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quarta-feira, 11 de julho de 2012

CIENTISTAS DESCOBREM MUTAÇÃO GENÉTICA QUE PREVINE ALZHEIMER

Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que protege contra o Mal de Alzheimer e o comprometimento cognitivo causado pelo envelhecimento, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 11, pela revista científica britânica Nature.


Uma equipe do centro "deCODE Genetics" de Reykjavik (Islândia), liderado por Kari Stefansson, estudou o genoma completo de 1.795 islandeses e descobriu uma mutação no gene APP, que reduziria em até 40% a formação da proteína amiloide em idosos saudáveis.
Esta proteína é uma substância insolúvel que se acumula no cérebro dos pacientes formando placas e que é responsável pela aparição do Alzheimer, uma doença sofrida por um quarto dos maiores de 90 anos.
"Pelo que sabemos até agora, (esta mutação) representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere uma proteção forte contra o Mal de Alzheimer", afirma Stefansson em seu artigo.
Esta mesma mutação frearia a deterioração cognitiva dos idosos sem Alzheimer, por isso os pesquisadores acreditam que os dois transtornos compartilham os mesmos ou similares mecanismos.
O estudo mostrou que a função cognitiva dos idosos de 80 a 100 anos portadores dessa mutação funcionava muito melhor que a daqueles que não a tinham.
Stefansson considera que o Alzheimer poderia representar o caso mais extremo de deterioração da função cognitiva relacionado à idade.
Até o momento, os cientistas descobriram 30 mutações no gene APP, 25 das quais se consideram causadoras da doença em idades avançadas, mas esta é a primeira vez que se detecta uma mutação relacionada com a aparição do Alzheimer em idosos.
Mais de 5% dos maiores de 60 anos sofrem de algum tipo de demência e, em dois terços dos casos, se trata de Alzheimer. 
FONTE: ESTADÃO

domingo, 17 de junho de 2012

CIENTISTAS AMERICANOS ENCONTRAM GENE QUE PODE RELACIONAR ALZHEIMER E DIABETES


A relação entre Alzheimer e diabetes já é conhecida por médicos e especialistas, mas novas pesquisas tentam explicar de que forma essas doenças estão ligadas. Um estudo desenvolvido por cientistas americanos, publicado na edição de junho na revista Genetics, indica que um gene relacionado ao Alzheimer também afeta o processo de produção e processamento da insulina.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da City College de Nova York, que estudou genes da proteína amiloide em vermes Caenorhabditis elegans. Eles escolheram esse verme porque ele replica perfeitamente a proteína amiloide humana.
O Alzheimer é a causa mais comum de demência. Existem medicamentos que podem desacelerar o processo da doença, mas nenhum que possa interromper completamente seu progresso. Já se sabia que o gene relacionado à proteína amiloide tem alguma relação com Alzheimer: a descoberta de placas dessa proteína no cérebro após a morte, é um indicativo da doença. A novidade agora é a relação desses genes com o caminho da insulina, eles afetam seu processo de produção e processamento.
A relação entre diabetes tipo 2 e Alzheimer foi percebida há sete anos. Nesse tipo de diabetes, comum em idosos e obesos, o organismo se torna resistente à insulina, ou seja, as células não conseguem responder ao hormônio. Evidências clínicas indicam que pacientes com Alzheimer têm neurônios mais resistentes à insulina e que pessoas com diabetes tipo 2 são mais propensas a desenvolver o Alzheimer. Os autores reforçam que são necessários estudos adicionais com humanos para se compreender melhor a relação entre as duas doenças

DEMÊNCIA
A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas. O Alzheimer é a causa mais comum de demência e corresponde a cerca de 70% dos casos. Os sintomas mais comuns são: perda de memória, confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor e falhas de linguagem.

DIABETES 2
Enquanto a diabetes tipo 1 ocorre pela falta da produção de insulina, na do tipo 2 a insulina continua a ser produzida normalmente, mas o organismo desenvolve resistência ao hormônio. É causada por uma mistura de fatores genéticos e pelo estilo de vida: 80% a 90% das pessoas que têm o tipo 2 da diabetes são obesas.

FONTE: VEJA