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quarta-feira, 18 de abril de 2012

HORMÔNIOS SÃO CAUSA DA MAIOR INCIDÊNCIA DE ENXAQUECA EM MULHERES

Entre os diversos causadores de enxaqueca, existe um fator que pode ser responsável pela maior incidência da dor em mulheres: flutuação hormonal. Dos hormônios envolvidos, o neurologista Jan Lewis Brandes, fundador da Nashville Neuroscience Group, acredita que o estrogênio é o maior vilão.
Até as meninas começarem a menstruar, enxaquecas são mais comuns em meninos. Após essa etapa do desenvolvimento feminino, as pesquisas de Brandes revelam que 70% das dores ocorrem em mulheres. Delas, 60 a 70% identificam o desconforto relacionado ao ciclo menstrual.
As enxaquecas pré-menstruais normalmente ocorrem quando os níveis de estrogênio e progesterona caem. E, imediatamente antes de a menstruação vir, a quantidade de estrogênio no organismo despenca.
Outro estudo feito pelo Nashville Neuroscience Group revelou que 64% das mulheres que relacionam enxaqueca a fatores hormonais deixaram de ter dores de cabeça durante a gravidez, principalmente após primeiro trimestre.
Reposição hormonal durante a menopausa e o uso de pílulas anticoncepcionais têm sido identificados como causadores de enxaquecas em mulheres. A ocorrência de efeitos colaterais é menor com pílulas de níveis mais baixos de estrogênio, ao passo que não foram acusadas em anticoncepcionais com progesterona.

quinta-feira, 29 de março de 2012

CONSUMO DE ÁLCOOL AUMENTA O RISCO DE CÂNCER DE MAMA



Basta uma dose de bebida alcoólica por dia para aumentar o risco das mulheres desenvolverem câncer de mama em 5%. A conclusão é de uma revisão de 113 estudos feita por pesquisadores da Alemanha, França e Itália, publicada nesta quinta-feira no periódico Alcohol and Alcoholism. Para mulheres que bebem mais — três ou mais doses por dia — o risco de contrair a doença aumenta em 50%.


"Os resultados indicam que mulheres com elevado risco de desenvolver câncer de mama (como as que têm casos na família) devem evitar bebidas alcoólicas ou consumi-las apenas ocasionalmente", afirmaram os pesquisadores.
Segundo o estudo, a relação entre álcool e câncer de mama foi estabelecida pela primeira vez na década de 1980. Acredita-se que o álcool aumente os níveis do hormônio estrogênio, aumentando o risco de câncer de mama. Pesquisas já demonstraram que o álcool está associado a cânceres conhecidos como “receptores positivos de estrogênio”, que necessitam do hormônio para crescer.
Para os pesquisadores, 2% dos casos de câncer de mama na Europa e na América do Norte estão relacionados com o baixo consumo de álcool, e 50.000 casos em todo o mundo se devem ao consumo pesado.
No Brasil, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão registrados 52.680 novos casos em 2012. Em 2008, ano com as últimas estatísticas disponíveis, morrem 11.969 mulheres em decorrência do câncer de mama.
FONTE: VEJA