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segunda-feira, 23 de julho de 2012

CONSUMO MODERADO DE ÁLCOOL PODE REDUZIR RISCO DE ARTRITE EM MULHERES


Um novo estudo relata que o consumo regular e moderado de cerveja, vinho ou licor pode reduzir o risco de a mulher ter artrite reumatoide.
Os pesquisadores coletaram dados de dois registros nacionais de saúde da Suécia relacionados a 34.141 mulheres nascidas entre 1914 e 1948. Eles reuniram informações sobre o consumo de álcool nos anos 1987 e 1997, e depois acompanharam a saúde das mulheres durante 7 anos, de 2003 a 2009.
Durante o período de acompanhamento, os pesquisadores documentaram 197 casos de artrite reumatoide. Após levar em conta diversos fatores, eles descobriram que o risco de desenvolver artrite reumatoide era 52% menor nas mulheres que relataram beber mais de três copos de cerveja, vinho ou licor por semana (aproximadamente 15 mililitros de etanol). O tipo de bebida ingerida não alterava o risco.
Em artigo no periódico BMJ, os autores reconheceram que não possuíam informações sobre o histórico familiar de artrite reumatoide e que relatos do próprio paciente sobre o consumo de álcool nem sempre são precisos.
A principal autora do estudo e estudante de doutorado do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Daniela Di Giuseppe, alertou quanto ao perigo de conclusões gerais demais sobre o estudo.
"Não sabemos o que ocorre quando as doses de álcool são mais altas", afirmou. "Além disso, este é apenas um estudo mostrando o que ocorre com as mulheres suecas. Por isso, não quero dar conselhos em relação ao consumo de álcool."
FONTE: UOL

domingo, 8 de julho de 2012

AMERICANA ELI LILLY APOSTA EM SEU "PIPELINE"

Com o foco em pesquisa em produtos inovadores e avessa a genéricos, a americana Eli Lilly está focando suas apostas em um portfólio voltado para doenças mais complexas. A matriz da farmacêutica tem em seu "pipeline" (produtos em fase de desenvolvimento) 63 moléculas que poderão virar promessas de medicamentos nos próximos anos.

De acordo com Bernardo Garcia Soares, diretor-médico da Lilly no Brasil, deste total, 12 moléculas estão na chamada fase 3 do processo - penúltimo estágio de pesquisa (durante esse período se espera obter mais informações sobre segurança, eficácia e interação de drogas) - e são produtos voltados para o tratamento oncológico. Os tipos de câncer pesquisados são para combater leucemia, linfoma, pulmão e colo do útero.

A multinacional também mantém pesquisas em estágios avançados em medicamentos para o combate de diabetes, neurociências (Mal de Alzheimer, depressão e esquizofrenia), além de estudos nas áreas de artrite reumatoide e doenças auto-imunes, como lúpus, além de psoríase.

Com um "blockbuster" (campeão de vendas) nas mãos, o Cialis (combate disfunção erétil), a companhia farmacêutica americana ainda não se rendeu aos apelos do mercado de genéricos no Brasil, cuja expansão está acima de dois dígitos nos últimos anos. Esse segmento representa 20% das vendas totais de remédios no país e poderá atingir até 50% nos próximos anos.

Em 2010, quando as primeiras versões de genéricos do Viagra, que pertence à Pfizer, entraram no mercado, a Lilly preferiu ficar de fora da disputa de preços criado por esse mercado. Nesse mesmo ano, a Lilly lançou no mercado brasileiro o Cialis Diário - vendido em uma cartela com 28 comprimidos de 5 mg. O Cialis tradicional, cujo efeito é de 36 horas, enquanto os tradicionais duram quatro horas, é negociado em mais de cem países. Já a pílula diária, também vendido sob prescrição médica, está presente em 20 países. (MS)

