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terça-feira, 31 de julho de 2012

NOVO VÍRUS DE GRIPE AVIÁRIA MATA FILHOTES DE FOCAS NOS EUA


Um novo tipo de gripe aviária está causando uma epidemia mortal de pneumonia em filhotes de focas em frente à costa nordeste dos Estados Unidos e pode representar um risco para humanos, segundo um estudo americano publicado nesta terça-feira (31).
O novo tipo recebeu o nome de avian H3N8 e é apontado como responsável pelas mortes de 162 focas ao longo da costa americana no ano passado, reportou o estudo publicado no periódico "mBio", uma publicação da Sociedade Americana para Microbiologia.
A maior parte das focas mortas eram menores de seis meses. Embora não tenha havido registro de casos humanos, cientistas da Universidade de Columbia, em Nova York, pediram cautela, em vista do histórico da gripe aviária e sua habilidade em evoluir para formas capazes de infectar pessoas, como o H5N1.
"Nossas descobertas reforçam a importância de vigiar a vida selvagem na previsão e prevenção de pandemias", disse W. Ian Lipkin, professor de epidemiologia da Escola de Saúde Pública Mailman, da Universidade de Columbia.
Vírus que atingem humanos vieram de animais
Segundo ele, os vírus HIV, Sars (Síndrome respiratória aguda grave, na sigla em inglês), do vírus do oeste do Nilo e do Influenza são todos exemplos de doenças infecciosas emergentes que se originaram em animais. "Qualquer surto da doença em animais domésticos ou selvagens, embora represente uma ameaça imediata à preservação da vida selvagem, também deve ser considerado potencialmente perigoso para os humanos", prosseguiu.

Os cientistas decodificaram o DNA da nova cepa e descobriram que ela se originou de um vírus da gripe aviária que circula entre aves aquáticas da América do Norte desde 2002. Com o passar do tempo, o vírus desenvolveu a habilidade de infectar mamíferos, acoplando-se a receptores de seu trato respiratório.
FONTE: G1

sábado, 5 de maio de 2012

CIENTISTAS VOLTAM A TRABALHAR EM SUPERVÍRUS


Usando técnicas de manipulação genética, cientistas criam um supervírus capaz de eliminar grande parte da humanidade. Parece um roteiro de filme, mas está acontecendo de verdade. Dois grupos de pesquisadores, na Holanda e nos EUA, acabam de desenvolver esse vírus. "É um dos tipos mais perigosos que poderiam ser criados", admitiu publicamente o líder de uma das equipes, Ron Fouchier. Trata-se de uma versão mutante do H5N1, que causa a gripe aviária e gerou preocupação durante um surto em 2005. 

A doença é letal, mas o vírus não se propaga facilmente entre humanos. Só que os cientistas desenvolveram um H5N1 turbinado, que pode ser transmitido pelo ar - exatamente como o vírus da gripe comum, que contamina 700 milhões de pessoas no mundo todos os anos. Se escapasse do laboratório, o novo H5N1 poderia causar um número enorme de mortes. Também há o receio de que terroristas aprendam a recriar o supervírus. Por isso, a comunidade científica e os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA pediram que o estudo não fosse publicado e os responsáveis pela pesquisa interrompessem seus trabalhos durante 60 dias.

A ideia era ganhar tempo para montar estratégias de defesa. Mas agora, em março, o embargo terminou - e a pesquisa foi reiniciada. Os cientistas se defendem dizendo que o estudo é necessário e seria mais perigoso não retomá-lo: pois, conhecendo o vírus mutante, é possível trabalhar desde já para desenvolver vacinas contra ele.