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quarta-feira, 18 de julho de 2012

CONSUMO EXCESSIVO DE ÁLCOOL AUMENTA RISCO DE DEMÊNCIA

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, demonstrou uma ligação entre o consumo excessivo de álcool por idosos e o risco de desenvolver demência. A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, em Vancouver, no Canadá, aponta que consumir a bebida em excesso duas ou mais vezes por mês aumenta em 2,5 vezes os riscos de declínio cognitivo e de memória.


Segundo o pesquisador Iain Lang, que coordenou o estudo, alguns malefícios que a bebida causa nessa faixa etária já eram conhecidos. Os cientistas já sabiam da ligação do álcool com riscos ao sistema cardiovascular, incluindo ataques cardíacos. “No entanto, até nossa pesquisa não estava claro quais os efeitos do excesso de álcool nas funções cognitivas e no risco de desenvolver demência”, diz.
Eles analisaram os dados de 5.075 voluntários com mais de 65 anos que haviam participado de um grande estudo que avaliou a saúde de 26.000 americanos. Esse estudo recolheu seus primeiros dados em 2002 e acompanhou os voluntários por oito anos.
O estudo mostrou que 8,3% dos homens e 1,5% das mulheres consumiam álcool em excesso uma vez ou mais por mês. Já 4,3% dos homens e 0,5% das mulheres relataram que as bebedeiras aconteciam duas ou mais vezes por mês. Para os pesquisadores, consumir álcool em excesso significa beber quatro ou mais doses em uma mesma ocasião. 
Os participantes que relataram consumir álcool em excesso duas ou mais vezes por mês tinham 2,5 vezes mais chances de estar no grupo com os piores casos de declínio das funções cognitivas e também 2,5 vezes mais chances de estar no grupo dos casos mais graves de perda de memória. Os resultados foram similares para homens e mulheres.
Segundo os pesquisadores, essa pesquisa pode ter inúmeras implicações. “Em primeiro lugar, os idosos – e seus médicos – devem estar conscientes de que o consumo excessivo de álcool pode aumentar o risco de declínio cognitivo e devem ser encorajados a mudar seu comportamento. Em segundo lugar, os políticos e especialistas em saúde publicas deveriam estar cientes de que o consumo excessivo de álcool não é só um problema entre adolescentes e jovens. Nós temos que começar a pensar nos idosos quando planejamos intervenções para diminuir o consumo de álcool”, diz Iain Lang.
 
FONTE: VEJA

sexta-feira, 13 de julho de 2012

ALZHEIMER PODE SER IDENTIFICADO ATÉ 25 ANOS ANTES DOS PRIMEIROS SINTOMAS


Cientistas identificaram uma série de mudanças que ocorrem no cérebro de uma pessoa entre cinco e 25 anos antes de ela começar a apresentar algum sintoma da doença de Alzheimer. Em um novo estudo, os pesquisadores mostraram que essas alterações podem ser biológicas, como o aumento da quantidade de placas beta-amiloides — que bloqueiam e matam neurônios de pacientes com a demência —, ou estruturais, como o encolhimento de algumas regiões do cérebro. Segundo os autores, esses resultados podem abrir caminho para novas abordagens de diagnóstico precoce e tratamento do problema. Essa pesquisa é resultado dos trabalhos desenvolvidos por uma equipe internacional que se dedica à pesquisa em torno do Alzheimer, e suas conclusões foram publicadas na edição desta semana da revista The New England Journal of Medicine.
Para o estudo, a equipe selecionou 128 pacientes que apresentavam um alto risco genético de terem doença de Alzheimer, já que todos tinham ao menos um parente próximo com a demência. Segundo os autores da pesquisa, esses indivíduos tinham 50% de chance de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência por provocar o Alzheimer com sintomas precoces. Os voluntários passaram por exames de sangue, de imagens do cérebro e de liquor (fluído cerebral). Além disso, a equipe analisou o histórico médico da família de todos e, a partir da idade em que seus parentes apresentaram os primeiros sintomas de Alzheimer, os pesquisadores calcularam com quanto tempo de antecedência as alterações biológicas no cérebro surgem.
“Essas descobertas são emocionantes, pois são as primeiras a confirmar o que já suspeitávamos, ou seja, que o início da doença ocorre anos antes dos primeiros sinais de declínio cognitivo ou perda de memória”, diz Lurie Ryan, diretora de ensaios clínicos do Instituto Nacional do Envelhecimento, nos Estados Unidos. “Conforme aprendemos mais sobre as origens do Alzheimer, mais perto ficamos de novos tratamentos e abordagens de prevenção da doença”, diz o coordenador da pesquisa, Randall Bateman.
FONTE: VEJA