FONTE: DIKAJOB

domingo, 1 de julho de 2012

TRATAMENTO EM MONOTERAPIA DA ARTRITE REUMATÓIDE


A Roche divulgou dados que evidenciam que os doentes que receberam RoACTEMRA® (tocilizumab) em monoterapia conseguiram uma redução significativamente maior nos sinais e sintomas da Artrite Reumatóide (AR) em comparação com os doentes que receberam o adalimumab da Abbott em monoterapia.
Essa superioridade foi constatada no estudo ADACTA, o primeiro estudo comparativo entre fármacos biotecnológicos desenhado para demonstrar a superioridade de um medicamento biológico versus um outro, apresentado durante o mês de Junho no Congresso Europeu de Reumatologia (EULAR), em Berlim. Neste estudo, os doentes tratados com RoACTEMRA® (tocilizumab) apresentaram uma redução no score DAS28 às 24 semanas estatisticamente superior à observada pelos doentes tratados com adalimumab.
Os resultados do estudo ADACTA às 24 semanas evidenciaram:
  • Uma melhoria da atividade da doença,      com uma redução do índice DAS28 de 3.3 pontos nos doentes tratados com      RoACTEMRA® versus 1.8 pontos nos doentes tratados com adalimumab;
  • 40% de doentes em remissão DAS28      (DAS28 <2.6) com RoACTEMRA® versus 11% com adalimumab;
  • Taxas de respostas ACR20, 50 e 70 de      65%, 47% e 33% com RoACTEMRA® versus 49%, 28% e 18% com adalimumab.
  • As diferenças registadas em todos      estes parâmetros foram estatisticamente significativas. O perfil de      efeitos adversos nos dois braços de tratamento foi comparável e o perfil      de segurança de RoACTEMRA® foi consistente com o demonstrado em anteriores      ensaios clínicos.
Os doentes com AR a quem são prescritos medicamentos biológicos são normalmente tratados também com metotrexato (MTX). Porém, cerca de 1 em cada 3 doentes sob terapêutica biológica fazem estes medicamentos em monoterapia, principalmente devido a intolerância ao MTX.
“Os dados do estudo ADACTA vêm somar-se à evidência crescente que suporta o benefício do tratamento com RoActemra® em monoterapia quando o uso de MTX não é apropriado”, disse o responsável pela divisão médica da Roche, Hal Barron. Para além disso, e com o aparecimento de vários medicamentos para o tratamento de doentes com Artrite Reumatóide, o estudo ADACTA vem preencher uma importante lacuna, trazendo dados comparativos directos da eficácia de dois fármacos biotecnológicos, permitindo uma decisão terapêutica mais fundamentada.
O ensaio ADACTA foi um estudo duplamente cego, de 24 semanas, que envolveu 326 adultos com artrite reumatóide ativa grave com intolerância ao metotrexato ou em quem o uso continuado de metotrexato não era apropriado. Os doentes foram distribuídos aleatoriamente para receber ou RoActemra® por via intravenosa de quatro em quatro semanas ou adalimumab por via subcutânea a cada duas semanas.
FONTE: DIKAJOB

sábado, 2 de junho de 2012

CIENTISTAS ISRAELENSES DESENVOLVEM MACONHA MEDICINAL


Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um tipo de maconha medicinal, neutralizando a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos conhecidos como "barato".
De acordo com a professora Ruth Gallily, especialista em imunologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, a segunda substância mais importante da cannabis - o canabidiol (CBD) - tem propriedades "altamente benéficas e significativas" para doentes que sofrem de diabetes, artrite reumatóide e doença de Crohn.
Gallily, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos, disse à BBC Brasil que o CBD que se encontra na planta "não gera qualquer fenômeno psicológico ou psiquiátrico e reprime reações inflamatórias, sendo muito útil para o tratamento de doenças autoimunes".
"Obtivemos resultados fantásticos nas experiências que fizemos in vitro e com ratos, no laboratório da Universidade Hebraica", afirmou a cientista, que é professora da Faculdade de Medicina.
De acordo com ela, após o tratamento com o CBD, o índice de mortalidade em consequência de diabetes nos animais foi reduzido em 60%, tanto em casos de diabetes tipo 1 como tipo 2.
"Para pacientes idosos que sofrem de artrite reumatoide, o uso da cannabis pode ter efeitos maravilhosos e melhorar muito a qualidade de vida", disse Gallily.
"Constatamos em nossas experiências que o CBD leva à diminuição significativa e muito rápida do inchaço em consequência da artrite."
A pesquisadora afirma que remédios à base de CBD seriam muito mais baratos que os medicamentos convencionais no tratamento dessas doenças.
A empresa Tikkun Olam obteve a licença do Ministério da Saúde israelense para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.
Pacientes 

