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terça-feira, 12 de junho de 2012

VACINA CONTRA PARALISIA INFANTIL


A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo pretende imunizar no próximo sábado, 16, cerca de 2,84 milhões de crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Os 14 mil postos de saúde abrirão das 8h às 17h em todo o Estado.

Para a campanha deste ano serão mobilizados, em parceria com as prefeituras, 51 mil profissionais de saúde, além de 4,1 mil veículos, 77 ônibus e sete barcos. Além da vacina contra a poliomielite, as doses que estejam em atraso na caderneta serão atualizadas.

Na capital, as salas de vacina das rodoviárias do Tietê e da Barra Funda abrirão até 20h. Em razão da reforma em sua sala de vacinação, o Instituto Pasteur, na avenida Paulista, não participa da campanha deste ano.

FONTE: ESTADÃO

domingo, 10 de junho de 2012

BRASIL CRIA SUBSTÂNCIA QUE TRANSFORMA VACINA INJETÁVEL EM ORAL


A gotinha indolor pode substituir de vez a injeção nas campanhas de vacinação em massa do futuro. O Brasil deu o primeiro passo em direção a esta realidade. Até o final do ano, começam os testes em humanos de um composto que transforma a dose injetável que protege contra a hepatite B em uma administrada por via oral.
A projeção é que o mesmo mecanismo de ação transformadora seja utilizado em vacinas contra a gripe, catapora, hepatite C e rotavírus, hoje aplicadas por meio da seringa e da agulha. Os criadores,  afirmam que já estudam também adicionar a substância às vacinas que ainda estão em teste, como as da dengue, do HIV e do câncer.
Isso sugere que, quando chegarem ao mercado, elas também não causarão a dor da picada e a proteção contra estas doenças será possível via gotas.
“Nosso grande objetivo era facilitar a aplicação das vacinas em larga escala e diminuir os custos na rede pública”, afirma Ogari Pacheco, presidente do laboratório Cristália, entidade que desenvolveu a substância transformadora da vacina injetável para oral em parceria com o Instituto Butantan, que é do governo do Estado de São Paulo.
“Além de não provocar o incômodo da agulhada, a vantagem é que por ser oral é possível associar outros tipos de imunização na mesma dose”, afirmou Marcelo de Franco, diretor substituto do Butantan. Indolor e protetora contra o maior número possível de doenças são as duas principais características desejadas nas vacinas do futuro, dizem especialistas.
Como funciona
As análises sobre a aplicação da substância transformadora da vacina contra a hepatite B são as que estão em fase mais avançada e, por isso, serão as primeiras a serem testadas em humanos. Até dezembro, as avaliações devem começar, mas ainda não há prazo para que cheguem à população.
A inovação foi possibilitada pela descoberta de um novo veículo, feito por meio de nanopartículas. Chamada de sílica nanoestruturada, a substância eleva a produção de anticorpos contra a doença, e não é anulada pela acidez do sistema gastrointestinal. Isso permite que ela alcance a corrente sanguínea, levando a proteção a todo organismo. Atualmente, com exceção da vacina contra a paralisia infantil, todas as outras são aplicadas via injeção por conta da ação do suco gástrico.
“Como a vacina contra a hepatite B já faz parte do calendário público de vacinas, decidimos ceder a patente de uso nesta dose para o governos federal e do Estado de São Paulo”, afirmou o presidente do laboratório Cristália. O acordo deve ser anunciado hoje à noite, em evento com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o governador paulista, Geraldo Alckmin.
FONTE: IG

quarta-feira, 2 de maio de 2012

VACINAÇÃO CONTRA GRIPE COMEÇA NESTE SÁBADO EM TODO O BRASIL


Começa neste sábado a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. Entre os dias 5 e 25 de maio, 65.000 postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) estarão preparados para imunizar a população, segundo o Ministério da Saúde. Neste sábado, os postos funcionarão das 8 horas às 17 horas. 
A campanha tem como objetivo imunizar 80% do público-alvo de 30,1 milhões de pessoas, entre idosos, gestantes, crianças entre seis meses e dois anos de idade, profissionais de saúde e indígenas. A campanha contra gripe, além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, variante que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, também vacinará a parcela da população participante contra outros dois tipos do vírus influenza A (H3N2) e B.

Em 2011, quando foram incluídos gestantes, crianças e indígenas no público-alvo, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados teve redução de 44% - de 9.383 para 5.230. A campanha imunizou 25,134 milhões de pessoas – 84,1% do público total de 29,918 milhões. 

São Paulo — Segundo a secretaria da saúde do estado de São Paulo, aproximadamente 5,3 milhões de paulistas devem ser imunizados até o dia 25 de maio, quando termina a campanha. Para garantir que a imunização seja bem-sucedida em relação à abrangência pretendida, a campanha contará com mais de 7.000 postos de vacinação, entre fixos e móveis, além de 3.500 veículos, 32 ônibus e cinco barcos. Ao todo serão 41.600 profissionais da área da saúde, estaduais e municipais, envolvidos na ação.
"Vale esclarecer que a vacina não provoca, de maneira nenhuma, gripe em quem tomar a dose, pois é feita de pequenos fragmentos do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção. A imunização contra a gripe é fundamental para evitar complicações respiratórias decorrentes da doença, a exemplo de pneumonias", diz Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.
FONTE: VEJA

sábado, 7 de abril de 2012

CRESCE VACINAÇÃO CONTRA HPV EM MULHERES MAIS VELHAS


Na bula, a vacina contra o HPV é recomendada até os 26 anos. Mas cresce o número de médicos que recomendam a imunização para mulheres que passaram dessa idade.

Na última terça-feira, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, promoveu um simpósio com especialistas do Brasil e do exterior para discutir o tema.

"O ideal é que se vacine por volta dos dez anos. Mas eu recomendaria em qualquer idade. Estudos mostram que a vacina funciona em mulheres até os 44 anos", disse o médico Darron Brown, da Universidade Yale (EUA).

O uso "off label" (diferente do recomendado na bula) já está tão difundido que aparece nos sites e materiais de divulgação de clínicas.

Mas a vacinação de mulheres mais velhas levanta um debate: pacientes que já tiveram contato com o HPV devem ser imunizadas?

"Temos visto que a vacinação após a infeção vale a pena. A mulher que foi contaminada com um tipo de HPV ainda pode ser protegida contra os outros", afirma a médica Adriana Campaner, da Santa Casa de São Paulo.

PIONEIRA
A Austrália adotou a vacina em 2007. Em palestra em São Paulo, Basil Donovan, da Universidade de Nova Gales do Sul, de Sidney, disse que a prevalência de câncer do colo do útero em mulheres jovens caiu mais de 10% nos últimos anos.

Segundo ele, ocorreu o fenômeno chamado "efeito de manada". Só as meninas foram vacinadas, mas isso ajudou a barrar a circulação do vírus entre os homens heterossexuais, o que, por sua vez, reduziu a contaminação das mulheres não vacinadas.

A imunização, feita em três doses, não é oferecida pelo SUS --o Ministério da Saúde ainda não incluiu a vacina no calendário oficial do país. Na rede particular, ela custa em torno de R$ 900.

FONTE: FOLHA