Mostrando postagens com marcador INSULINA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INSULINA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MAL DE ALZHEIMER PODE SER UM TIPO DE DIABETES


Por trabalhar incessantemente mesmo durante o sono, quando está “descansando”, nosso cérebro demanda uma boa quantidade de energia para funcionar. Ao longo de centenas de milhares de anos, dietas ricas em açúcar e gordura foram necessárias para a evolução – hoje, porém, cada vez mais pessoas “passam do ponto”.
Não é segredo que dietas mal balanceadas podem causar obesidade e diabetes, e há evidências de que podem desencadear mal de Alzheimer também – doença que alguns estudos sugerem que seja um tipo de diabetes. Recentemente, a neuropatologista Suzanne de la Monte, da Universidade de Brown (EUA), investigou como a falta de insulina pode prejudicar o cérebro.
O hormônio é conhecido por controlar os níveis de açúcar na corrente sanguínea, e baixa sensibilidade a ele por parte de determinadas células (do fígado, de gordura e dos músculos) está ligada a diabetes tipo 2. Em seu estudo, de la Monte interrompeu o fluxo de insulina para o cérebro das cobaias (ratos, no caso). Resultado: as áreas de memória foram seriamente prejudicadas, cobertas por placas, e muitos neurônios se desgastaram e perderam suas conexões – sintomas típicos da doença de Alzheimer.

Dieta insana

Talvez ainda seja cedo para dizer se existe uma “diabetes tipo 3? (como alguns pesquisadores têm sugerido), mas não há dúvida de que a lista de problemas causados por uma alimentação ruim não para de crescer – e, ainda assim, o comércio de alimentos altamente gordurosos ou ricos em açúcar continua firme e forte.
Em artigo não assinado, a equipe editorial da revista New Scientist questiona possíveis ações para reverter essa onda de má alimentação: processar empresas que vendem alimentos perigosos, aumentar os impostos sobre esses produtos (como é feito na Dinamarca, por exemplo), fazer campanhas de conscientização, ou usar substâncias químicas para bloquear esse desejo exagerado que tantos nutrem por fast food.
Cada proposta levanta questionamentos (impedir que consumidores comprem um produto que, em excesso, pode fazer mal a eles, não seria contra a liberdade individual?). Assim, a situação não é simples como pode parecer à primeira vista. “Mas o cérebro humano também evoluiu para encontrar soluções engenhosas para problemas intratáveis”, escreve a equipe. “Ele ainda pode vir para seu próprio resgate”.

domingo, 17 de junho de 2012

CIENTISTAS AMERICANOS ENCONTRAM GENE QUE PODE RELACIONAR ALZHEIMER E DIABETES


A relação entre Alzheimer e diabetes já é conhecida por médicos e especialistas, mas novas pesquisas tentam explicar de que forma essas doenças estão ligadas. Um estudo desenvolvido por cientistas americanos, publicado na edição de junho na revista Genetics, indica que um gene relacionado ao Alzheimer também afeta o processo de produção e processamento da insulina.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da City College de Nova York, que estudou genes da proteína amiloide em vermes Caenorhabditis elegans. Eles escolheram esse verme porque ele replica perfeitamente a proteína amiloide humana.
O Alzheimer é a causa mais comum de demência. Existem medicamentos que podem desacelerar o processo da doença, mas nenhum que possa interromper completamente seu progresso. Já se sabia que o gene relacionado à proteína amiloide tem alguma relação com Alzheimer: a descoberta de placas dessa proteína no cérebro após a morte, é um indicativo da doença. A novidade agora é a relação desses genes com o caminho da insulina, eles afetam seu processo de produção e processamento.
A relação entre diabetes tipo 2 e Alzheimer foi percebida há sete anos. Nesse tipo de diabetes, comum em idosos e obesos, o organismo se torna resistente à insulina, ou seja, as células não conseguem responder ao hormônio. Evidências clínicas indicam que pacientes com Alzheimer têm neurônios mais resistentes à insulina e que pessoas com diabetes tipo 2 são mais propensas a desenvolver o Alzheimer. Os autores reforçam que são necessários estudos adicionais com humanos para se compreender melhor a relação entre as duas doenças

DEMÊNCIA
A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas. O Alzheimer é a causa mais comum de demência e corresponde a cerca de 70% dos casos. Os sintomas mais comuns são: perda de memória, confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor e falhas de linguagem.

DIABETES 2
Enquanto a diabetes tipo 1 ocorre pela falta da produção de insulina, na do tipo 2 a insulina continua a ser produzida normalmente, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio. É causada por uma mistura de fatores genéticos e pelo estilo de vida: 80% a 90% das pessoas que têm o tipo 2 da diabetes são obesas.

FONTE: VEJA