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terça-feira, 17 de julho de 2012

OBESIDADE PODE PREJUDICAR TRATAMENTO DE CÂNCER DE MAMA

Segundo pesquisadores da Grã-Bretanha, o tratamento contra o câncer de mama pode ser menos eficaz entre mulheres obesas do que entre aquelas que têm peso normal. Essas pacientes, afirmam os especialistas, apresentam altos níveis de estrogênio mesmo após a terapia com drogas que suprimem esses hormônios — uma das principais abordagens de combate à doença. Essas conclusões fazem parte de um estudo publicado nesta segunda-feira no periódico Journal of Clinical Ongoloy, uma publicação da Sociedade Americana de Oncologia Clínica.


Isso não quer dizer, porém, que mulheres que apresentam obesidade não tenham reduzidos os níveis de estrogênio com esse tratamento contra o câncer. De acordo com a pesquisa, a quantidade desses hormônios é reduzida significativamente nessas pacientes, mas, em média, ela representa quase o triplo dos níveis encontrados em mulheres com peso normal ao longo do tratamento.
Nessa pesquisa, uma equipe do Instituto de Pesquisa em Câncer de Londres, na Inglaterra, examinou o efeito de dois medicamentos de bloqueiam os estrogênios no organismo de mulheres com câncer de mama. Para isso, os especialistas aplicaram os dois tratamentos — um de cada vez — em 54 mulheres que já haviam passado pela menopausa e que apresentavam a doença.
De acordo com os autores do estudo, porém, as mulheres obesas não devem se preocupar com os resultados. No entanto, a pesquisa ressalta a importância de o médico escolher o tratamento mais adequado para cada paciente levando em consideração diversos fatores, inclusive o índice de massa corporal. “Esses medicamentos estudados vêm ganhando um papel cada vez mais importante no combate ao câncer de mama. Por isso, é muito importante entender quais fatores afetam, e de que maneira o fazem, a ação dessas drogas”, diz Alan Ashworth, chefe executivo do Instituto de Pesquisa em Câncer.
FONTE: VEJA

quarta-feira, 18 de abril de 2012

HORMÔNIOS SÃO CAUSA DA MAIOR INCIDÊNCIA DE ENXAQUECA EM MULHERES

Entre os diversos causadores de enxaqueca, existe um fator que pode ser responsável pela maior incidência da dor em mulheres: flutuação hormonal. Dos hormônios envolvidos, o neurologista Jan Lewis Brandes, fundador da Nashville Neuroscience Group, acredita que o estrogênio é o maior vilão.
Até as meninas começarem a menstruar, enxaquecas são mais comuns em meninos. Após essa etapa do desenvolvimento feminino, as pesquisas de Brandes revelam que 70% das dores ocorrem em mulheres. Delas, 60 a 70% identificam o desconforto relacionado ao ciclo menstrual.
As enxaquecas pré-menstruais normalmente ocorrem quando os níveis de estrogênio e progesterona caem. E, imediatamente antes de a menstruação vir, a quantidade de estrogênio no organismo despenca.
Outro estudo feito pelo Nashville Neuroscience Group revelou que 64% das mulheres que relacionam enxaqueca a fatores hormonais deixaram de ter dores de cabeça durante a gravidez, principalmente após primeiro trimestre.
Reposição hormonal durante a menopausa e o uso de pílulas anticoncepcionais têm sido identificados como causadores de enxaquecas em mulheres. A ocorrência de efeitos colaterais é menor com pílulas de níveis mais baixos de estrogênio, ao passo que não foram acusadas em anticoncepcionais com progesterona.