domingo, 17 de junho de 2012

CIENTISTAS AMERICANOS ENCONTRAM GENE QUE PODE RELACIONAR ALZHEIMER E DIABETES


A relação entre Alzheimer e diabetes já é conhecida por médicos e especialistas, mas novas pesquisas tentam explicar de que forma essas doenças estão ligadas. Um estudo desenvolvido por cientistas americanos, publicado na edição de junho na revista Genetics, indica que um gene relacionado ao Alzheimer também afeta o processo de produção e processamento da insulina.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da City College de Nova York, que estudou genes da proteína amiloide em vermes Caenorhabditis elegans. Eles escolheram esse verme porque ele replica perfeitamente a proteína amiloide humana.
O Alzheimer é a causa mais comum de demência. Existem medicamentos que podem desacelerar o processo da doença, mas nenhum que possa interromper completamente seu progresso. Já se sabia que o gene relacionado à proteína amiloide tem alguma relação com Alzheimer: a descoberta de placas dessa proteína no cérebro após a morte, é um indicativo da doença. A novidade agora é a relação desses genes com o caminho da insulina, eles afetam seu processo de produção e processamento.
A relação entre diabetes tipo 2 e Alzheimer foi percebida há sete anos. Nesse tipo de diabetes, comum em idosos e obesos, o organismo se torna resistente à insulina, ou seja, as células não conseguem responder ao hormônio. Evidências clínicas indicam que pacientes com Alzheimer têm neurônios mais resistentes à insulina e que pessoas com diabetes tipo 2 são mais propensas a desenvolver o Alzheimer. Os autores reforçam que são necessários estudos adicionais com humanos para se compreender melhor a relação entre as duas doenças

DEMÊNCIA
A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas. O Alzheimer é a causa mais comum de demência e corresponde a cerca de 70% dos casos. Os sintomas mais comuns são: perda de memória, confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor e falhas de linguagem.

DIABETES 2
Enquanto a diabetes tipo 1 ocorre pela falta da produção de insulina, na do tipo 2 a insulina continua a ser produzida normalmente, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio. É causada por uma mistura de fatores genéticos e pelo estilo de vida: 80% a 90% das pessoas que têm o tipo 2 da diabetes são obesas.

FONTE: VEJA



quarta-feira, 13 de junho de 2012

ÓLEO DE PEIXE NÃO AJUDA A PREVENIR DEMÊNCIA

Consumir óleo de peixe e outros suplementos ricos em omega-3 para evitar a demência pode ser uma perda de tempo, de acordo com pesquisadores.


Esses suplementos não oferecem mais proteção do que analgésicos, de acordo com conclusões da equipe que integra o Cochrane Reviews, um coletivo de profissionais da área médica de diferentes países que analisa temas diversos sobre cuidados de saúde.
O coletivo analisou três estudos sobre o tema, que envolveram 3,5 mil pessoas. A análise foi publicada na revista especializada National Academy of Sciences. Mas especialistas afirmam ser necessário realizar mais pesquisas para se alcançar resultados mais conclusivos.
A pesquisa recém-divulgada rastreou a saúde de pessoas que consumiam óleos de peixe ao longo de três anos e meio, por isso ainda não está claro se os efeitos de óleos podem ser benéficos quando consumidos por um período mais extenso.
Sem benefícios 

Alan Dangour, nutricionista da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical, afirmou que ''a partir dos estudos, parece que o consumo de omega-3 não oferece qualquer benefícios a pessoas mais velhas''.