De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da Tikkun Olam, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, a qual recebem com receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com Klein, a empresa pretende desenvolver um tipo de maconha com proporções diferentes de THC e canabidiol, para poder ajudar a diversos tipos de pacientes.
"Há pacientes para os quais o THC é muito benéfico, pois ajuda a melhorar o estado de espírito e abrir o apetite", afirmou.
Ele diz ainda que, em casos de doentes de câncer, a cannabis em seu estado natural, com o THC, pode melhorar a qualidade de vida, já que a substância provoca a fome conhecida como "larica", incentivando os pacientes a se alimentarem.
O psiquiatra Yehuda Baruch acredita que "o CBD tem significados medicinais fortes que devem ser examinados". Baruch, que é o responsável pela utilização da maconha medicinal no Ministério da Saúde, disse à BBC Brasil que "sem o THC, a cannabis será bem menos atraente para os traficantes de drogas".
O psiquiatra afirmou que nos próximos meses o Ministério da Saúde dará inicio a um estudo sobre os efeitos do THC e do CBD em pacientes que sofrem dores crônicas.
O experimento será feito com 50 pacientes, que serão divididos em dois grupos. Um grupo receberá cannabis com alto nível de THC e baixo nível de CBD e o segundo receberá mais canabidiol do que THC.
Depois de um mês os grupos serão trocados e, durante a experiência, os pacientes preencherão questionários avaliando as alterações na intensidade da dor.
FONTE: ESTADAO

domingo, 15 de abril de 2012

PAÍS VAI PRODUZIR REMÉDIOS DE ALTO CUSTO MAIS BARATOS


O Brasil vai começar a fabricar os primeiros medicamentos biossimilares com tecnologia nacional. Eles são versões mais baratas de drogas biológicas inovadoras, produtos de alto custo que atacam alvos específicos em doenças como câncer, artrite reumatoide e esclerose múltipla. Apesar de representarem, em unidades, apenas 4% das compras do Ministério da Saúde, consomem 32% do orçamento da pasta para remédios.
O lançamento do laboratório BioNovis, no final de março, representa a iniciativa mais adiantada na corrida pelo desenvolvimento de biossimilares no País. Trata-se de uma parceria entre quatro grandes produtoras de genéricos: EMS, Aché, Hypermarcas e União Química. Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, a biotecnologia é uma área estratégica para o País. “São produtos de alto conteúdo tecnológico, de alto valor, que a gente tem de desenvolver para ter garantia de acesso à população brasileira.”
Medicamentos biológicos, produzidos por meio de células vivas, são complexos e caros – uma caixa pode custar R$ 8 mil, em especial no caso dos remédios oncológicos mais modernos. Por causa do alto custo, os pacientes têm recorrido à Justiça para obter as drogas quando elas não estão na lista de remédios ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2010, por exemplo, o Ministério da Saúde gastou R$ 132,58 milhões para cumprir decisões judiciais ligadas ao fornecimento de remédios de alto custo, ante R$ 2,24 milhões em 2005.
Segundo Gadelha, a tendência é que os biológicos sejam cada vez mais representativos no mercado farmacêutico: se hoje respondem por 20% do mercado mundial, essa parcela deve atingir até 40% nos próximos anos. O governo já preparou um pacote de incentivos para estimular o mercado nacional e calcula que o País esteja pronto para iniciar a produção em cinco anos.
Mas essa expansão não será simples no Brasil. Em primeiro lugar, a fabricação de um biossimilar só se torna possível quando cai a patente de um medicamento biológico inovador. Além disso, o fato de a produção envolver células vivas faz com que todo o processo seja muito mais elaborado em comparação ao das drogas sintéticas e seus genéricos, lembra o biomédico Fernando De Mora, do Departamento de Farmacologia da Universidade Autônoma de Barcelona. Ele foi consultor para a implantação dos biossimilares na Europa, onde já existem 14 remédios desse tipo em circulação, e esteve no Brasil na semana passada.
“A droga biológica é estruturalmente mais complexa, então é preciso estabelecer um processo refinado para ter certeza de que vai haver um controle adequado da estabilidade do produto e de que essa estabilidade não mude e não coloque o paciente em risco”, diz Mora.
O envolvimento de organismos vivos faz com que esse tipo de medicamento tenha um grande potencial de despertar uma resposta imune no corpo, que entende a substância como estranha. O controle da produção deve levar a um produto que não provoque essa resposta, chamada de imunogenicidade.
É também o caráter biológico que impede que os biossimilares sejam idênticos às drogas biológicas originais, diz o consultor em medicina farmacêutica Valdair Pinto. “Nos genéricos, a substância ativa é idêntica. A demonstração é simples, basta um estudo de bioequivalência. Nos biossimilares, as substâncias ativas não são idênticas. São necessários vários estudos para provar que são similares.”
As diferenças entre biossimilares e genéricos não param por aí: enquanto o desenvolvimento do genérico demora de um a dois anos, com custo a partir de R$500 mil, o biossimilar pode levar até oito anos para ficar pronto e o custo é de, no mínimo, R$100 milhões. Por isso biossimilares custam, no máximo, 30% mais barato do que o inovador. E podem alavancar o desenvolvimento científico no País.

