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domingo, 8 de julho de 2012

AMERICANA ELI LILLY APOSTA EM SEU "PIPELINE"

Com o foco em pesquisa em produtos inovadores e avessa a genéricos, a americana Eli Lilly está focando suas apostas em um portfólio voltado para doenças mais complexas. A matriz da farmacêutica tem em seu "pipeline" (produtos em fase de desenvolvimento) 63 moléculas que poderão virar promessas de medicamentos nos próximos anos.

De acordo com Bernardo Garcia Soares, diretor-médico da Lilly no Brasil, deste total, 12 moléculas estão na chamada fase 3 do processo - penúltimo estágio de pesquisa (durante esse período se espera obter mais informações sobre segurança, eficácia e interação de drogas) - e são produtos voltados para o tratamento oncológico. Os tipos de câncer pesquisados são para combater leucemia, linfoma, pulmão e colo do útero.

A multinacional também mantém pesquisas em estágios avançados em medicamentos para o combate de diabetes, neurociências (Mal de Alzheimer, depressão e esquizofrenia), além de estudos nas áreas de artrite reumatoide e doenças auto-imunes, como lúpus, além de psoríase.

Com um "blockbuster" (campeão de vendas) nas mãos, o Cialis (combate disfunção erétil), a companhia farmacêutica americana ainda não se rendeu aos apelos do mercado de genéricos no Brasil, cuja expansão está acima de dois dígitos nos últimos anos. Esse segmento representa 20% das vendas totais de remédios no país e poderá atingir até 50% nos próximos anos.

Em 2010, quando as primeiras versões de genéricos do Viagra, que pertence à Pfizer, entraram no mercado, a Lilly preferiu ficar de fora da disputa de preços criado por esse mercado. Nesse mesmo ano, a Lilly lançou no mercado brasileiro o Cialis Diário - vendido em uma cartela com 28 comprimidos de 5 mg. O Cialis tradicional, cujo efeito é de 36 horas, enquanto os tradicionais duram quatro horas, é negociado em mais de cem países. Já a pílula diária, também vendido sob prescrição médica, está presente em 20 países. (MS)

FONTE: DIKAJOB

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CIENTISTAS DESCOBREM COMO GORDURA CONSTRÓI A MEMÓRIA


RIO - Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram como a adição de moléculas de gordura a proteínas pode influenciar nas funções cognitivas do cérebro, incluindo o aprendizado e a memória.

Quando se aprende algo, explica o neurocientista Richard Huganir, chefe da pesquisa, certas transmissões cerebrais são fortalecidas e outras, inibidas, o que leva o cérebro a esculpir uma espécie de circuito neural. A memória nada mais é do que usar este caminho de novo.

Disto isto, a equipe conseguiu desvendar, pela primeira vez, como uma proteína é capaz de alterar uma outra neste mecanismo de formação de um circuito neural. Esta alteração é possível por meio de moléculas de gordura, o que representa um novo passo em direção ao entendimento sobre como memórias são mantidas. Tal achado pode dar um caminho na busca pelo tratamento de doenças como o Alzheimer e a esquizofrenia.

Durante o estudo do mecanismo formador da memória, os cientistas — que publicaram a pesquisa na revista “Neuron” — deram foco em um dos vários meios em que uma molécula de gordura é capaz de “etiquetar” uma proteína. E dar etiqueta a uma proteína significa poder mapear qual será seu destino dentro de uma célula. A equipe de cientistas estudou especificamente a proteína chamada de DHHC5, aquela com capacidade de levar a “etiqueta” de gordura até uma outra proteína, ou seja, de esculpir o caminho dentro do cérebro até determinada informação.

— Um dia, seremos capazes de inibir ou ativar essas proteínas. Essas moléculas de gordura estão envolvidas na mediação de tudo o que ocorre no cérebro, todo o comportamento - disse o neurocientista.

FONTE: O GLOBO