''Portanto, as evidências, até o momento, são muito decepcionantes. Mas ainda há uma questão em aberto. Se realizarmos uma pesquisa mais longa, o que ela iria mostrar? O consumo de peixes faz parte de uma dieta saudável e nós ainda seguimos apoiando a recomendação de comer duas porções por semana, inclusive uma de peixes oleosos'', afirmou Dangour.
Peixes oleosos como cavala, salmão e sardinhas, também são ricos em omega-3, e o consumo deste é recomendado por especialistas, em particular pelos benefício na redução de risco de doenças cardíacas.
FONTE: ESTADÃO

quinta-feira, 10 de maio de 2012

LABORATÓRIO VAI PAGAR US$ 1,5 BI POR MARKETING INDEVIDO


A farmacêutica Abbott concordou em pagar US$ 1,5 bilhão por ter promovido o medicamento Depakote (divalproato de sódio) para tratamento de esquizofrenia, demência e autismo nos EUA. O remédio só é aprovado contra epilepsia, enxaqueca e transtorno bipolar.

A Abbott afirmou estar contente em resolver o caso. O acordo feito com o governo também prevê ajustes no marketing do remédio.

FONTE: FOLHA

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CASOS DE DEMÊNCIA PODEM DOBRAR EM 2030, SEGUNDO OMS


O número de pessoas com demência deve dobrar até 2030 (65,7 milhões) e triplicar até 2050 (115,4 milhões). Atualmente, cerca de 35,6 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo. Os dados são do relatório Dementia: a public health priority (Demência: uma prioridade de saúde pública, em tradução livre), divulgado nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas. O Alzheimer é a causa mais comum de demência e corresponde a cerca de 70% dos casos. Mais da metade dos doentes (58%) vivem em países de renda média e baixa, mas esse número pode aumentar para 70% em 2050.
Segundo a OMS, o custo do tratamento e dos cuidados médicos para pessoas com a condição está estimado em 604 bilhões de dólares por ano. O valor inclui tanto os gastos com cuidados médicos e sociais, como a perda de poder aquisitivo das pessoas com demência ou daquelas que cuidam deles.
Envelhecimento - "Uma vez que a prevalência da doença vai explodir neste século, porque todos vamos viver mais, o risco de demência é de 1 em cada 8 para aqueles com mais de 65 anos. Uma proporção assustadora de 1 em 2,5 para os maiores de 85. O impacto vai se tornar maior ao longo das décadas," diz Shekhar Saxena, chefe do departamento de saúde mental da OMS.
"Precisamos aumentar nossa capacidade de detectar a demência precocemente para oferecer as condições sociais e de saúde necessárias," disse Oleg Chestnov, diretor geral assistente de Doenças Não Transmissíveis e Doença Mental da OMS. Segundo o relatório, são necessários diagnósticos muito mais eficazes, já que, até mesmo em países ricos, apenas de 20% a 50% dos casos de demência são rotineiramente reconhecidos. "Muito pode ser feito para reduzir o problema da demência. Os profissionais de saúde, com frequência, não são treinados adequadamente para reconhecer a demência."
Apenas oito países em todo o mundo (Austrália, Grã-Bretanha, Dinamarca, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda e Noruega) atualmente têm programas nacionais para a demência. Alemanha e Suécia estabeleceram listas de recomendações.
Informação - O estudo também destaca uma falta de informação e conhecimento geral sobre a doença, que alimenta o estigma e leva as pessoas a adiar a busca por apoio. "Agora é vital enfrentar os baixos níveis de conscientização e entendimento públicos e reduzir drasticamente o estigma associado com a demência," diz Marc Wortmann, diretor executivo da Alzheimer's Disease International. "Precisamos agir, precisamos deter essa epidemia."
No relatório, a OMS recomenda que as autoridades procurem minimizar o estigma que tem sido, há muito tempo, associado à demência e a melhorar os cuidados gerais para as vítimas, junto com o apoio para os enfermeiros. A demência não tem cura, mas o avanço da doença, em alguns casos, pode ser desacelerado.
FONTE: VEJA