FONTE: ESTADÃO

quarta-feira, 4 de abril de 2012

UMA NOVA INTERLEUCINA NO TRATAMENTO DAS ARTRITES: ANTI-INTERLEUCINA-6


Vários estudos demostram que o bloqueio da interleucina-6 pode trazer benefícios terapêuticos a pacientes com artrite reumatoide.  O tocilizumab é um anticorpo monoclonal humanizado contra o receptor solúvel e celular da interleucina-6, também alterando sensivelmente os níveis do fator de crescimento endotelial vascular. Embora seu mecanismo de ação ainda não esteja totalmente esclarecido, vários trabalhos na literatura médica indicam que seus benefícios são evidentes e sugerem que será um novo tratamento anticitocina para artrites inflamatórias.


Após vários anos usando anti-fator de necrose tumoral (anti-TNFs) no tratamento da artrite reumatoide (AR), no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e em outros hospitais, aproximadamente um terço dos pacientes deixam de usar a medicação por perda de eficácia ou efeitos adversos (1-3). Outras citocinas, além do TNF, participam dos mecanismos etiopatogênicos das artrites: é o caso da interleucina-1 e a interleucina-6 (IL-6).



Vários estudos mostram que o bloqueio de IL-6 possa ter beneficio terapêutico nesses pacientes (Figura 1). 
Tocilizumab é um anticorpo monoclonal humanizado contra o receptor solúvel e celular da IL-6(4-5).
Aspectos de Imunopatologia da IL-6

Múltiplos aspectos da atividade biológica da IL-6 ocorrem em pacientes com AR. A AR provoca leucocitose, proliferação de osteoclastos, febre, hipergamaglobulinemia, trombocitose e aumento nos níveis da proteína de fase aguda, como o fibrinogênio, a proteína amilóide (SAA) e da proteína C-reativa (CRP). Um sumário das ações pleomórficas de IL-6 pode ser visto na 
Figura 2. 
Na Figura 3 é possível verificar o sítio de inibição do receptor de IL-6, por meio da interação com o receptor associado à membrana celular. Existe uma forma solúvel que se encontra aumentada na circulação e nos líquidos biológicos de pacientes com AR. Dois elementos importantes da ação do IL-6 em pacientes com artrite são: a angiogênese e o metabolismo do ferro(6-7).


IL-6 e Fator de Crescimento endotelial Vascular

A hiperplasia dos tecidos sinoviais é encontrada em pacientes com AR que apresentam um aumento de angiogênese, necessário para a oxigenação do tecido sinovial aumentado. O fator de crescimento endotelial vascular (VGEF) é um potente fator angiogênico, que provoca aumento da membrana sinovial, com consequente elevação dos níveis séricos de VGEF; correlaciona-se com atividade em pacientes com AR. A IL-6 é uma citocina de fundamental importância na produção do VGEF e age em sinergia com TNF. O tocilizumab altera sensivelmente os níveis do VGEF(8-9).

IL-6 e Produção de Anemia Crônica

Hepcidina é uma proteína reguladora do transporte de ferro, controlando a quantidade extracelular de ferro. O excesso de IL-6 leva à maior produção de hepcidina e consequentemente induz a anemia crônica. TNF não interfere na síntese de hepcidina, ao passo que o bloqueio de IL-6 leva à redução da síntese de hepcidina.

Estudos Clínicos com Tocilizumab

Estudos de fase 1 e 2 no Reino Unido e Japão determinaram que a dose ótima é de 8 mg/kg de peso. Os níveis de CRP e SAA foram reduzidos a níveis normais, enquanto se observava presença de anti-IL-6 na circulação. Nos diversos estudos japoneses com tocilizumab, administrados duas vezes por semana, verificou-se que foi bem tolerado, sem nenhuma alteração adversa. No estudo de Kavanaugh, 60% dos pacientes atingiram ACR 20 em seis semanas e após 24 semanas, 86% dos pacientes obtiveram ACR 20(10).

Estudos de Fase 2 e Fase 3 Com Tocilizumab

Os graus de segurança e eficácia foram avaliados em um estudo multicêntrico, duplo-cego, utilizando doses de 4 e 8 mg/kg a cada quatro semanas pelo período de três meses e comparado contra placebo. Apos três meses, a resposta parcial ou ótima foi em torno de 90%, com normalização da anemia e proteínas de fase aguda. 

