O homem que se livrou HIV

No fim do ano de 2010, o mundo conheceu a história do americano Timothy Ray Brown, até então infectado pelo vírus HIV e que, depois de se submeter a um transplante de medula, deixou de apresentar o vírus no sangue. A notícia chamou a atenção de todos, mas logo ficou claro que se tratava de um caso extremamente particular e, infelizmente, ainda não acessível para todos.
Além de aids, Brown tinha leucemia, e foi por causa desta doença que o transplante foi realizado. O médico Gero Huetter selecionou um doador que, além de compatível com Brown, apresentava uma mutação do CCR5, que é a proteína que permite a entrada HIV nas células de defesa do nosso organismo. Sem ela, não há como o vírus infectar uma pessoa.
Três anos após o procedimento, Brown deixou de apresentar o vírus no sangue, sem mesmo utilizar o coquetel antirretroviral. Porém, os médicos ainda não consideram transplante de medula em pacientes soropositivos uma vez que vez que o procedimento é muito arriscado.
FONTE: VEJA


domingo, 15 de abril de 2012

CÉLULAS-TRONCO CAÇAM E MATAM VÍRUS DA AIDS


Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, mostra que células-tronco podem ser geneticamente modificadas e transformadas em “guerreiras” para caçar e matar o vírus do HIV. Os cientistas responsáveis esperam que a descoberta possa ajudar a erradicar completamente a doença do organismo de pacientes infectados.

Para isso, foi identificada e isolada uma substância em leucócitos que os torna capazes de combater infecções. No entanto, como a quantidade de leucócitos que uma pessoa tem no organismo não é suficiente para acabar com o HIV, pesquisadores clonaram essa substância receptora e a colocaram em células-tronco geneticamente alteradas.


Então essas novas células foram implantadas em ratos de laboratório doentes, permitindo que eles estudassem a reação do tratamento em um organismo vivo. Como esperado, as “guerreiras” identificaram e caçaram, especificamente, as células infectadas com HIV. Quando isso aconteceu, os níveis de leucócitos do rato também aumentaram, deixando seu sistema imunológico mais forte e combatendo a doença com mais eficácia.
De acordo com o responsável pela pesquisa, Scott G Kitchen, esse é o primeiro passo em direção a um tratamento mais intenso, que irá fazer com que células tronco e leucócitos sejam capazes de livrar um organismo infectado do HIV.