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segunda-feira, 9 de julho de 2012

ANVISA DETERMINA APREENSÃO DE REMÉDIO FALSO PARA DISFUNÇÃO ERÉTIL


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina a apreensão e a inutilização de todos os medicamentos Cialis, contra disfunção erétil, que estejam sem marcação do número do lote e apresentem a impressão EXP 102014, vendidos clandestinamente no Brasil.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (9).
A resolução 2.912, de 6 de julho, diz que foram identificadas amostras do produto de 20 mg nessas condições e que a medida é de interesse sanitário.
Segundo a empresa que detém o registro do Cialis no país, a Eli Lilly do Brasil Ltda., o número do lote deveria ser informado no blíster com dois comprimidos
FONTE: G1

domingo, 8 de julho de 2012

AMERICANA ELI LILLY APOSTA EM SEU "PIPELINE"

Com o foco em pesquisa em produtos inovadores e avessa a genéricos, a americana Eli Lilly está focando suas apostas em um portfólio voltado para doenças mais complexas. A matriz da farmacêutica tem em seu "pipeline" (produtos em fase de desenvolvimento) 63 moléculas que poderão virar promessas de medicamentos nos próximos anos.

De acordo com Bernardo Garcia Soares, diretor-médico da Lilly no Brasil, deste total, 12 moléculas estão na chamada fase 3 do processo - penúltimo estágio de pesquisa (durante esse período se espera obter mais informações sobre segurança, eficácia e interação de drogas) - e são produtos voltados para o tratamento oncológico. Os tipos de câncer pesquisados são para combater leucemia, linfoma, pulmão e colo do útero.

A multinacional também mantém pesquisas em estágios avançados em medicamentos para o combate de diabetes, neurociências (Mal de Alzheimer, depressão e esquizofrenia), além de estudos nas áreas de artrite reumatoide e doenças auto-imunes, como lúpus, além de psoríase.

Com um "blockbuster" (campeão de vendas) nas mãos, o Cialis (combate disfunção erétil), a companhia farmacêutica americana ainda não se rendeu aos apelos do mercado de genéricos no Brasil, cuja expansão está acima de dois dígitos nos últimos anos. Esse segmento representa 20% das vendas totais de remédios no país e poderá atingir até 50% nos próximos anos.

Em 2010, quando as primeiras versões de genéricos do Viagra, que pertence à Pfizer, entraram no mercado, a Lilly preferiu ficar de fora da disputa de preços criado por esse mercado. Nesse mesmo ano, a Lilly lançou no mercado brasileiro o Cialis Diário - vendido em uma cartela com 28 comprimidos de 5 mg. O Cialis tradicional, cujo efeito é de 36 horas, enquanto os tradicionais duram quatro horas, é negociado em mais de cem países. Já a pílula diária, também vendido sob prescrição médica, está presente em 20 países. (MS)

FONTE: DIKAJOB