Ocorreram elevações do colesterol total, mas o mesmo aconteceu com os níveis de HDL, de forma que o índice de aterogênese permaneceu o mesmo. 
Não ocorreram complicações cardiovasculares. O estudo conhecido como CHARISMA envolveu 359 pacientes com respostas incompletas ao metotrexate 
e doses progressivas de tocilizumab 2, 4 e 8 mg/kg. A dose de 8 mg mostrou ser a mais eficaz em monoterapia versus tratamento combinado e não apresentou diferença significativa entre os dois grupos. Estudos de fase 3 avaliaram a capacidade do tocilizumab de inibir a progressão radiológica, quando comparados com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARDs). O conjunto desses estudos indica o benefício do bloqueio de IL-6 no tratamento dos pacientes com AR. 

Outros três estudos foram recentemente concluídos. Um deles avaliando o papel do tocilizumab na integridade estrutural articular após o período de um ano. Este estudo, conhecido como LITHE, mostrou que o novo biológico não somente reduz como também previne a lesão articular. Em outro estudo, conhecido como OPTION, no qual se avaliaram pacientes com resposta inadequada ao metotrexate, o tocilizumab mostrou eficácia elevada quando comparado ao placebo. Neste estudo dez pacientes foram avaliados no HIAE. No estudo AMBITION, no qual metotrexate e tocilizumab foram comparados sob a forma de monoterapia, foi possível observar uma resposta clínica superior do tocilizumab em relação ao metotrexate. Os dados específicos a esses estudos encontram-se nos estudos de Maini et al., Nishimoto et al. e Smolen et al(11-14).

Tocilizumab  no Tratamento da AR Juvenil Forma Sistêmica

Diversos estudos no Japão e na Europa foram feitos nessa enfermidade. Utilizando um índice de atividade específico para AR juvenil foi possível demonstrar melhora de 50% nos pacientes recebendo o tocilizumab. Um estudo de três anos confirma o beneficio a longo prazo dessa medicação, sem efeitos adversos ou perda de eficácia. O conjunto desses estudos confirma a eficácia da medicação nessa afecção(15).

Estudos Clínicos com Tocilizumab na Doença de Castleman

A doença de Castleman é uma doença linfoproliferativa benigna associada a uma serie de alterações inflamatórias relacionadas à produção de IL-6. As doses bissemanais de 8 mg/kg durante quatro meses foram utilizadas. O uso dessa medicação leva ao controle da linfadenopatia e ao controle das atividades inflamatórias. Foi aprovado para uso clínico no Japão(16).
Com o advento de novas anticitocinas um dos problemas que irá surgir é com qual delas iniciar o tratamento. Pesquisas recentes realizadas sinalizam que o 
tocilizumab possui uma resposta rápida, o que leva a uma queda rápida de IL-6 circulante sugerindo que talvez ele venha a ser o primeiro biológico a ser utilizado nessas enfermidades(17-18)

CONCLUSÃO
O conjunto de estudos existentes no momento sinaliza para o benefício dessa medicação no tratamento da AR na forma sistêmica da artrite juvenil e na doença de Castleman. O mecanismo de ação ainda não é totalmente definido, mas seu benefício sugere que será um novo tratamento anticitocina para artrites inflamatórias. 


quarta-feira, 14 de março de 2012

REMÉDIO PARA ARTRITE PODE PROTEGER O CORAÇÃO


Dois grandes levantamentos internacionais divulgados nesta semana indicam que anti-inflamatórios usados normalmente para tratar a artrite podem ser utilizados contra problemas cardiovasculares – a principal causa de morte no mundo.
As pesquisas foram publicadas nesta semana na versão online da revista médica “The Lancet”.
Segundo os trabalhos, uma proteína envolvida no processo inflamatório também tem um papel no desenvolvimento da aterosclerose.
Com isso, remédios que controlam essa inflamação podem ter efeito protetor sobre o sistema cardiovascular – um deles já é usado no tratamento da artrite reumatoide.
A aterosclerose é uma inflamação que causa a formação de placas dentro das paredes dos vasos sanguíneos. Os cientistas já estudavam a ligação entre esses anti-inflamatórios e a doença, mas essa foi a primeira vez que um elo foi comprovada.
Um dos levantamentos analisou 82 estudos, que cobriram, ao todo, mais de 200 mil pessoas. O outro, 40 estudos e 133 mil participantes.